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Justiça autoriza venda de obras de Edemar Cid Ferreira que estão no MAC-USP

600 peças avaliadas em R$ 6,1 milhões devem ir a leilão em fevereiro ou março de 2017. +

Uma decisão judicial acaba de autorizar o leilão das obras de Edemar Cid Ferreira que estão sob a guarda do Museu de Arte Contemporânea da USP. Essas 600 peças avaliadas em R$ 6,1 milhões deverão ir a leilão, organizado pelo marchand Aloísio Cravo, o mesmo que conduziu a recente venda das obras que estavam na casa do ex-banqueiro em São Paulo, já em fevereiro ou março do ano que vem.
Isso encerra um período de mais de uma década em que os trabalhos, entre eles um painel de Frank Stella e uma extensa coleção de fotografia contemporânea, permaneceram no MAC. Há dois anos, a Justiça autorizou a retirada de dois deles, obras do americano Roy Lichtenstein e do uruguaio Joaquín Torres-García, para que fossem leiloados em Nova York.
Há anos agentes do MAC e do governo, em especial do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), órgão responsável por essas instituições no Ministério da Cultura, vêm tentando evitar que isso acontecesse, argumentando que a conservação dessas obras ao longo dos anos teve um custo para o museu e que o interesse público deveria ser levado em conta antes dos interesses dos credores da massa falida do Banco Santos.
"Qualquer obra no museu exige conservação, cuidados. Então tudo isso gera custos não só para o MAC mas para qualquer museu que tenha obras em juízo guardadas", diz Carlos Roberto Ferreira Brandão, diretor do MAC e ex-presidente do Ibram. "Elas estão todas nas nossas reservas técnicas muito bem acondicionadas e cuidadas."
Brandão afirma que, quando presidente do Ibram, ele insistiu que ao menos os leilões fossem realizados no Brasil, para que o órgão federal pudesse exercer seu direito de preferência nesse tipo de venda e arrematar as peças para uma coleção pública, mas o juiz do caso foi contra a decisão e as peças acabaram sendo vendidas em Nova York.
Ele acrescenta ainda que a Universidade de São Paulo, responsável pelo MAC, já calcula o quanto a conservação dessas obras custou ao museu e estuda maneiras de reverter essa decisão ou ao menos conseguir que a instituição seja ressarcida pelos cuidados com esse patrimônio que agora será vendido.
"Essas obras que estão em poder de museus públicos serão devolvidas para ressarcir credores, que eram pessoas que estavam tendo lucros em relação a seus investimentos no Banco Santos, lucros extraordinários", diz Brandão. "Nossa estratégia é favorável ao interesse público. O que está em jogo é quais interesses serão satisfeitos. Eu advogo que o interesse público seja contemplado e não apenas o interesse privado."
Outras obras que pertenciam a Cid Ferreira vêm sendo vendidas em leilões no exterior ao longo dos últimos meses. Em outubro, uma tela de Jean-Michel Basquiat que pertencia ao ex-banqueiro foi vendida em Londres por cerca de R$ 42 milhões. Há um mês, as 917 obras que estavam na casa de Cid Ferreira foram leiloadas em São Paulo, arrecadando cerca de R$ 12 milhões, enquanto outras peças foram arrematadas em Nova York por mais R$ 9 milhões.
Quando o Banco Santos faliu, deixou um rombo de cerca de R$ 3,2 bilhões. As obras de arte de Edemar Cid Ferreira, ex-dono da instituição financeira, foram então lacradas em sua casa no Morumbi ou destinadas a museus. Sete instituições, entre elas o MAC, receberam as peças em juízo — sua coleção tinha então um valor estimado de R$ 30 milhões.
Os credores do banco receberão agora cerca de R$ 150 milhões, angariados com a venda de bens de Cid Ferreira, entre eles obras de arte. Será o primeiro pagamento realizado aos credores desde que o banco faliu.
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Texto de Silas Martí originalmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo” | 14/12/16.

Os cinco lados da moeda

Texto de Katia Maciel aborda a atual situação política brasileira. +

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Cunha, cunhado. O parentesco da palavra se resolve do outro lado da moeda. Temer, Temeritatem. Dois lados de uma só moeda, a moeda do golpe no Brasil. Fazer girar cara ou coroa não diferencia o resultado extremo de um sistema de trocas que levou a fragata ao naufrágio. Cabe a nós recolher as moedas como pistas de uma história ainda por vir.

2
Piratas alcançam no fundo da costa brasileira tonéis e baús. Abertos a paus e pedras olhos saltam com o brilho embaralhado das moedas. Entre ouro e prata contornos de dois rostos perdidos, muito próximos entre si, assombram a imaginação daqueles famintos por riquezas. Presas as mãos de renomado pirata as moedas se espalham na leitura da maldição - Temiritatem, conhecida por ter dado fim e cabo a um paraíso agora perdido chamado Brasil.

3
Irreal não é o outro lado do Real. Aqui na Terra Brasilis foram fundidos com diferentes metais. De Ouro Preto a Brasília conspiram as arquiteturas entre a perspectiva do ideal da usura para os outros e da fartura para os encantados pelas variações do metal. Entre eles dois mestres ourives cunharam Temeritatem como prova de que o irreal é mesmo real.

4
Dizem que o real é sempre pela metade e ao meio. Por isto a moeda possui dois lados, para que haja lugar para a decisão e o acaso. Lançadas ao ar giram entre duas possibilidades antes do contato iminente com a mão ou com a terra, ou aonde quer que caiam. Por sorte avessa podem cair de pé como presa no canto da mão, na terra ou aonde quer que caiam, aí não vemos os lados. O mesmo acontece com as moedas que por acaso tenham dois lados diferentes, mas iguais.

5
Dizem que o barqueiro cobra uma moeda para a entrada no outro mundo. Entre as flutuações do mercado e as artimanhas dos piratas brasilis aqui foi criada uma moeda que não é deste mundo.

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Texto de Katia Maciel.

Power 100: ArtReview lista os 100 nomes mais poderosos da arte em 2016

Uma das listas mais aguardadas todos os anos, o Power 100 da “ArtReview” destaca os nomes poderosos que influenciaram a cena da arte nos últimos 12 meses. O Brasil ganha duas menções a galeristas: Luisa Strina e o trio Felipe Dmab, Pedro Mendes e Matthew Wood (da Mendes Wood DM). +

Na última semana de outubro, a revista “ArtReview” anunciou o curador Hans Ulrich Obrist como a figura mais poderosa do mundo das artes. Este é o 15º ano em que a revista publica sua lista dos Power 100.
Hans Ulrich Obrist, que figura no Power 100 desde a sua primeira edição, em 2002, é o diretor artístico da Serpentine Galleries e “instigador” de projetos de arte globais. O ranking de 2016 inclui ainda artistas, outros curadores, colecionadores, teóricos, galeristas e outros profissionais ligados a este cenário. Os escolhidos são pessoas que influenciaram internacionalmente a produção e a disseminação da arte e de ideias dentro deste contexto nos últimos 12 meses.
Entre os dez primeiros colocados, estão nomes como Adam Szymcsyk, diretor artístico da Documenta 14, o artista e teórico Hito Steyerl, o galerista Larry Gagosian e Ai Weiwei, único representante asiático deste Top 10.
Dois representantes brasileiros estão no Top 100. Luisa Strina aparece em 57º lugar, presente no ranking desde 2012, mas perdendo duas posições em relação a 2015, considerada pela revista como uma das maiores e melhores condutoras da arte brasileira. Já Felipe Dmab, Pedro Mendes e Matthew Wood ganharam duas posições e aparecem em 91º. À frente da galeria paulistana Mendes Wood DM, entraram na lista em 2014 e desde então vêm ganhando posições. Adriano Pedrosa, que em 2015 aparecia em 96º, não está mais entre os 100 homenageados.
Novos integrantes
Houve uma série de novas entradas na lista deste ano, como o coletivo de artistas indianos Raqs Media Collective no 86º, Zanele Muholi, artista sul-africano, em 95º, e o curador Pablo León de la Barra, em 97º.
Curadores como transformadores
O curador, crítico e escritor Okwui Enwezor aparece na posição 20. Não é surpresa que uma figura tão conhecida, primeiro curador africano da Bienal de Veneza, esteja regularmente neste Top 100. O gala anual da Performa foi dedicado a ele, por seu papel em aumentar a visibilidade da arte sul-africana; ele também supervisiona um programa ambicioso na Haus der Kunst, em Munique. Outros curadores notáveis são a libanesa Christine Tohmé (49º) e o camaronês Koyo Kouoh (75º).
Em nome da arte
O colecionador de Hong Kong e diretor da K11 Art Foundation, Adrian Cheng, vem galgando constantemente a lista desde que seu nome apareceu pela primeira vez, em 2014. No ano passado, ele estava em 76º lugar e este ano, aparece em 54º. Cheng vem se dedicando a fomentar a emergente arte chinesa, especialmente através da KAF, organizando centenas de eventos e estabelecendo relações com instituições como o Palais de Tokyo e o Centre Pompidou.
Em Bangladesh, Nadia e Rajeeb Samdani vêm lapidando o cenário artístico através da Dhaka Art Summit. A 3ª Bienal Dhaka Art Summit aconteceu em fevereiro deste ano e atraiu nomes internacionais à região. A dupla, que aparece em 96º lugar, trabalha agora para inaugurar, em 2018, o primeiro museu do país dedicado à arte contemporânea.
De volta ao Top 100
Outros nomes voltaram à lista, depois de permanecer ausentes por algum tempo. O maior destaque é a curadora da Bienal de Veneza de 2017, Chistine Macel, que voltou ao ranking ocupando o 17º lugar. Ela, que também é curadora-chefe do Centre Pompidou, havia aparecido na lista em 2006 (na 60ª posição).
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Confira a listagem completa:

1. Hans Ulrich Obrist
2. Adam Szymczyk
3. Iwan & Manuela Wirth
4. David Zwirner
5. Nicholas Serota & Frances Morris
6. Larry Gagosian
7. Hito Steyerl
8. Adam D. Weinberg
9. Wolfgang Tillmans
10. Ai Weiwei
11. Beatrix Ruf
12. Glenn D. Lowry
13. Marian Goodman
14. Monika Sprüth & Philomene Magers
15. Massimiliano Gioni
16. Theaster Gates
17. Christine Macel
18. Bernard Blistène & Serge Lasvignes
19. Marc & Arne Glimcher
20. Okwui Enwezor
21. Patricia Phelps de Cisneros
22. Marc Spiegler
23. Eli & Edythe Broad
24. Pierre Huyghe
25. Tim Blum & Jeff Poe
26. Maja Hoffmann
27. Gavin Brown
28. Nicholas Logsdail, Alex Logsdail & Greg Hilty
29. Thelma Golden
30. Jeff Koons
31. Sadie Coles
32. José Kuri & Mónica Manzutto
33. Jay Jopling
34. Michael Govan
35. François Pinault
36. Rirkrit Tiravanija
37. Anton Vidokle, Julieta Aranda & Brian Kuan Wood
38. Dakis Joannou
39. Daniel Buchholz
40. Sheikha Hoor Al-Qasimi
41. Bernard Arnault
42. Gerhard Richter
43. Donna Haraway
44. Emmanuel Perrotin
45. Miuccia Prada
46. Marina Abramović
47. Isa Genzken
48. Sheena Wagstaff
49. Christine Tohmé
50. Ed Atkins
51. Klaus Biesenbach
52. Richard Chang
53. Barbara Gladstone
54. Adrian Cheng
55. Zhang Wei & Hu Fang
56. Esther Schipper
57. Luisa Strina
58. Matthew Marks
59. Tim Neuger & Burkhard Riemschneider
60. Luc Tuymans
61. Carolyn Christov-Bakargiev
62. William Kentridge
63. Charles Esche
64. Massimo De Carlo
65. Walid Raad
66. Matthew Slotover, Amanda Sharp & Victoria Siddall
67. Liam Gillick
68. Claire Hsu
69. Thaddaeus Ropac
70. Toby Webster & Andrew Hamilton
71. Hou Hanru
72. Patrizia Sandretto Re Rebaudengo
73. Mario Cristiani, Lorenzo Fiaschi & Maurizio Rigillo
74. Olafur Eliasson
75. Koyo Kouoh
76. Lorenz Helbling
77. Hyun-Sook Lee
78. Vincent Worms
79. Eugenio López
80. Christopher Wool
81. Tom Eccles
82. Trevor Paglen
83. Ryas Komu & Bose Krishnamachari
84. Katie Hollander & Nato Thompson
85. Anselm Franke
86. Jeebesh Bagchi, Monica Narula & Shuddhabrata Sengupta
87. Wang Wei & Liu Yiqian
88. Philippe Pirotte
89. Rick Lowe
90. Almine Rech
91. Felipe Dmab, Pedro Mendes & Matthew Wood
92. Eva Presenhuber
93. Yayoi Kusama
94. Eugene Tan
95. Zanele Muholi
96. Nadia & Rajeeb Samdani
97. Pablo León de la Barra
98. Dasha Zhukova
99. Ömer Koç
100. Ragnar Kjartansson

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Informação da “ArtReview” (artreview.com) reproduzida pelo “Touch of Class” (touchofclass.com.br) | 02/11/16.
Na foto acima, Luisa Strina. Crédito: Ali Karakas.

Facebook censura cupido nu de Caravaggio

Esse é apenas o último exemplo de obras de arte de teor provocativo sofrendo censura na rede social. +

Autointitulado “promotor internacional de arte”, Hamilton Moura Filho, que vive em Milão, é franco nos posts que faz no Facebook, tratando de temas como o desdém dele por Donald Trump, mas ele não buscava causar alvoroço quando postou recentemente uma imagem de uma pintura de um cupido de Caravaggio.
No entanto, por conta disso, ele teve sua conta na rede social suspensa por um período. Esse é apenas o último exemplo de obras de arte de teor provocativo sofrendo censura pelo Facebook. E não faltam exemplos anteriores, como imagens medievais portadas pelo crítico de arte Jerry Saltz, uma escultura anódina de uma sereia em Copenhagen e uma icônica fotografia da Guerra do Vietnã.
O mais famoso episódio de censura desorientada na rede social envolve a famosa pintura “A Origem do Mundo” (1866), de Gustave Courbet, que representa uma mulher nua, com a vagina à mostra. Tal censura levou o professor de arte francês Frederic Durand-Baissas a processar a companhia. Naturalmente, o caso ganhou cobertura da imprensa da Itália à África do Sul até a Inglaterra, na BBC.
A obra agora em questão, “Amor Vincit Omnia” (1602), de Caravaggio, mostra a figura simbólica do amor triunfante sobre esforços humanos como a música (um violino e um alaúde) e a guerra (uma armadura), elementos espalhados aos pés do cupido. A obra é da Gemäldegalerie, de Berlim, um dos museus federais da Alemanha, que a adquiriu em 1815.
O cupido está nu, com as pernas abertas e a genitália à mostra. O Facebook informou Moura Filho que a imagem violava os padrões da rede social. “É um atentado contra a história e a cultura”, disse o usuário censurado ao jornal italiano La Repubblica, adicionando que pretende tomar ações legais.
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Texto de Brian Boucher originalmente publicado no site “Artnet” (www.artnet.com) | 02/11/16.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Palermo será sede da Manifesta 12

O evento, em 2018, levará em conta as características nômade e de migração da cidade italiana. +

Leoluca Orlando, prefeito de Palermo, Hedwig Fijen, diretor da bienal Manifesta, e Ippolito Pestellini Laparelli, sócio do escritório de arquitetura OMA (Office of Metropolitan Architecture), de Londres, anunciaram uma parceria. O OMA foi escolhida para transmitir, a partir de meios criativos, a complexa estrutura arquitetônica e urbana da cidade de Palermo. Embora não haja ainda detalhes a respeito da direção artística da próxima edição da bienal, a parceria com o OMA revela uma reestruturação.
“Para a próxima edição, sinto a necessidade de mudança no modelo curatorial”, informou Fijen. “Após ter trabalhado com um único artista como curador na Manifesta 11, em Zurique, a edição de Palermo vai apresentar um projeto interdisciplinar sustentável. O foco é em como a Manifesta 12 pode ajudar no desenvolvimento de novas regras e instrumentos para as comunidades locais”, explicou.
O OMA é um escritório de arquitetura e centro de pesquisas que vai unir uma equipe interdisciplinar para investigar como as cidades contemporâneas são afetadas por turismo, gentrificação, migração e mudanças climáticas. A equipe de especialistas vai ajudar a traduzir a visão artística da bienal para um programa acessível realizado em diversos espaços de Palermo.
Traços de história multicultural estão escritas na estrutura da cidade: ela foi ocupada por numerosas civilizações européias e está conectada com o Norte da África e o Mediterrâneo oriental nos últimos 2 mil anos.
“No atual clima político, a história e características de Palermo fazem da cidade um laboratório ideal para novos pensamentos, por conta da perspectiva do Mediterrâneo e dos valores liberais e para abordar problemas cruciais para o presente e futuro das cidades da Europa”, disse Laparelli.
Leoluca Orlando reitera a importância de pensar na questão da migração: “Após a declaração como patrimônios mundiais pela Unesco da Palermo árabe-normanda e das catedrais de Cefalù e Monreale, Palermo é confirmada como uma cidade de vocação nômade e de migração. Sendo um local de características nômade e de migração, nós consideramos a Manifesta como um dos mais importantes eventos internacionais de cultura e arte contemporâneas”.
O conceito curatorial da Manifesta 12 e a equipe organizadora serão anunciados no início de 2017. O evento ocorrerá em 2018.
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Texto de Hili Perlson originalmente publicado, em inglês, no site “Artnet” (www.artnet.com) | 23/11/16.

O novo papel dos museus, por Marcelo Araujo

Atual presidente do IBRAM fala sobre avanços de políticas públicas para museus no século 21. +

Um passo importante para se pensar os museus, nos âmbitos local e global, foi dado em novembro de 2015, quando a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) aprovou, a partir de uma proposta brasileira, o documento "Recomendação sobre a Proteção e a Promoção de Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade".

Trata-se de uma conquista dos países que participam da conformação de diretrizes internacionais sobre os museus, além de passo importante para o aprimoramento dessas instituições frente aos novos desafios que assumem no mundo contemporâneo.

A recomendação reconhece o papel central dos museus como instituições fundamentais para a implementação de políticas culturais.

Também destaca a importância da qualificação dos profissionais que atuam nessas instituições, com foco no desenvolvimento das relações entre museus e público.

Num cenário em que cresce a participação social e econômica dos museus em suas comunidades, é necessário prepará-los para utilizar de maneira crítica as novas tecnologias.

Neste mês de novembro, a China sediou, na cidade de Shenzhen, o Fórum de Alto Nível sobre Museus, organizado pela Unesco, que reuniu especialistas de diversos países com o objetivo de refletir e contribuir com estratégias para implementar as orientações que constam da recomendação.

A repercussão gerada pela aprovação do documento tem mobilizado instituições culturais em todo o mundo, e o fórum se constituiu em um espaço qualificado para ampliar esse debate e pensar os museus no século 21.

Ao trazer essas questões para a nossa realidade, vemos que a estrutura jurídico-administrativa brasileira já incorpora importantes diretrizes incluídas no texto.

A Política Nacional de Museus, o Sistema Brasileiro de Museus e o Estatuto de Museus são evidências do grande avanço da área nos últimos dez anos.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, cumpre papel fundamental nesse processo, como órgão federal responsável pela operacionalização dessa estrutura e pela gestão direta de 29 instituições em nove Estados da Federação.

É tarefa do Ibram desenvolver mecanismos para que esse riquíssimo universo ganhe maior visibilidade e consistência.

Em breve iremos disponibilizar ao setor o Registro de Museus, ferramenta fundamental para o mapeamento da área e para o planejamento integrado de ações.

Os dados que conseguiremos com esse instrumento serão imprescindíveis para visualizarmos o impacto das atividades museológicas em suas múltiplas dimensões, incluindo a econômica.

Entendemos que as políticas públicas, em todos os níveis federativos, têm muito a contribuir para a implementação de ações que fortaleçam os aspectos pautados pela recomendação da Unesco.

Essa discussão que fazemos juntos aos museus brasileiros culminará, em junho de 2017, na realização do sétimo Fórum Nacional de Museus, em Porto Alegre.

O Ibram convida, desde já, os profissionais do setor, pesquisadores e toda a sociedade brasileira para refletirmos sobre o documento da Unesco e o caminho a ser trilhado pelos museus no Brasil.

MARCELO ARAUJO é presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (2002 a 2012) e secretário de Cultura do Estado de São Paulo (gestão Geraldo Alckmin)

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Texto de Marcelo Araujo publicado no jornal Folha de São Paulo | 23/11/16.

O que os curadores realmente fazem?

Texto do site “Artnet” aborda as funções dos curadores no atual cenário da arte contemporânea. +

Qual o papel dos curadores no mundo da arte contemporânea? Frequentemente trabalhando nos bastidores, eles são muito influentes em relação à arte que a gente vê em galerias e museus e, como consequência, determinam sobre o que a crítica escreve.
“Hoje em dia, a curadoria é uma função com ao menos quatro significados”, escreveu no “The Guardian” Hans Ulrich Obrist, curador e codiretor da Serpentine Galleries, de Londres. “Significa preservar, no sentido de proteger o patrimônio artístico; selecionar novas obras; fazer conexões com a história da arte; e expor e organizar obras”.
Sendo assim, curadores estão envolvidos em todas as facetas das funções museais, o que o museólogo holandês Peter van Mensch define como preservação, comunicação e estudo. Curadores também desempenham funções nos processos de aquisição e seleção das instituições, decidindo como alocar orçamentos e decidindo que obras serão expostas.
Por fim, decidem como obras são expostas em galerias e a forma como será a fruição entre o público e elas (a experiência proporcionada pelas obras/mostras aos espectadores), isso a partir de estudos sobre como as exibições têm coerência histórica e promovem o entretenimento.
Em declaração ao site “Artnet”, o curador italiano Franceso Bonami diz que, no cenário comercial de arte atual, curadores têm a importante tarefa de destacar as dimensões não comerciais da arte. Segundo ele, curadores “validam uma espécie de conteúdo intelectual e não importa o valor louco que a arte possa demandar, pois ela ainda é algo necessário à sociedade”.
A dupla capacidade de agir como influenciador de gostos e validador tem resultado em um pequeno grupo de proeminentes “curadores estrelas” ganhando posições no meio da arte contemporânea, no qual eles podem construir ou destruir a carreira de artistas. Em alguns casos, a celebridade de curadores pode até se sobrepor ao trabalho dos artistas com quem eles trabalham.
O primeiro curador a adquirir esse status foi Henry Geldzahler, de quem a exposição “New York Painters and Sculptors of 1940-1970”, em 1969 no Metropolitan Museum, em Nova York, lançou a carreira de artistas como Andy Warhol, Jasper Johns, Roy Lichtenstein, Frank Stella, David Hockney e James Rosenquist. Segundo o “The New York Times”, Geldzahler certa vez foi chamado de “o mais poderoso e controverso curador vivo”.
Embora tenha recentemente figurado na lista de “titãs” realizada pelo site “Artnet”, relacionado entre as pessoas mais poderosas da arte mundial, Obrist insiste que, em primeiro lugar, ele se vê como um facilitador. “Venho percebendo que o papel dos curadores é mais do que apenas de capacitadores. Nunca pensei em curadores como rivais criativos de artistas. Quando me tornei curador, eu queria apoiar os artistas, ser uma espécie de parceiro”.
Curadores também podem exercer papéis de ativismo. Jamillah James, recém indicada curadora do Institute of Contemporary Art de Los Angeles, descreveu seu papel em uma recente entrevista ao “ArtSlant”. “Meu compromisso é ainda o de dar voz a artistas negros, mulheres e homossexuais em instituições e respaldar a contribuição deles no discurso da história da arte. Usar a plataforma curatorial para advogar e como forma de ativismo é uma responsabilidade e uma honra que eu não quero desempenhar de maneira tímida”.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site “Artnet” (www.artnet.com) | 10/11/16.
Na foto, Jamillah James. Crédito: Paul Mpagi Sepuya.
Tradução: Everaldo Fioravante.

O fim do termo curadoria

Organizador, diretor e agente são palavras agora utilizadas no lugar do esgotado termo curador. +

Após anos de curadoria de meias, queijos e livros, há certas partes do mundo da arte que começam a se distanciar do termo? Quem que ser curador? Ninguém, ao que me parece. Ao menos, ninguém mais. “Curador” é um termo que vem sendo utilizado por muitos, tanto no mundo da arte quanto além. Uma cisma sutil está em curso, liderada por pessoas atraídas pelo uso de palavras alternativas. Além disso, há exposições sem curadores e qualquer um agora pode ser associado ao termo.
Na Collezione Maramotti, em Reggio Emilia, na Itália, a exposição de pintura abstrata “Figurative Geometry” tem “organização” de Bob Nickas. “Organizar” exposições foi o que fez Kenneth Clark na época da Segunda Guerra, entre elas uma influente mostra de arte italiana realizada na Royal Academy de Londres em 1930, “coorganizada” por Clark e David Lindsay. Passadas décadas, mais uma vez o termo está em voga.
Duas recentes exposições, com obras de Jannis Kounellis e Dóra Maurer, foram “organizadas” na White Cube Masons Yard, respectivamente por Mathieu Paris e Katharine Kostyál.
A “realizadora de exposições” Judith Clark é responsável por “The Vulgar”, em cartaz no Barbican Centre, em Londres. A mostra foi realizada a partir de anos de pesquisa acadêmica, sem falar da talentosa cenografia, mas aparentemente, Judith não se identificaria como “curadora”.
Jens Hoffmann também vem empregando há tempos o termo “realizador de exposições”.
Em “Animality”, uma grande exploração sobre os animais terrestres, do mar e voadores, na Marian Goodman Gallery, Hoffmann se autointitulou simplesmente autor, com o uso do termo “by” (de). Na exposição “Live In Your Head: When Attitude Becomes Form”, em 1969, Harald Szeemann descreveu seu trabalho como “directed by” (dirigido por). Ou seja: a cisma com o termo “curadoria” não é de hoje.
Em março deste ano, o comediante britânico Stewart Lee obteve novos níveis no campo da curadoria, depois que a revista satírica “Private Eye” o descreveu como "curador" de um festival de música. A resposta de Lee no “Observer” foi: "curadoria internacional de curadores", da qual ele seria o "curador interino".
Já faz dois anos que David Balzer publicou “Curationism”, livro que anuncia a abertura da temporada de proliferação de “curadores”, termo lisongeiro para a pessoa “que escolhe coisas”. Balzer dá início à sua pesquisa com uma entrevista com Carolyn Christov-Bakargiev, tendo notado a escolha dela pelo termo “agente”, em vez de “curadora”, na Documenta 13, em 2012.
Segundo Christov-Bakargiev, o uso dos termos “curador” e “curadoria” seria “uma questão sociológica, não de arte”, mas mesmo assim, três anos depois, ela continuou explorando novas terminologias na Bienal de Istambul, “esboçada” por ela junto a uma série de “alianças”.
Há até desconfianças de instituições em relação à mudança na terminologia: a White Cube recusou-se educadamente a dar comentários sobre o assunto para este artigo.
Já os artistas Sebastian Jefford e Rebecca Ackroyd, organizadores da exposição “Modest Villa Immense Versailles”, na galeria Kinman, em Londres, no início deste ano, disseram que o termo “curadoria” não seria apropriado para eles. “Não nos consideramos curadores”, explicou Rebecca. “Não porque tenhamos problemas com o termo e mais porque vimos a mostra como um campo de testes para explorar idéias dos nossos próprios trabalhos e de outros artistas que selecionamos”.
É difícil não sentir que este recente desejo de esclarecer ou reavaliar o que significa ser curador é uma resposta à adoção promíscua do termo fora do mundo da arte.
Preconceitos à parte, a utilização do termo “curadoria” em diferentes campos marca esgotamento de nosso vocabulário. Se as bibliotecas são “curadas”, o que ocorre com os bibliotecários? Se os festivais musicais são “curados”, o que ocorre com os programadores?
O termo, enfim, mudou para designar um tipo de especialista não especialista. Então, se o termo mudou, o uso também não deveria mudar?
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Texto opinativo de Hettie Judah originalmente publicado, em inglês, no site “Artnet” (www.artnet.com) | 15/11/16.
Na foto, Hans Ulrich Obrist e seu livro “Ways Of Curating” (2014). Crédito: Craig Barritt / Getty Images.

Doação de venezuelana criará instituto latino-americano de arte no MoMA

Patricia Phelps de Cisneros doou 142 obras ao museu de Nova York, além de fundos para a criação do Instituto de Investigação para Arte Latino-Americana, que funcionará no MoMA de forma permanente. +

A colecionadora Patricia Phelps de Cisneros anunciou nesta segunda (17) a doação de 102 obras ao MoMA (Museu de Arte Moderna) de Nova York, das quais 64 são de artistas brasileiros. Elas se juntam a um lote de 40 peças já em posse do museu.
As 142 obras concentram-se em um recorte específico: o abstracionismo geométrico latino dos anos 1930 a 1960 de quatro países –Uruguai, Argentina, Brasil e Venezuela, terra natal da colecionadora.
Vêm de lá, aliás, os artistas com maior representação na doação: Alejandro Otero (1921-1990), com 23 obras, e Gego (1912-1994), com 16 obras. Em seguida, com 13 obras, vem o brasileiro Hércules Barsotti (1914 -2010). Com conjuntos significativos também aparecem Lygia Clark (1920-1988) e Hélio Oiticica (1937-1980), cada um com nove trabalhos.
O valor das obras não foi informado —segundo Gabriel Pérez-Barreiro, diretor da Fundação Cisneros, que cuida da coleção, porque "a maior parte das obras foi comprada quando elas não tinham alto valor de mercado". Observando-se só o conjunto brasileiro, é possível estimar que a doação não saiu por menos de R$ 100 milhões.
Após a aquisição da Coleção Adolpho Leirner, de arte construtiva brasileira, pelo Museu de Belas Artes de Houston, em 2007, é o aporte mais significativo de arte latino-americana a uma instituição dos EUA. "A diferença é que, no MoMA, ela será exposta ao lado dos grandes nomes da história da arte e não ficará restrita ao gueto latino", afirma Pérez-Barreiro.
Junto com as obras, a colecionadora doou ao museu fundos para a criação do Instituto de Investigação para Arte Latino-Americana, que funcionará no MoMA de forma permanente.
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Texto de Fabio Cypriano publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo | 17/10/16

Top 100 dos mais poderosos do mundo da arte

O portal "Artnet" elencou os 100 nomes mais poderosos do mercado de arte: artistas, mecenas, curadores, diretores de museus, educadores e profissionais de leilões. Nenhum brasileiro integra a lista. +

Com a arte global em rápida expansão, o poder manifesta-se de diferentes formas: a criatividade, que rompe com os limites formais do passado, a influência que pode convencer os agentes culturais em apostas e a riqueza, que engraxa as engrenagens do sistema. Atualmente, o poder financeiro continua como a força dominante do mundo da arte.
Conforme declaração à Bloomberg em janeiro de Edward Dolman, CEO da Phillips (casa de leilões), o crescimento do mercado de arte continua acelerado mesmo em um cenário econômico global de crise. Ele e outros especialistas em leilões caracterizaram a recente queda nas vendas em leilões não como uma "correção", mas, de forma otimista, como "consolidação".
De onde vem então esse poder financeiro? Vem do aumento de pessoas com elevado patrimônio líquido na Ásia. Segundo a economista Clare McAndrew, os resultados compilados pelo site "Artnet" e pela associação de leiloeiros da China (CAA) explicam: "A Ásia é extremamente importante para o mercado de arte. Hoje é o maior centro de riqueza líquida no mundo."
O "Artnet" elencou os 100 nomes mais poderosos do mercado de arte: artistas, mecenas, curadores, diretores de museus, educadores e profissionais de leilões. Nota do Mapa das Artes: nenhum brasileiro integra os Top 100.
Os nomes em questão apresentam uma propensão ao pensamento inovador em suas respectivas áreas de trabalho. As pessoas da seleção abaixo figuram entre as principais peças de um jogo mundial cada vez mais integrado.

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Top 100

Classificação / Indivíduo
Nacionalidade / Categoria
Sinopse

1. Marina Abramović (na foto acima)
EUA / Artista
Mesmo com status de celebridade, recentemente foi acusada de racismo contra aborígenes australianos por conta de um excerto de seu livro de memórias ainda não publicado.

2. Nita Ambani
Índia / Mecenas
Presidente da Reliance Foundation, que patrocina exposições no MET e no Art Institute de Chicago e tem planos de erguer um novo espaço de arte em Mumbai.

3. Richard Armstrong
EUA / Diretor de museu
Está expandindo a marca Guggenheim com novas unidades do museu em Helsinki e Abu Dhabi.

4. Bernard Arnault
França / Mecenas
CEO da LVHM (Moët Hennessy Louis Vuitton) e fundador da Fondation Louis Vuitton, em Paris, com prédio projetado por Frank Gehry.

5. Patricia Barbizet
França / CEO de casa de leilões - mulher de negócios
Primeira mulher CEO da Christie’s.

6. Christopher Bedford
Reino Unido / Diretor de museu
Ex-diretor do Rose Art Museum, diretor do Baltimore Museum of Art e curador do pavilhão norte-americano da Bienal de Veneza de 2017.

7. Leon Black
EUA / Mecenas
Dono da Apollo Global Management, Phaidon Books e Artspace, o colecionador é o "secreto" comprador da escultura "Busto de uma Mulher" (1931), de Pablo Picasso, pela qual pagou a Larry Gagosian US$ 106 milhões.

8. Tim Blum e Jeff Poe
EUA / Galeristas
Galeristas líderes da costa Oeste norte-americana, com espaços em Los Angeles, Nova York e Tokyo.

9. Mark Bradford
EUA / Artista
Representante dos EUA na Bienal de Veneza de 2017, é fundador do Art + Practice, fundação de arte e educação, de fomento à juventude, no Leimert Park, em Los Angeles.

10. Peter Brant
EUA / Mecenas
O megacolecionador e fundador da Brant Foundation recentemente esteve nas manchetes pela consolidação de seu império editorial: comprou as revistas "ArtNews", "Art in America" e "Interview".

11. Eli e Edythe Broad
EUA / Mecenas
Maiores colecionadores de Los Angeles, recentemente abriram o Broad Museum, orçado em US$ 140 milhões.

12. Amy Cappellazzo
EUA / Leiloeira e assessora de arte privada
A lendária assessora de arte levou a Sotheby’s a desembolsar US$ 50 milhões pela Art Agency Partners (da qual é fundadora), negócio que ainda hoje intriga os especialistas em leilões.

13. Patricia Phelps de Cisneros
Venezuela / Mecenas
A colecionadora venezuelana-americana é conhecida pela significante coleção de arte latino-americana, assim como pela influência sobre comitês de aquisição de grandes museus internacionais.

14. Adrian Cheng
China / Mecenas
Cérebro e músculos por trás do shopping de arte K11, ele apoia e promove a cena chinesa de arte contemporânea e integra o conselho do Public Art Fund.

15. Mario Cristiani, Lorenzo Fiaschi e Maurizio Rigillo
Itália / Galeristas
Trio por trás da Galleria Continua, com espaços em San Gimignano (Toscana), Les Moulins (perto de Paris), Pequim (China) e Havana (Cuba).

16. Simon de Pury
Suíça / Leiloeiro, assessor de arte e influenciador
Ex-CEO da Phillips de Pury (casa de leilões).

17. Leonardo DiCaprio
EUA / Mecenas e colecionador
O ator de Hollywood tem se transformado em um significante colecionador e regularmente realiza leilões em benefício da Leonardo DiCaprio Foundation (voltada ao meio ambiente).

18. Edward Dolman
Reino Unido / Diretor de casa de leilões
CEO da Phillips.

19. Chen Dongsheng
China / Mecenas
Fundador e presidente da China Guardian (segunda maior casa de leilões da China), casado com uma neta de Mao Tsé-Tung e CEO da seguradora chinesa Taikang, a companhia dele tem 13,5% da Sotheby’s, fazendo da empresa a maior acionista da casa de leilões.

20. Tom Eccles
Reino Unido / Educador
Diretor-executivo do Center for Curatorial Studies do Bard College desde 2005, Eccles influenciou centenas de artistas que hoje lotam museus ao redor do mundo.

21. Andrea Fraser
EUA / Artista
A influente performer é conhecida pela produção marcada pela crítica institucional.

22. Larry Gagosian
EUA / Galerista
Mais rico galerista do mundo, com seis espaços em diferentes países. Recentemente, pagou US$ 4,3 milhões para solucionar questões fiscais em Nova York.

23. Theaster Gates
EUA / Artista
Escultor, performer, acadêmico, urbanista e orador inspirador, Gates é atualmente o mais conhecido artista engajado.

24. Massimiliano Gioni
Itália / Curador
Diretor artístico do New Museum (Nova York) e diretor da Trussardi Foundation (Milão), foi o mais jovem diretor da Bienal de Veneza, em 2013.

25. Marc e Arne Glimcher
EUA / Galeristas
Pai e filho por trás da Pace Galleries, com cinco galerias ao redor do mundo. Têm presença importante na China e estão construindo um minimuseu no Chelsea, com abertura prevista para 2018.

26. Ingvild Goetz
Alemanha / Mecenas
Baseada em Munique, a colecionadora é fundadora do museu Sammlung-Goetz, especializado em novas mídias.

27. RoseLee Goldberg
África do Sul / Curadora
Historiadora da arte e fundadora da bienal Performa.

28. Thelma Golden
EUA / Diretora de museu
Diretora e curadora-chefe do Studio Museum, no Harlem.

29. Marian Goodman
EUA / Galerista
"Grande dama" entre as galeristas contemporâneas, tem espaços em Londres, Paris e Nova York.

30. Brett Gorvy
Reino Unido / Casa de leilões
Presidente e diretor internacional de arte pós-guerra e contemporânea da Christie’s.

31. Loic Gouzer
Suíça / Casa de leilões
Vice-presidente de arte pós-guerra e contemporânea da Christie’s e proponente de leilões híbridos da casa.

32. Michael Govan
EUA / Diretor de museu
Diretor do Los Angeles County Museum of Art e promotor da construção do novo LACMA.

33. Maja Hoffmann
Suíça / Mecenas
Presidente do Swiss Institute. Filantropa visionária e fundadora da Luma, fundação beneficente de apoio a artistas de diferentes áreas.

34. Sheikha Hoor Al-Qasimi
Emirados Árabes / Mecenas
Presidente e diretora da Sharjah Art Foundation e diretora da Sharjah Biennial.

35. Dakis Joannou
Grécia / Mecenas
Fundador da Deste Foundation e dono de um iate decorado por Jeff Koons.

36. Rashid Johnson
EUA / Artista
Vice-presidente da Performa, realizou uma excelente exposição na Hauser & Wirth (Nova York). É o segundo artista a integrar o conselho do Guggenheim Museum. A baronesa Hilla von Rebay (1890-1967), diretora fundadora do museu, foi a primeira.

37. Jay Jopling
Reino Unido / Galerista
Fundador do império de galerias White Cube, que tem espaços em Londres e Hong Kong.

38. Sean Kelly
EUA - Reino Unido / Galerista
Trabalha com artistas de renome como Marina Abramović e Robert Mapplethorpe.

39. Kasper König
Alemanha / Curador
Baseado em Berlim, é diretor artístico do Skulptur Projekte, em Münster, em 2017.

40. Jeff Koons
EUA / Artista
Mais caro artista vivo. "Balloon Dog (Orange)" foi vendido por US$ 58,4 milhões na Christie’s em 2013.

41. Anish Kapoor
Reino Unido / Artista
Maior escultor britânico. Kapoor gerou controvérsias recentemente por um trabalho semelhante à anatomia feminina e por adquirir o monopólio da nanopintura com Vantablack (substância mais negra conhecida, feita de nanotubos de carbono, absorve até 99,965% de radiação).

42. Udo Kittelmann
Alemanha / Diretor de museu
Diretor da Nationalgalerie, em Berlim, supervisiona seis museus, entre eles Alte Nationalgalerie e Hamburger Banhof.

43. José Kuri e Mónica Manzutto
México / Galeristas
Fundadores da Kurimanzutto, que começou sem endereço fixo e se tornou uma das principais galerias da América Latina.

44. Yayoi Kusama
Japão / Artista
Inventora das famosas pinturas com bolinhas em espelhos, é sensação no Instagram.

45. Marta Kuzma
EUA / Educadora
Reitora do Royal Institute of Art, na Suécia, foi a primeira mulher apontada como decana da prestigiosa Yale School of Art.

46. Dominique Levy
Suíça / Galerista
Potente força do mercado de leilões, a galerista tem espaços em Nova York, Londres e Genebra.

47. Nicholas Logsdail
Reino Unido / Galerista
Há quase 50 anos no mercado, tem galerias em Londres, Milão e Nova York.

48. Eugenio López
México / Mecenas
O colecionador fundou em 2013 o Museo Júmex, que hospeda a maior coleção privada de arte da América Latina.

49. Rick Lowe
EUA / Artista
Pensador original, inspirou colegas artistas como Mark Bradford e Theaster Gates.

50. Glenn D. Lowry
EUA/ Diretor de museu
Diretor do continuamente em expansão MoMA.

51. Christine Macel
França / Curador
Curador-chefe do Centre Pompidou e diretor artístico da Bienal de Veneza de 2017.

52. Yusaku Maezawa
Japão / Mecenas
Magnata da moda, gastou US$ 98 milhões em dois leilões consecutivos em maio, se tornando o "herói" dos pregões de Nova York do período.

53. Matthew Marks
EUA / Galerista
Principal galerista reponsável pela transformação do Chelsea em bairro de arte, Marks tem seis espaços entre Nova York e Los Angeles e cargas de arte de alta qualidade para preenchê-los.

54. Kerry James Marshall
EUA / Artista
O artista baseado em Chicago tem cerca de 70 grandes pinturas viajando ao redor dos EUA em mostra retrospectiva com estadias em museus como MCA Chicago, Met Breuer e MCA Los Angeles.

55. Leonid Mikhelson
Rússia / Mecenas
Homem mais rico da Rússia (US$ 14 bilhões) e fundador da V-A-C Foundation, está erguendo um museu projetado por Renzo Piano às margens do rio Moscou.

56. Robert Mnuchin
EUA / Galerista
Ex-operador da Goldman Sachs (grupo financeiro multinacional) e celebrado galerista de Nova York, ganhou reputação por realizar exposições impressionantes, como a recente de David Hammons.

57. Jose, Alberto e David Mugrabi
EUA / Galeristas
A família detém a maior coleção de pinturas de Warhol (cerca de cem) e toca negócios privados obscuros em leilões.

58. Alexandra Munroe
EUA / Curadora
Curadora sênior de arte asiática do Guggenheim, está no momento à frente de duas grandes exposições de arte chinesa.

59. David Nahmad
Líbano / Galerista
Cabeça da proeminente família bilionária de galeristas, vem sendo acusado de esconder valiosas pinturas de Modigliani originárias de galeristas judeus e confiscadas durante a Segunda Guerra.

60. Hans Ulrich Obrist
Suíça / Curador
Codiretor da Serpentine Galleries de Londres e codiretor da edição inaugural do Shanghai Project.

61. Trevor Paglen
EUA / Artista
Experimentado geógrafo e fotógrafo, Paglen fez visível o invisível documentando o estado de vigilância do século 21.

62. Emmanuel Perrotin
França / Galerista
Ajudou no lançamento das carreiras de Damien Hirst e Takashi Murikami. Tem espaços em Paris, Nova York e Hong Kong.

63. Francois Pinault
França / Mecenas
Fundador da Pinault Collection, o magnata do mercado de luxo e dono da Christie’s está em vias de abrir a “The Pinault Collection, Bourse de Commerce” em Les Halles, Paris.

64. Miuccia Prada e Patrizio Bertelli
Itália / Mecenas
Os designers de moda italianos, empreendedores e colecionadores são fundadores da Fondazione Prada, em Veneza e Milão.

65. Eva Presenhuber
Áustria / Galerista
A importante galeria de Zurique tem acervo com obras tanto de artistas estabilizados quanto de novos talentos.

66. Jussi Pylkkanen
Finlândia / Área de leilões
O leiloeiro da Christie’s disse à Forbes que vendeu US$ 3 bilhões de arte em um único ano.

67. Gerhard Richter
Alemanha / Artista
Considerado um gênio de sua geração.

68. Thaddaeus Ropac
Áustria / Galerista
Já chamado de “Príncipe de Paris”, o galerista tem espaços em Salzburg, Paris e Londres.

69. Aby Rosen
EUA / Mecenas
Magnata do mercado imobiliário de Nova York, é grande colecionador e tem forte presença em leilões.

70. Lorenzo Rudolf
Suíça / Diretor de feira de arte
Veterano das feiras, Rudolf foi diretor da Art Basel de 1991 a 2000, ajudando na expansão da feira para Miami em 2002. É fundador e presidente da Art Stage Singapore e da Art Stage Jakarta (a mulher dele, Maria Elena Rudolf, é vice-presidente da Art Stage Singapore).

71. Beatrix Ruf
Alemanha / Diretora de museu
Poderosa curadora e influenciadora, a diretora do Stedelijk Museum (Amsterdam) é reconhecida por ter impulsionado as carreiras de vários artistas conhecidos internacionalmente.

72. Don e Mera Rubell
EUA / Mecenas
Fundadores da The Rubell Foundation.

73. Nicholas Serota
Reino Unido / Diretor de museu
Cabeça dos quatro museus Tate por três décadas, recentemente anunciou que deixa o cargo para presidir o The Arts Council England.

74. Jack Shainman
EUA / Galerista
O galerista de Nova York encontrou um nicho global durável expondo artistas afro-americanos e africanos enquanto construía a gigante Kunsthalle.

75. Cindy Sherman
EUA / Artista
A fotógrafa já recebeu os mais importantes prêmios das artes.

76. Yemisi Shyllon
Nigéria / Mecenas
O príncipe Yorubá é o fundador da Omooba Yemisi Adedoyin Shyllon Art Foundation, que hospeda aquela que para muitos é a maior coleção de arte na África.

77. Victoria Siddall
Reino Unido / Diretora de feira de arte.
Diretora das feiras Frieze.

78. Stefan Simchowitz
África do Sul / Galerista e assessor
Assessor de publicidade, galerista e advogado de jovens artistas, é admirado por uns e odiado por outros.

79. Franklin Sirmans
EUA / Diretor de museu
Cabeça do Perez Art Museum (Miami), instituição para a qual especialistas e público esperam grandes realizações.

80. Tad Smith
EUA / Casa de leilões
Ex-CEO do Madison Square Garden virou o cabeça da Sotheby’s em 2015 para a surpresa de muitos galeristas.

81. Marc Spiegler
EUA / Diretor de feira de arte
Diretor da Art Basel, principal organizadora de feiras de arte do mundo.

82. Monika Sprüth e Philomene Magers
Alemanha / Galeristas
A dupla feminina abriu galerias em Colônia, Berlim, Londres e, mais recentemente, Los Angeles.

83. Hito Steyerl
Alemanha / Artista
Misto de artista e teórico, explora vigilância, militarização e, acima de tudo, a circulação de imagens no mundo pós-internet. Expôs recentemente no Reina Sofia (Madri) e no Moca (Los Angeles).

84. Adam Szymczyk
Polônia / Curador
Ex-Diretor e curador-chefe do Kunsthalle Basel, é diretor artístico da próxima Documenta, a 14ª edição do evento, que ocorrerá em Kassel (Alemanha) e Atenas (Grécia).

85. Budi Tek
China-Indonésia / Mecenas
Patrono e fundador do Yuz Museums, em Jacarta e Xangai.

86. Philip Tinari
EUA / Diretor de museu
Diretor do Ullens Center for Contemporary Art (UCCA), em Pequim.

87. Francesca von Habsburg
Áustria / Mecenas
Fundadora do Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21), está organizando, entre outros projetos globais, o “Oceans Pavilion” da próxima Bienal de Veneza.

88. Sheena Wagstaff
Reino Unido / Diretora de museu
Chefe de arte moderna e contemporânea do Metropolitan Museum e cabeça do Met Breuer.

89. Kara Walker
EUA / Artista
Figura de destaque da Mason Gross School of the Arts (Rutgers University) e da MacArthur, é responsável por complexas discussões sobre raça.

90. Alice Walton
EUA / Mecenas
Mulher mais rica do mundo (US$ 33,2 bilhões), fundou o Crystal Bridges Museum of American Art em 2011. Recentemente, anunciou planos de construção de um novo museu de arte contemporânea na cidade-natal Bentonville, no Arkansas.

91. Adam Weinberg
EUA / Diretor de museu
Responsável por solidificar o Whitney Museum of American Art como o mais importante museu de arte contemporânea de Nova York.

92. Ai Weiwei
China / Artista
O “mais perigoso homem da China”, segundo a Smithsonian Magazine. Dedicou os últimos anos na Europa discutindo as crises de refugiados.

93. Iwan e Manuela Wirth
Suíça / Galeristas
O mais poderoso casal das artes do mundo tem galerias em Nova York, Londres, Zurique e Somerset. Também abriu um complexo de arte em Los Angeles, em parceria com Paul Schimmel.

94. Kelly Ying e David Chau
China / Mecenas
Chau lançou um fundo de investimento de US$ 32 milhões quando tinha apenas 21 anos e está por trás do Leo Xu Projects e do Antenna Space de Simon Wang. Kelly é cofundadora, com Chau, da Art021, nova feira de arte em Xangai.

95. Liu Yiqian
China / Mecenas
Taxista que se tornou bilionário, Yiqian é fundador do Long Museum, com duas unidades em Xangai e uma planejada para Chonqing. Um dos maiores investidores de arte da China, pagou US$ 170 milhões por uma pintura de Modigliani na Christie’s de Nova York em novembro de 2015.

96. Anita e Poju Zabludowicz
Reino Unido / Mecenas
Zabludowicz Collection e Daata Editions.

97. Dai Zhikang
China / Mecenas
Atuante no mercado imobiliário, decidiu neste ano deixar o ramo para investir em arte.

98. Dasha Zhukova
Rússia / Mecenas
Fundadora, ao lado do marido Roman Abramovich, do Garage Museum of Contemporary Art, está atualmente trabalhando no New Holland, um complexo cultural em uma ilha artificial em São Petersburgo.

99. David Zwirner
Alemanha / Galerista
Um dos mais poderosos galeristas do mundo, construiu um império em Nova York e Londres e está chegando em Hong Kong em 2017.

100. Zhao Xu
China / Casa de leilões
Presidente do Beijing Poly International Auction, terceira maior casa de leilões do mundo (depois de Christie’s e Sotheby’s) e maior da China.

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Fonte: site "Artnet" (www.artnet.com) | 20/09/16.
Na foto, Marina Abramović.
Tradução: Everaldo Fioravante.

A ArtRio me dá tesão

O editor do Mapa das Artes pediu ajuda a Wilson Sideral, Rogério Flausino e Jota Quest para explicar por que não vive sem a feira de arte do Estado da Guanabara +

MeuS queridos Wilson Sideral, Rogério Flausino e Jota Quest sempre me dizem: “um dia feliz, às vezes é muito raro...” E eu digo: “Uma semana feliz, então, é mais rara ainda...” Mas é fácil, extremamente fácil, ter uma semana dessas pelo menos uma vez por ano, em setembro, quando acontece a feira ArtRio, no meu querido balneário do Estado da Guanabara.
Durante cinco dias, ali é tudo tão bom e azul, e calmo como sempre... Os olhos piscam de repente, as bocas não se deixam e uma nova venda já foi feita, como um beijo... Tudo parece um sonho fácil, extremamente fácil... Ali os segundos não têm fim...
Falar da ArtRio é complicado, pra você e eu e todo mundo... Mas quando ali se está, tudo se torna claro, pateticamente pálido... Na saída, meu coração dispara se eu vejo o seu carro...
Só quero que isso tudo se repita sete, oito, mil vezes, pois os erros existem, acontecem, mas não há nada como uma edição atrás da outra... Ali a vida é tão simples, mas dá medo de tocar... Falar é complicado, escrever é complicado, mas não há nada como uma canção pra dizer todo o amor e todo o tesão que eu sinto pela Artrio... mas com a ajuda de uma canção, tudo fica fácil, extremamente fácil...
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Celso Fioravante, editor do Mapa das Artes

Seis patrimônios históricos inusitados de São Paulo tombados pelo Condephaat

O tombamento vai além da proteção de imóveis: diversos locais podem ser tombados de modo a preservar a história. +

O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) é o órgão responsável por proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural no Estado de São Paulo. O tombamento de patrimônios vai além da proteção de imóveis: diversos locais podem ser tombados de modo a preservar parte da memória e história de municípios, além da trajetória da população do Estado. Confira alguns patrimônios inusitados tombados pelo Condephaat:

1. Cratera de Colônia (Parelheiros, São Paulo)
A Cratera de Colônia, localizada no extremo sul do município de São Paulo, foi descoberta acidentalmente em 1961, a partir de fotos aéreas. Com idade estimada de 36 milhões de anos pelos cientistas, possui formato circular, envolto por um anel externo de relevo colinoso que se eleva até 125 m da planície central pantanosa em uma superfície com 3,64 km de diâmetro. Embora ainda não tenham sido encontradas evidências conclusivas sobre a sua origem, desde os primeiros estudos foi caracterizada como um astroblema (cicatriz produzida na crosta terrestre pela queda de um meteorito gigante ou cometa). Entre outros valores significativos atribuídos à cratera, além do científico, pode-se citar a presença de cobertura vegetal de floresta úmida (arbórea nativa densa) e o fato da cratera estar inserida em área de proteção de recursos hídricos da região metropolitana de São Paulo.
É possível visitar a cratera por meio de transporte público. Partindo do terminal Grajaú, pegue o ônibus Vargem Grande (6093-10) e desça na Avenida das Palmeiras, altura do número 75. O trajeto é estimado em uma hora, confira https://goo.gl/632PrW

2. Samba paulista como Patrimônio Imaterial
O Samba Paulista é o primeiro patrimônio imaterial do Estado de São Paulo, oficialmente reconhecido pelo Condephaat. O Conselho do órgão entendeu que o Samba Paulista é uma pratica cultural a ser preservada e que possui características históricas, culturais e políticas, bem como especificidades paulistas. O registro é uma maneira salvaguardar o desejo de uma comunidade em manter viva uma tradição, que pode vir a sofrer mudanças com o tempo. Outras práticas culturais do Estado também estão em estudo, como a Congada, o Virado Paulista, a Festa do Bom Jesus do Iguape e o Caminho dos Romeiros, além da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

3. Sino que anunciou a Independência do Brasil (Largo Padre Péricles, Perdizes, São Paulo)
O sino pertence à Igreja de São Geraldo e encontra-se instalado em sua torre. É denominado Bronze Velho, desde os tempos em que pertenceu à antiga Catedral da Sé. Em 1913, com a demolição da catedral, foi transferido para o Mosteiro da Luz e, em junho de 1942, doado à Igreja de São Geraldo. Fundido em bronze misturado a 18 kg de ouro, com uma altura de 1,75 m por 1,70 m de diâmetro, o sino pesa 2.250 kg. Foi fundido por Francisco Chagas Sampaio em 1820. No sino estão gravados o nome do autor, as armas do Reino de Portugal e trecho do salmo 150.
Para chegar ao Largo Padre Péricles, pegue a linha 3 – Vermelha do metrô e desça na Estação Palmeiras-Barra Funda. É possível seguir a pé a partir da estação. Confira o trajeto em https://goo.gl/srZqma.

4. Terreiro "Axé Ilé Obá" (Jabaquara, São Paulo)
O tombamento do terreiro "Axé Ilé Obá" buscou valorizar a importância de religiões de origem negra para a formação da identidade cultural brasileira. A criação do local data da década de 1950, quando Caio Egydio de Souza Aranha fundou o Centro de Congregação Espírita Pai Jerônimo, no Brás. Por questões de saúde interrompeu suas atividades, retomadas na década seguinte, no Jabaquara. Neste novo terreiro, dedicou-se ao ritual caboclo, característico da Umbanda, e ao Candomblé, cuja iniciação aconteceu no terreiro Engenho Velho, Aché de Tia Aninha, renomada Ialorixá da Bahia.
Na década de 1970, com um número muito grande de adeptos, pai Caio resolveu ampliar suas instalações construindo, com fundos arrecadados pela comunidade, uma ampla sede para a sua congregação, inaugurada em 1977. O Terreiro de Axé Ilé Obá está instalado em uma área de 400 m², com espaços individuais reservados a cada Orixá, ou famílias de Orixás, um barracão comum para cerimônias privadas e festas públicas, além de salas de serviços ligadas ao culto.
Confira a programação de festas, cultos e atividades do terreiro no site do local: http://www.axeileoba.com.br/

5. Obras de arte – pintores José Ferraz de Almeida Júnior e Benedito Calixto de Jesus – Pinacoteca (São Paulo), Museu do Café (Santos), Museu de Arte de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro).
José Ferraz de Almeida Júnior nasceu em Itu, no ano de 1850, e faleceu aos 49 anos, em Piracicaba. Ingressou em 1869 na Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Entre 1876 e 1882 morou em Paris, auxiliado pelo Imperador D. Pedro II.
Benedito Calixto (1853-1927) nasceu em Itanhaém e, ao final de sua adolescência, mudou-se para Brotas. Aos 28 anos de idade realizou a sua primeira exposição em São Paulo. Transferiu-se para Santos e, através de um dos seus trabalhos, atraiu a atenção do visconde de Vergueiro, que o encaminhou para estudar na Europa. De volta ao Brasil em 1884, além da pintura, trabalhou como professor e desenvolveu alguns trabalhos como historiador.
As obras de ambos os artistas retrataram temas ligados à cultura regional paulista, paisagens urbanas e rurais e cenas históricas, o que fortalece a necessidade de preservação. Confira detalhes do acervos nos sites dos museus:
Pinacoteca: www.pinacoteca.org.br
Museu do Café: www.museudocafe.org.br
Museu de Arte de São Paulo: www.masp.art.br
Museu Nacional de Belas Artes: www.mnba.gov.br

6. Ilhas, ilhotas e lajes do litoral paulista (Bertioga, Caraguatatuba, Itanhaém, Santos, São Sebastião e Ubatuba)
O litoral paulista possui um grande número de ilhas, ilhotas e lajes que formam um belo conjunto cênico-paisagístico. A preservação desses ecossistemas é justificada pelas condições ambientais específicas que necessitam de ação preservacionista e por ainda se manterem íntegras com poucas intervenções humanas. O tombamento incidiu sobre 10 ilhas, Ilhas da Pedra, Redonda, Pequena, Ponta, Ponta da Aldeia, Peruíbe, Boquete, As Ilhas, Palmas e Negro; 7 ilhotas (Ilhotas do Sul, Massaguaçu, Ponta do Baleeiro, Itassussé, Juqueí, Ponta do Itapuã e Boquete e 12 lajes (Lajes Pequena, Feia, Grande Dentro, Grande do Perequê, Palmas, Moleques, Apara, Laje, Ponta Itaipu, Paranapuã e Noite Escura).

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Texto originalmente publicado no site "ArchDaily" (www.archdaily.com.br) | 17/09/16.

Homenagem do Mapa das Artes a Giuseppe Baccaro (1930-2016)

Baccaro cansou do circuito de arte e foi para Olinda, onde se dedicou à uma fundação para a educação de crianças carentes. +

O Mapa das Artes presta homenagem a Giuseppe Baccaro (1930-2016), que veio da Itália para o Brasil, criou o mercado de arte por aqui, mas cansou das artimanhas do mercado e se mudou definitiovamente para Olinda, onde acaba de falecer. Ali criou uma fundação para crianças carentes, para a qual se dedicou até seus últimos dias. Leia excertos do texto "O Marchand, o Artista e o Mercado", do livro "Arco das Rosas - O Marchand como Curador", escrito pelo editor deste Mapa das Artes, Celso Fioravante, com menções a Baccaro.

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Capítulo "A Segunda Guerra e o início do mercado"

A eclosão da Segunda Guerra forçou o início da profissionalização do mercado de arte no Brasil. A Europa estava sendo destruída pela guerra (e com ela boa parte de seu mercado de arte e de seu acervo artístico) e isso proporcionou a busca de novos campos de trabalho. O Brasil foi um dos países que recebeu parte da nova leva de imigrantes. Os marchands e colecionadores Giuseppe Baccaro, Arturo Profili, Franco Terranova, Jean Boghici, Pietro Maria e sua mulher Lina Bo Bardi estavam entre eles. “Esses imigrantes deram uma altivez ao mercado que não era comum entre os brasileiros daquela época”, diz o marchand Antonio Maluf.(9)

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No capítulo "Arte e poder"

Nos anos 50, várias iniciativas políticas e econômicas estimularam o desenvolvimento do país e, consequentemente, do mercado de arte. (...) Um dos relacionados ao MAM-SP e à Bienal envolvidos com o mercado de arte foi Giuseppe Baccaro.

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No capítulo "Uma nova figuração"

Em São Paulo, nos anos 60, outro imigrante se destacou no mercado de arte: Giuseppe Baccaro, que havia chegado ao país em 1956, proveniente da minúscula cidade de Rocca Mandolfi, na Itália.
“Eu queria ir para um lugar selvagem, mas cheguei aqui e já estava tudo desmatado. Tinha algum dinheiro, mas gastei tudo na noite. É fácil gastar dinheiro aqui no Brasil”, lembrou Baccaro, que hoje vive em Olinda.
Seu primeiro negócio no país foi um jornal dedicado à colônia italiana. Chamava-se Progresso Ítalo-Brasileiro e tinha uma sessão de arte, assunto que logo interessou Baccaro.
“Passei a ter contato com os artistas. Fui ver Flávio de Carvalho na fazenda dele em Valinhos. Conheci Tarsila do Amaral, que estava sozinha e esquecida em seu apartamento. Encontrei a Anita Malfatti largada em uma casinha em Diadema.”
Baccaro abriu sua primeira galeria, a Selearte (nome de uma revista italiana de arte), na rua Augusta, em 1962, com uma exposição de Heitor dos Prazeres. No mesmo ano, realizou individual de Mira Schendel e, em 1964, uma retrospectiva de Paulo Rossi Osir.
Em 1965, Baccaro ampliou seu campo de atuação ao fundar a Casa de Leilões, iniciativa que monopolizou o mercado paulistano na época. “Ninguém conhecia nada naquele tempo. Um dia eu vi umas aquarelas com a assinatura IN, de Ismael Nery, e me apaixonei. Comprei centenas de trabalhos dele.”
Os leilões haviam se tornado uma febre na cidade de São Paulo a partir de 1961. Em 17 de novembro daquele ano, o jornal O Estado de São Paulo publicou a seguinte manchete: “O maior evento em artes plásticas depois da Bienal Internacional”, referindo-se ao Primeiro Grande Leilão Beneficiente, empreendimento da comunidade judaica de São Paulo pró construção do Hospital Albert Einstein.
“O mercado de arte era dominado pelos leilões beneficentes do Hospital Albert Einstein e pelos leilões comerciais do Giuseppe Baccaro. Ele foi o responsável pela verticalização do mercado”, diz o marchand Antonio Maluf.
Entre os méritos de Baccaro está também o fato de ter redescoberto e divulgado a obra de Ismael Nery (1900-1934). Sobre ele, escreveu um artigo no primeiro e único número da revista surrealista A Phala, em 1965, quando cinco telas suas foram incluídas na sala especial Surrealismo e Arte Fantástica, na 8ª Bienal de São Paulo. Em 1974, Baccaro curou a mostra “Ismael Nery - 1900-1934”, no Masp, com 104 desenhos, guaches e aquarelas do artista.
Bardi, presidente do Masp, e Baccaro se conheciam bem. Em 1966, tornaram-se sócios na Galeria Mirante das Artes, que Bardi mantinha na esquina da rua Estados Unidos com a rua Augusta. Naquele mesmo ano, Baccaro fundou a Galeria Art Art, que logo passaria para Ralph Camargo.
Em 1970, o marchand trocou São Paulo por Olinda. “Eu estava cansado de vender obras caras para colecionadores ricos. Não é possível que 90% dos acervos no Brasil estejam em mãos de colecionadores particulares enquanto os museus estão à mingua”, diz Baccaro.
Na cidade pernambucana de Olinda, Baccaro fundou uma instituição direcionada às crianças carentes, a Casa das Crianças de Olinda, que já atendeu cerca de 21 mil crianças. Para criá-la, desfez-se de quase todo seu acervo. Conserva, no entanto, sua biblioteca com cerca de 30 mil volumes de livros, mapas e gravuras raras, além de cartas e autógrafos ilustres.
“Baccaro é o marchand que eu mais respeitei, pela sua originalidade, força e conhecimento. Ele foi o inventor do mercado de arte no Brasil”, diz Ralph Camargo.
Os serviços prestados por Baccaro ao mercado de arte, no entanto, também foram alvo de críticas. Um artigo no jornal Folha da Tarde, em 1974, caracterizou o reinado de Baccaro como um período de “muito abuso”.(22)

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No capítulo "Entre o moderno e a vanguarda"

Foi pelas mãos de Giuseppe Baccaro que Ralph Camargo iniciou sua carreira profissional de galerista, em 1966, como sócio - e depois proprietário - da Galeria Art Art, em São Paulo.
Ralph já tinha envolvimento com o mercado. Desde 1963, com apenas 20 anos de idade, mantinha um escritório de arte na rua Nestor Pestana (transferiu-se depois para a rua José Clemente).
O galerista superou sua precocidade no mercado com uma boa idéia. Anunciou a venda de obras de arte na seção Negócios e Oportunidades do jornal O Estado de São Paulo. “Era algo inédito e me deu um grande retorno. Eu trabalhava basicamente com modernos, mas alguns contemporâneos, como o Wesley Duke Lee, já me interessavam.”
Em 1966, foi trabalhar com Baccaro na Art Art. “O Baccaro logo saiu. Em menos de seis meses eu era o único dono. Criei então a primeira galeria de arte contemporânea deste país, onde mostrei Rubens Gerchman, Wesley Duke Lee, José Roberto Aguilar, Carlos Vergara e Hélio Oiticica.” A Art Art expôs ainda os quatro artistas que viriam a formar a Escola Brasil: Frederico Nasser, Luís Paulo Baravelli, Carlos Fajardo e José Resende.
As galeristas Luisa Strina e Mônica Filgueiras acreditam que Ralph Camargo tenha sido o primeiro galerista de arte contemporânea da cidade. “A Art Art revolucionou a maneira de fazer exposições. Tocávamos rock e dançávamos nos vernissages. A Rita Lee não saia de lá”, conta Mônica, que trabalhou na galeria e se casou com Ralph.

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No capítulo "O boom dos anos 80"

O galerista Paulo Figueiredo se destacou no mercado paulistano a partir do final dos anos 70. Seu envolvimento com arte começou por intermédio de dois outros galeristas: Giuseppe Baccaro e Emy Bonfim.
De Baccaro, Paulo Figueiredo comprou, em um leilão na avenida Paulista, em 1963, sua primeira obra de arte: uma gravura de Mira Schendel. “Acabei conhecendo-a e ela se tornou a artista da minha vida”, conta Figueiredo.

Giuseppe Baccaro (1930-2016): cansou de ver a arte se distanciar dos pobres

Baccaro fez o contrário. Enquanto os retirantes saiam do Nordeste, ele fez o trajeto oposto: deixou os leilões de arte em São Paulo, onde viveu por 15 anos, para trabalhar em projetos sociais em Olinda (PE), em 1970. +

As levas de retirantes que via saindo do Nordeste motivaram Giuseppe Baccaro a fazer o trajeto oposto: deixar os leilões de arte em São Paulo, onde viveu por 15 anos, e trabalhar em projetos sociais em Olinda (PE), em 1970.
Grande nome no comércio de arte do país, o italiano, que chegou ao Brasil em 1955, dizia-se cansado de ver quadros indo parar na casa de burgueses e a pintura se distanciando cada vez mais dos pobres.
Em Olinda, abriu a Casa das Crianças, que por mais de três décadas ajudou a população carente com oficinas e cursos profissionalizantes.
Lutou contra a construção do porto de Suape, no Recife, nos anos 1970, por temer danos ao meio-ambiente. Foi na mesma época que deixou de comer carne. Voltava a vender parte de seu acervo de quadros quando precisava de dinheiro para seus projetos.
Não era raro convidar moradores de rua e índios para dormirem e comerem em casa, lembram os familiares. A Casa das Crianças deixou de funcionar nos anos 2000 e moradores de uma favela próxima invadiram o terreno. Ele mesmo ajudou alguns a construírem casas no local.
Os filhos lembram-se de vê-lo sempre atrás de uma pilha de livros e quadros. Ficou mais doce com a família após nascer a primeira neta, Iris, de quem era bem próximo. Casou-se quatro vezes –a última em 2007, aos 77 anos.
O primeiro grande baque na saúde foi em 2008, quando descobriu um câncer na garganta. Nos últimos quatro meses, foi parar na UTI diversas vezes devido a uma infecção no pulmão.
Morreu no dia 14, no Recife, após uma parada respiratória. Deixa a mulher, cinco filhos e cinco netos.
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Texto de Thiago Amâncio originalmente publicado no jornal "Folha de S. Paulo" | 25/08/16.

Colecionador de arte italiano Giuseppe Baccaro morre no Recife

Pioneiro do mercado de arte brasileiro, Baccaro estava internado há quatro meses com problemas cardíacos. +

Um dos maiores expoentes das artes plásticas no Brasil, o italiano Giuseppe Baccaro, 86 anos, morreu no início da noite de sábado (14/08/16), no Hospital Esperança, no bairro da Ilha do Leite, área central do Recife. Reputado como pioneiro ao criar um mercado voltado para a arte popular, o colecionador estava internado há quatro meses na unidade de saúde com problemas cardíacos e faleceu por volta das 18h30, na UTI Cardiológica, após uma parada cardíaca.
O velório ocorreu numa funerária no bairro de Santo Amaro, no Recife. O sepultamento foi realizado no Cemitério de Guadalupe, em Olinda, conforme pedido do próprio Baccaro. “Meu avô redescobriu pintores e revelou talentos. Ele me contava que veio para Pernambuco porque via muitos nordestinos passando fome e indo tentar a sorte em São Paulo. Ele veio para cá para tentar ajudar as pessoas, veio atrás de um sonho”, afirma a neta Íris Baccaro.
Nascido na região de Roccamandolfi, perto de Nápoles, Giuseppe Baccaro chegou ao Brasil em 1956, quando tinha 26 anos. Em São Paulo, trabalhou como tipógrafo e editor de jornal. Foi lá que conheceu expoentes da arte brasileira que, àquela época, estavam esquecidos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Ismael Nery.
Passou a organizar galerias, exposições e leilões para mergulhar, de vez, no mercado das artes plásticas. A Casa de Leilões foi inaugurada por ele em 1965. Nos anos seguintes, Baccaro passou a adquirir obras de Tarsila, Anita e outros artistas plásticos, fazendo com que seus nomes voltassem à circulação.
A carreira de sucesso na capital paulista deu lugar a uma missão social. Giuseppe Baccaro se disse cansado de vender obras para colecionadores ricos e, nos anos 1970, se mudou para Olinda. Fundou a Casa das Crianças, uma instituição que, em décadas de atuação, beneficiou mais de 20 mil meninos e meninas em situação vulnerável. A sede foi erguida com a venda de 120 quadros de Ismael Nery. A verve artística prosseguia com exposições e curadorias em Pernambuco e pelo Brasil.
Hoje, a coleção de Baccaro vive em três sobrados na Rua São Bento, em Olinda, e inclui tesouros como manuscritos originais de Cecília Meirelles, Olavo Bilac e Coelho Neto, além das primeiras edições de autores como Marcel Proust, Victor Hugo, Euclides da Cunha e Mário de Andrade.
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Do G1 Pernambuco (g1.com.br) | 14/08/16.
Vídeo em:
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/08/morre-no-recife-o-colecionador-de-arte-italiano-giuseppe-baccaro.html

Cultura não é uma questão de direita ou esquerda, mas civilização ou barbárie

Para o ministro da Cultura de Lula e Dilma, Juca Ferreira, governo de Michel Temer está “destruíndo o MinC por dentro – como cupins”. +

E segue a ofensiva do governo interino de Michel Temer contra o Ministério da Cultura. Um dia após a reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema, sede da Funarte no Rio de Janeiro, ocupada desde maio em protesto ao peemedebista, foram exonerados 81 funcionários da pasta.
Ministro da Cultura dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Juca Ferreira acredita que o governo interino tenta “destruir” o Ministério da Cultura “por dentro, como cupins” porque não pôde extingui-lo, como gostaria. Ferreira diz que a defesa da cultura “não é uma questão de esquerda ou direta, mas de civilização ou barbárie”: “Essa turma não está preparada para conduzir o Brasil a uma posição de destaque no século 21. Pelo contrário, são regressivos, reacionários, antipopulares, antidemocráticos e contra a soberania brasileira”.
Abaixo, os principais trechos da entrevista:
Brasileiros – Na opinião do senhor, o que está por traz dessas demissões no Ministério da Cultura?
Juca Ferreira - Não puderam extinguir o ministério, então agora estão destruindo ele por dentro. Estão tirando a capacidade do ministério de realizar suas políticas, programas e ações. A demissão, o grosso dela, foi DS1, DS2 e DS3, pessoal que ganha em torno de R$ 3 mil reais. Muitos deles estão lá desde a época de Fernando Henrique, outros desde 2003, 2004, são pessoas que não trabalham política, muitos não são nem politizados, sei que alguns são até simpatizantes do PSDB e de outros partidos de oposição. Ou seja, não se trata de desaparelhamento, como disse o ministro interino, mas é muito mais um processo de desmonte do ministério. Algumas áreas vão ficar muito afetadas, áreas muito importantes para a soberania nacional, como a digital. Botaram para fora uma pessoa que é considerado um dos maiores quadros nessa área digital, a área privada sempre quis tirá-lo de lá oferecendo o dobro, triplo do salário. Não vou dar nomes, não quero expor pessoas que eu não sei qual é a posição deles. A Cinemateca vai ser afetada, que é uma instituição importante de preservação da memória do cinema brasileiro. A área financeira também, eles depois vão ficar com dificuldade de fazer o manejo administrativo do ministério e vão inventar outras desculpas. É um processo de desmonte mesmo.
Por que o governo interino estaria tentando acabar com o MinC?
O neoliberalismo não tem um projeto de nação, não tem um projeto de país que seja complexo. Eles resumem tudo a uma questão de moeda e circulação de mercadoria. Eles são economicistas, sob o ponto de vista do capital. Não conseguem compreender o que é uma nação, a complexidade de uma nação, a importância do desenvolvimento cultural para o Brasil se afirmar no século 21. É uma visão estreita e, no caso brasileiro, se associa às alianças que o PSDB fez com o que há de mais atrasado no Brasil. O projeto deles é regressivo, estão atacando a educação. Com esse negócio de educação sem partido querem que a educação seja desenvolvida sem construção de consciência critica. Estão atacando a área de comunicações, afetando em outros aspectos a soberania brasileira diante de uma atividade altamente monopolizada e globalizada. Em todas as áreas é a mesma postura regressiva e reducionista.
Acabar com a cultura é uma estratégia de acabar com a possibilidade de resistência ao golpe?
Quanto mais eles agridem, mais acende a reação. A resistência na cultura hoje tende a aumentar por essas atitudes arbitrárias e pouco respeitosas do ministro interino. Se for isso, vai fracassar. Cada dia mais o governo isola uma dimensão importante do Brasil, que é sua cultura, sua dimensão simbólica.
Qual é a importância da cultura para o Brasil se afirmar no século 21?
São muitas. Não há nação que possa abrir mão do desenvolvimento cultural. Eu me lembro que na época da Margaret Thatcher, onde o neoliberalismo teve seu período áureo, os teatros públicos funcionavam, os centros culturais públicos funcionavam, a produção cultural funcionava. Não é uma questão de esquerda ou direta, mas de civilização ou barbárie. Essa turma não está preparada para conduzir o Brasil a uma posição de destaque no século 21. Pelo contrário, são regressivos, reacionários, antipopulares, antidemocráticos e contra a soberania brasileira.
Qual a opinião do senhor sobre essas ocupações na Funarte e a recente reintegração de posse no Rio de Janeiro?
Essa ocupação foi exatamente uma reação à tentativa de extinguir o ministério, as ocupações em geral tomaram uma posição contra o golpe. Essa reintegração de posse é a luta do governo com a cultura, ou seja, o conflito continua.
Foi uma vitória da classe artística conseguir a volta do MinC?
Claro, foi uma reação do setor artístico e cultural. A equipe do filme brasileiro Aquarius, que estava representando o Brasil no Festival de Cannes, protestou no próprio festival. Brasileiros do mundo todo, artistas protestaram. Aqui dentro artistas escreveram artigos, como Caetano Veloso. Ou seja, a área cultural se levantou contra essa tentativa de extinguir o MinC. Mas o governo interino agora está renovando a mesma atitude, mas comendo por dentro, como cupins, destruindo as estruturas e a capacidade de ação do MinC.
Qual é a capacidade de ação desse setor artístico para resistir ao golpe?
Estão fazendo o que podem. Mas a área cultural não sustenta essa luta sozinha. Eu acho que o impeachment não passa, o golpe não se consolida se houver uma atitude conjunta da sociedade brasileira.
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Entrevista de Manuela Azenha originalmente publicada na revista Brasileiros | 28/07/16

O que determina o valor de uma obra de arte?

Por que algumas obras valem tanto? “Art Demystified” (arte desmistificada) é uma série do site “Artnet” que lança luzes sobre aspectos esotéricos do mundo da arte. Leia a tradução do texto original publicado em inglês. +

“Art Demystified” (arte desmistificada) é uma série publicada pelo site “Artnet” que lança luzes sobre aspectos esotéricos do mundo da arte.
O que determina o valor de uma obra? Porque alguns trabalhos são tão valiosos? Para leigos no mundo das artes, os preços tão diferentes podem ser algo um tanto confuso. O que faz com que uma obra seja vendida por US$ 10 mil e outra por US$ 10 milhões ou mesmo US$ 100 milhões?
Falando nos mais básicos termos econômicos, alta demanda e escassez de oferta são responsáveis por preços altos. A arte é única e a oferta é limitada no mercado em um determinado momento.
Segundo Augusto Arbizo, diretor da galleria 11R, de Nova York, o preço é determinado por “históricos do artista em exposição e vendas (se houver), o nível da carreira e o tamanho das obras." Ainda conforme ele, “às vezes, os custos de produção das obras devem ser recuperados”.
Há ainda fatores mais complexos a serem considerados. O artista é “quente”? Qual a importância dele no contexto histórico? A obra é representativa do estilo dele? Artistas da moda, sobre os quais se está falando, com exposições em importantes galerias e museus e com reportagens publicadas são mais prováveis de terem obras vendidas a preços altos.
No mercado atual, as pessoas estão interessadas no que é novo e “quente”, em artistas com probabilidade de serem os próximos “grandes” ou nos já estabilizados, reconhecidos, com nomes que se tornaram verdadeiras marcas, grifes. Ao mesmo tempo, a importância e reputação deles na história da arte são fatores influentes.
“Cada período da história da arte teve os responsáveis por escrever o vocabulário”, disse o artista britânico Allen Jones ao site “Artnet” em abril. “Desta forma, muitos aprenderam com esse vocabulário e o usaram de forma inteligente. Teve um monte de fauvistas além de Matisse e Derain, mas você se lembra de quem realmente estabeleceu as regras.”
Da mesma maneira, a inclusão de um artista em uma exposição em galeria ou museu ou em coleções de influentes e respeitados colecionadores pode ter um impacto positivo no preço de obras.
Na produção de um artista, o estilo e a qualidade também influenciam os preços. O mercado de arte gosta de reconhecimento e os colecionadores são tipicamente atraídos por obras que representam o estilo pelo qual os artistas são mais conhecidos. E há diferentes indicativos de qualidade e de quanto as obras são desejadas na produção de cada um deles.
Se você vai gastar milhões em um Monet, você tem de ter certeza que trata-se de um bom Monet, que seus convidados e amigos reconhecerão imediatamente a obra desta maneira.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site “Artnet” (www.artnet.com) | 29/06/16.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Morre o artista pernambucano Tunga, aos 64 anos

Tunga morreu de câncer nesta segunda-feira. Estava de internado desde maio no hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio. +

Um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, Tunga morreu nesta segunda-feira de câncer de garganta, aos 64 anos. Ele estava internado no hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, desde 12 de maio. Pernambucano radicado no Rio desde a juventude, ele tem uma obra que recusa categorias da história da arte brasileira. O corpo deve ser enterrado nesta terça-feira, no cemitério São João Batista, a pedido do próprio artista, que queria ficar no jazigo da família.

Apesar de ter despontado nos anos 1970, junto a artistas que também criaram esculturas e instalações marcadas pela reflexão, como Cildo Meireles e Waltercio Caldas, Tunga construiu um vocabulário e uma gramática particulares. Sua obra é barroca, carregada de simbolismos e potência física, interessada em criar novas relações entre imagens recorrentes em 40 anos de trajetória: ossos, crânios, tranças, dedais, agulhas e bengalas gigantes, redes, dentes, recipientes de vidro, líquidos viscosos.

A escultura “Lezart”, criada em 1989, é exemplar do repertório formal do artista. Fios e tranças de cobre atravessam pentes monumentais de ferro, e a eles são unidos por ímãs – por meio deles, as partes de sua escultura podem ser sempre recombinadas, criando novos sentidos. “Fazer arte é juntar coisas”, repetia, ressaltando que dessa junção de elementos aparentemente sem conexão algo novo se revelaria, como na poesia.

“Nasci em Palmares, Pernambuco, ao mesmo tempo em que nasci no Rio de Janeiro, no mesmo dia e hora”, escreveuTunga, batizado como Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, filho do jornalista e poeta Gerardo Mello Mourão e de Léa de Barros (ela é uma das “Gêmeas” da célebre tela de Guignard). O artista costumava contar que nasceu em Palmares, tendo se mudado paro o Rio ainda criança, mas chegou a dizer que essa era mais uma de suas histórias inventadas.
De todo modo, foi no Rio de Janeiro onde Tunga construiu seu pensamento visual, desde sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna, em 1974, aos 22 anos. Com 50 desenhos, “Museu da masturbação infantil” anunciava o erotismo que seria presente em sua obra, em que sempre predominou uma presença corpórea. Não à toa, ele costumava inaugurar seus trabalhos com performances, que chamava de instaurações.

PARCERIA CONSTANTE COM ARNALDO ANTUNES
Em 1998, atores carregaram uma trança para “instaurar” a obra “Tereza” no Museu de Belas Artes do Rio, ao som de Arnaldo Antunes, que se tornaria parceiro constante do artista; e novamente quando o trabalho chegou a Inhotim, o maior centro de arte contemporânea do país, em Brumadinho, Minas Gerais, de cuja criação Tunga foi um dos inspiradores. Em 2012, o artista inaugurou ali um espaço de 2.600 metros quadrados para algumas suas esculturas, a Galeria Psicoativa.
Na galeria também está “Lezart”, “instaurada” com “Xifópagas capilares”, performance de 1984 criada a partir de uma lenda inventada por Tunga: duas meninas unidas pelo cabelo que são decapitadas porque não querem se separar. Outro pavilhão do instituto, existente desde 2006, é dedicado a “True Rouge” (1997), e foi aberto com uma ação de mulheres e homens nus, que espalharam um líquido viscoso vermelho no chão e nas redes de mesma cor, fazendo-o transbordar de garrafas transparentes.

Em “Resgate”, que inaugurou o Centro Cultural Banco do Brasil, em 2001, a coreógrafa Lia Rodrigues dirigiu mais de 100 pessoas, que pintaram de vermelho uma instalação monumental, em performance de oito horas.
Além das parcerias constantes com Lia Rodrigues e Arnaldo Antunes, Tunga fez o vídeo “Nervo de prata” (1987) com Arthur Omar, e uma trilogia audiovisual com o cineasta Eryk Rocha: “Medula” (2004), a abotoadura do vestido feita com os dentes de um casal; “Quimera” (2004), exibido nos festivais de Cannes e Sundance, chamado de sonhometragem pela dupla; e “Laminadas almas” (2006), filmado na performance de mesmo ano no Jardim Botânico do Rio com 600 rãs, 40 mil moscas, girinos, larvas, estudantes de jaleco, luvas e asas gigantes.

PRIMEIRO ARTISTA CONTEMPORÂNEO DO MUNDO NO LOUVRE
A exploração do audiovisual começou em 1980, com “Ão”, 16mm em looping que mostra a curva de um túnel, como se ele não tivesse entrada nem fim, exibido no ano seguinte na Bienal de São Paulo, da qual participou ainda em 1987 e 1994.Tunga expôs também na Bienal de Veneza, na documenta de Kassel e foi o primeiro artista contemporâneo do mundo a ter uma obra no Louvre, em Paris.
Nas duas principais publicações sobre sua obra, ambas da hoje extinta editora CosacNaify, Tunga se manteve fiel a esse princípio, escolhendo textos que não teorizassem sobre seu trabalho, mas acrescentassem sentidos poéticos a ele. Como “Isso”, de Arnaldo Antunes, publicado originalmente no “Jornal da Tarde”, em 1994: a queda dos dentes,/ o desmame/ (o desmesmo),/ a amnésia cotidiana,/ o oco da caixa craniana,/ o ovo do sino/ (o badalo),/ a sombra do símbolo,/ a lembrança da silhueta do semblante,/ o silêncio dos pêndulos,/ o silêncio de todas as coisas que dependem de tempo” – diz um trecho do poema
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Fonte: site do jornal "O Globo", em 06/06/16.

Os 100 nomes mais influentes do mundo das artes

Confira a lista realizada pelo site ArtNet. +

Neste ano, assistimos quebras de recordes em leilões e crescimento de público nas abundantes feiras de arte. Não há dúvida de que o mundo da arte é uma força poderosa na sociedade contemporânea. Mas quem são as pessoas mais influentes à frente dessa engrenagem?
Confira a lista de 100 nomes mais influentes no mundo da arte: de patronos bilionários a curadores de bienais, passando por respeitados colecionadores e artistas internacionais.

1. Aby Rosen
O colecionador e fomentador alemão baseado em Nova York tem uma coleção gigantesca de obras de Andy Warhol e uma história de união entre arte e empreendimentos imobiliários, como a Lever House Art Collection. Neste ano, ele comprou um prédio de um antigo banco no Centro de Nova York (190 Bowery) e já organizou uma exposição coletiva no local, com curadoria de Vito Schnabel e obras de Julian Schnabel e Harmony Korine.

2. Adam D. Weinberg
O diretor do Whitney Museum assumiu a grande tarefa de mover a instituição para uma nova localização no Meatpacking District neste ano. O novo prédio, projetado por Renzo Piano, aumenta o espaço para a programação do museu, algo já aproveitado em exposições recentes, como a retrospectiva de Frank Stella.

3. Adam Szymczyk
O diretor da Documenta 17 gerou manchetes neste ano ao anunciar a ideia de exibir obras do negociante de arte Cornelius Gurlitt apreendidas pelos nazistas. No ano passado, ele também provocou polêmica com os planos de expandir a Documenta de Kassel para fora da Alemanha pela primeira vez, dividindo a mostra entre Kassel e Atenas.

4. Adrian Cheng
O homem de negócios e colecionador de Hong Kong esteve envolvido em seis mostras na feira Art Basel deste ano. Por meio da K11 Art Foundations, organização sem fins lucrativos fundada por ele, Cheng espera desenvolver um novo universo para a arte contemporânea chinesa no mundo.

5. Ai Weiwei
Neste ano, o artista e ativista chinês teve diversas exposições ao redor do mundo, de uma retrospectiva na Royal Academy de Londres a um site specific em Alcatraz, lançou uma coleção de joias e teve seu passaporte devolvido pelas autoridades chinesas.

6. Alan Lau
Em uma década, o jovem homem de negócios baseado em Hong Kong emergiu como um dos mais influentes colecionadores de arte da Ásia. Ele é membro do Asia-Pacific Acquisitions Committee da Tate London e do conselho do espaço de arte sem fins lucrativos Para Site, em Hong Kong.

7. Anish Kapoor
O escultor britânico-indiano entrou em uma batalha com autoridades francesas por conta de pichações anti-semitas em uma escultura integrante de uma mostra dele no Palácio de Versailles. Kapoor também acusou autoridades chinesas de plágio quando percebeu similaridades entre uma escultura de autoria dele e uma criada para Karamay, área rica em petróleo em Uygur, região autônoma da China. Ele também está na batalha por mais políticas de imigração no Reino Unido.

8. Anita e Poju Zabludowicz
O casal bilionário de megacolecionadores é conhecido por patrocinar jovens e audaciosos artistas. Neste ano, eles comissionaram a maior exposição de Jon Rafman no Reino Unido e criaram a Daata Editions, um mercado on-line de vídeos e trabalhos sonoros.

9. Barbara Gladstone
A norte-americana, proprietária de três galerias em Nova York e uma em Bruxelas, realizou exposições de Richard Prince, Anish Kapoor, Cameron Jamie e muitos outros neste ano.

10. Beatrix Ruf
A curadora alemã, diretora do Stedelijk Museum, em Amsterdam, recebeu o Agnes Gund Curatorial Award neste ano. Ele tem presence significativa na cena europeia e é conhecida por descobrir e apoiar artistas emergentes.

11. Bjork
Na retrospectiva da artista no MoMA neste ano, a crítica focou principalmente na instituição, por conta da exposição sem rigor, em vez de no trabalho artístico de Bjork. A cantora, compositora e produtora também provou sua relevância e continuou sua experimentação artística neste ano com seu nono álbum de estúdio, “Vulnicura”.

12. Brett Gorvy
O presidente do conselho e diretor internacional de arte pós-guerra e contemporânea da Christie's causou estrondo neste ano com a venda do tríptico “Three Studies of Lucian Freud” (1969), de Francis Bacon, o mais caro trabalho até então vendido em leilão, até ser desbancado em maio por “Les Femmes d'Alger (Version ‘O')”, pintura vendida por US$ 179 milhões na Christie's em maio. “Nu Couché”, de Amedeo Modigliani, foi negociada por US$ 170 milhões pela Christie's em novembro, mostrando que o departamento de arte contemporânea da casa de leilões continua bem forte com Gorvy no comando.

13. Bruno Brunnet
O fundador da galeria Contemporary Fine Arts, em Berlim, vem experimentando outros modelos e mercados nos últimos anos, mas continua representando artistas do porte de Cecily Brown e Juergen Teller.

14. Budi Tek
O colecionador sino-indonésio abriu recentemente o Yuz Museum, em Xangai, instituição privada com características de parque temático e preferência por trabalhos imersivos. Ele também tem planos de abrir em breve um "art park" chamado Budidesia, em Bali.

15. Carolyn Christov-Bakargiev
Após o sucesso como diretora artística da Docuemta 12, a curadora norte-americana foi nomeada diretora da Galleria d'Arte Moderna e do Castello di Rivoli, em Turin, neste ano.

16. Cecily Brown
A pintora britânica deixou a galeria Gagosian neste ano. Ela tem uma mostra no Drawing Center em 2017 e talvez esteja focando mais em mostras em museus do que em representação por galeria no momento.

17. Cindy Sherman
A ícônica artista norte-americana, conhecida pelo autorretratos, continua muito influente e nesse ano entrou no debate sobre sexismo no mundo da arte.

18. Daniel Buchholz
O galerista alemão recentemente expandiu a Galerie Bucholz, fundada por ele. O novo espaço é perto do Metropolitan Museum, em Nova York.

19. Dasha Zhukova
A mulher de negócios russa, esposa do bilionário Roman Abramovich, é fundadora do Garage Museum of Contemporary Art. Neste ano, a instituição de Moscou celebou a reabertura após a renovação realizada por Rem Koolhaas.

20. David Kordansky
Após a expansão de sua galeria em Los Angeles no ano passado, o galerista realizou exposições de artistas como Peter Saul e Tala Madani, enquanto continuou sua apaixonada e não-convencional relação com a curadoria.

21. David Zwirner
Com um império de galerias em Nova York e Londres, ele continua sustentando sua impressionante reputação. Em 2015, realizou uma exposição de Yayoi Kusama e vendeu “Equal” (2015), de Richard Serra, para o MoMA de Nova York.

22. Dominique Levy
Desde que deixou a sociedade com Robert Mnuchin em 2013, a galerista suíça abriu um escritório em Genebra e galerias em Nova York e Londres. Ela continua em busca de grandes talentos para seus projetos e tem uma exposição de Gerard Richard programada para o início de 2016.

23. Ed Dolman
Desde sua nomeação no ano passado, o presidente da Phillips transformou a terceira maior casa de leilões em uma grande rival e introduziu uma inovadora parceria com o eBay para leilões on-line.

24. Eli & Edythe Broad
O casal de super patronos e colecionadores abriu um grande museu privado em Los Angeles em setembro, com grande sucesso.

25. Esther Schipper
A galerista baseada em Berlim, há tempos uma criadora de gostos (tendências), anunciou que nos próximos cinco anos a Esther Schipper Gallery vai se fundir a outra potência da capital alemã, a Johnen Galerie, provando assim que duas cabeças podem ser melhor do que uma.

26. Eugenio López
O bilionário patrono mexicano fundou o Museo Júmex em 2013, o qual abriga a maior coleção de arte da América Latina.

27. Eungie Joo
Eungie foi curadora da Sharjah Biennial, nos Emirados Árabes, e foi nomeada curadora de Inhotim, um museu sem fins lucrativos no Brasil. Resta saber o que essa “globetrotter” fará em seguida.

28. Eva Presenhuber
A galerista baseada em Zurique mantém sua reputação exibindo escultores estabelecidos e emergentes. Neste ano, ela apresentou sua décima exposição de Franz West.

29. Frank Stella
Com uma impressionante retrospectiva no Whitney Museum neste ano, o gravurista e pintor norte-americano pode aguardar um aumento de obras suas em leilões.

30. Gavin Brown
O galerista britânico adicionou neste ano ao seu império um local em Roma e passou a trabalhar com a estrela emergente Ed Atkins. A mudança dele para o Harlem, em Nova York, também ocorreu neste ano.

31. Gerhard Richter
O artista alemão continua sendo um dos mais influentes pintores do mundo. Neste ano, a legendária cartela de cores dele completa 50 anos.

32. Glenn D. Lowry
O diretor do MoMA de Nova York (instituição criticada pela programação populista e pelas mostras abrigadas mediante recebimento de pagamento nos últimos anos) continua uma figura influente por conta da abrangente definição de arte moderna e contemporânea, incluindo videos, música e produtos culturais orientados para o mercado.

33. Hans Ulrich Obrist
Codiretor da Serpentine Galleries, de Londres, o curador e escritor suíço continua insanamente ocupado com viagens incessantes, dois novos livros lançados neste ano e seu inédito projeto no Instagram, com participação de nomes como Miranda July e Marina Abramović.

34. Hito Steyerl
A artista e teórica explora vigilância, militarização e circulação de imagens, o que parece ter aumentado bastante neste momento pós-Internet. Neste ano, ela teve exposições em Nova York e Berlim e exibiu nova obra na Bienal de Veneza.

35. Ingvild Goetz
A colecionadora baseada em Munique fundou o museu privado Sammlung-Goetz, especializado em novas mídias. Ingvild é dona de uma das maiores coleções de vídeo do mundo.

36. Isa Genzken
A artista alemã tem grande influência sobre jovens artistas, principalmente na Europa. Nos últimos dois anos, a mostra retrospectiva dela tem viajado internacionalmente, com paradas no MoMA de Nova York e no Dallas Museum of Art.

37. Isabelle Graw
A historiadora e crítica de arte é professora da Staedelschule, em Frankfurt, e cofundadora da publicação “Texte Zur Kunst”, de Berlim, que completa 25 anos em 2015 e continua guiando a evolução da crítica de arte e influenciando os debates globais.

38. Iwan e Manuela Wirth
Os importantes galeristas e casal poderoso, donos de galerias em Nova York, Londres, Zurique e Los Angeles, abriram no ano passado o grande complexo Hauser & Wirth Somerset, no interior da Inglaterra, composto por galerias e um centro educacional. Eles também anunciaram uma parceria com o ex-curador-chefe do MOCA Paul Schimmel na galeria deles em Los Angeles, consolidando a presença na Costa Oeste.

39. Jack Shainman
O galerista de Nova York explora o nicho de artistas africanos e asiáticos. Nos últimos anos, ele vem crescendo, com um enorme espaço no Estado de Nova York. Neste ano, realizou uma retrospectiva com esculturas de El Anatsui, de Gana, logo após o artista receber o Leão de Ouro na Bienal de Veneza.

40. Jay Jopling
O galerista inglês, fundador da galeria White Cube, tem grande importância no reposicionamento da Inglaterra no mundo da arte. Neste ano, ele adicionou a Theaster Gates à sua lista de galerias e casou com a cofundadora da Paddle8 e especialista em moda Hikari Yokoyama, consultora de arte da Gucci.

41. Jeff Koons
O artista norte-americano, conhecido por reproduzir objetos de consumo banais com superfícies brilhantes, mantém o recorde da obra de arte mais cara vendida por um artista vivo - “Balloon Dog” (1994). Neste ano, ele apresentou uma nova escultura no Museu de História Natural de Vienna e a retrospectiva dele, exibida no ano passado no Whitney Museum, em Nova York, viajou para Paris (Pompidou) e para o Museu Guggenheim de Bilbao.

42. Jeffrey Deitch
O galerista norte-americano retornou para New York após três anos como diretor do MOCA de Los Angeles e recentemente reabriu o Deitch Projects, no Soho. Ele também colaborou com o galerista Larry Gagosian na feira Miami Basel neste ano (dezembro).

43. Joseph Nahmad
O jovem galerista é de uma família de colecionadores bilionários. A primeira exposição realizada por ele foi de Ray Nachum, artista conhecido por conta das celebridades que colecionam obras dele e também pelo trabalho de arte do último album de Rihanna. É bom estar atento aos próximos passos de Nahmad.

44. Juan A. Gaitán
O ex-curador da Bienal de Berlim começou a dirigir o Museo Rufino Tamayo, na Cidade do México, que atualmente apresenta uma exposição do artista Leon Golub.

45. Jussi Pylkkanen
O leiloeiro da Christie é figura importante para as quebras de recordes na casa de leilões nos últimos anos e neste ano não foi diferente.

46. Kara Walker
Neste ano, a artista norte-americana conhecida por explorar questões raciais, de gênero e história ganhou manchetes com exposições em Londres e no Brooklyn e foi anunciada diretora da Mason Gross School of the Arts (Rutgers University).

47. Kasper König
O curador baseado em Berlim foi nomeado diretor artístico do Skulptur Projekte, em Münster, com inauguração em 2017. No ano passado, ele foi curador da Manifesta.

48. Kemal Has Cingillioglu
O colecionador baseado em Londres é de uma das famílias mais ricas da Turquia e é membro do conselho consultivo europeu de Christie’s. Ele esteve nas manchetes neste ano ao vender "Four Marilyns" (1962), de Warhol, apenas dois anos após ter comprado a obra.

49. Larry Gagosian
Com um império de 13 galerias ao redor do mundo, o norte-americano realizou impressionantes exposições neste ano.

50. Lauren Cornell
Cocuradora da New Museum Triennal deste ano, ela também foi nomeada diretora de iniciativas de tecnologia da instituição. A ex-diretora-executiva da Rhizome ganhou reputação por descobrir talentos emergentes e pela especialização em novas mídias.

51. Leonardo DiCaprio
O ator de Hollywood está ganhando reputação como um dos mais prolíficos colecionadores. Neste ano, ele adquiriu uma obra de Frank Stella.

52. Leonid Mikhelson
O galerista russo está usando parte de sua fortuna (empresa de energia) para estabelecer o Victoria – the Art of Being Contemporary, que tem a proposta de promover a arte pós-vanguarda russa na Rússia e no exterior, o que vem fazendo há muitos anos.

53. Lin Han
O emergente colecionador chinês vem tendo atuação ousada em leilões e recentemente abriu o M Woods, o primeiro museu privado do 789 Arts District de Pequim.

54. Liu Yiqian
O bilionário colecionador chinês quebrou recordes ao comprar a obra de arte mais cara deste ano (e segunda da história), o nu de Modigliani. Nos últimos anos, ele fundou a instituição privada Long Museum, que agora se expandiu com uma segunda sede em Xangai.

55. Loic Gouzer
O executivo de casa de leilão suíço foi promovido a vice-presidente de arte pós-guerra e contemporânea da Christie's neste ano.

56. Marc e Arne Glimcher
Pai e filho por trás da Pace Galleries, com galerias em cinco cidades e presence notável na China. Eles também têm uma galeria sendo construída em Chelsea, com abertura em 2018.

57. Marian Goodman
A ponderosa norte-americana tem galerias em Londres, Paris e Nova York e um elenco invejável de artistas. Neste ano, realizou exposições de Jeff Wall e Rineke Djikstra.

58. Marina Abramović
A renomada artista performática e celebridade finalmente conseguiu fundos para o Marina Abramović Institute. Neste ano ela também esteve nas manchetes por conta de atritos com Jay Z e com o ex-namorado, o artista alemão Ulay.

59. Massimiliano Gioni
Diretor da milanesa Trussardi Foundation e diretor artístico do New Museum, ele encabeçou uma pesquisa sobre Chris Ofili neste ano.

60. Michael Govan
O diretor do County Museum of Art, de Los Angeles, que celebrou 50 anos neste ano, tem a credibilidade do mundo das artes. Realizou projetos movidos a celebridades, como Leonardo DiCaprio, Kanye West e Steve McQueen.

61. Miuccia Prada
A icônica estilista e empreendedora italiana é colecionadora há muitos anos. Neste ano, ela abriu galerias em Veneza e Milão.

62. Monika Sprüth e Philomene Magers
Os galerista internacionais ganharam reputação por conta dos compromissos ideológicos e pelo time de artistas bem-estabelecidos, de Ryan Trecartin a Cindy Sherman. Neste ano, eles abriram uma galeria em Los Angeles, após muitos anos operando em Londres e Berlim.

63. Monique e Max Burger
O casal baseado em Hong Kong tem uma impressionante coleção especializada em obras pós-1980. Desde o ano passado, uma coluna sobre a coleção Burger é apresentada todo mês na revista ArtAsiaPacific.

67. Okwui Enwezor
O curador e poeta nigeriano tornou-se neste ano o primeiro diretor artístico africano da Bienal de Veneza. Ele vem desempenhando papel importante na inserção de artistas africanos e de diáspora nos debates do cenário artístico mundial. Enwezor também é diretor da Haus der Kunst, em Munique.

68. Patricia Barbizet
A mulher de negócios francesa tornou-se a primeira CEO do sexo feminino da Christie's no ano passado e levou a casa de leilões a um novo ano de quebra de recordes.

69. Patricia Phelps de Cisneros
A colecionadora e patrona venezuelana-americana tem um notável coleção de arte moderna e contemporânea latino-americana. Ela vem exercendo influência internacional em diversos comitês de aquisição.

70. Paul Allen
O colecionador e cofundador da Microsoft vai abrir um centro de arte sem fins lucrativos, o Pivot Art + Culture, em Seattle. Neste ano, ele emprestou obras de sua coleção particular para uma exposição itinerante por cinco cidades norte-americanas.

71. Paul Kasmin
O galerista de Nova York tem há anos uma relação com Frank Stella, desde os tempos da galeria de seu pai, a Kasmin Ltd. Neste ano, ele montou uma mostra do artista dias antes da retrospectiva de Stella no Whitney Museum.

72. Paul Schimmel
O ex-curador-chefe do MOCA fez uma intrigante transição do mundo dos museus para a cena das galerias comerciais, unindo-se à Hauser & Wirth na chegada da galeria a Los Angeles, adicionando seu nome a ela: Hauser Wirth & Schimmel.

73. Peter Brant
O megacolecionador e editor magnata esteve nas manchetes neste ano por conta da consolidação de suas propriedades de arte-mídia.

74. Pierre T.M. Chen
O homem de negócios e colecionador baseado em Taiwan acumulou uma impressionante coleção de arte contemporânea ocidental e oriental, trabalhos que ele exibiu nos últimos anos.

75. Richard Armstrong
O diretor do Solomon R. Guggenheim Museum expandiu a marca do museu nos últimos anos, com o desenvolvimento do Guggenheim Helsinki e ambições de criar o Guggenheim Abu Dhabi.

76. Robert Mnuchin
O ex agente de Wall Street e celebrado galerista de Nova York está redefinindo sua galeria e assegurando sua reputação ao promover impressionantes exposições após sua separação do ex-sócio Dominique Levy.

77. RoseLee Goldberg
A historiadora de arte e fundadora da Performa acabou de concluir a sexta edição do festival de performance e continua a expansão da programação do festival para além de Nova York com a turnê europeia do trabalho de Yvonne Rainer.

78. Ryan Trecartin
O artista e filmmaker norte-americano é conhecido pela preciosa interpretação do mundo hiper-digital. Neste ano, ele foi cocurador da New Museum Triennial, junto a Lauren Cornell (a número 50 desta lista).

79. Sean Kelly
O galerista de Nova York tem um elenco de renomados artistas internacionais, como Marina Abramović e o espólio de Robert Mapplethorpe.

80. Serge Lasvignes
O tecnocrata francês assumiu a presidência do Centro Pompidou neste ano, substituindo Alain Seban, uma mudança-surpresa apoiada pelo ministério da Cultura francês. Vamos ver se ele leva um público maior e mais amplo ao centro cultural.

81. Simon de Pury
O curador, conselheiro e leiloeiro lançou neste ano uma plataforma on-line de leilão e também uma parceira com a Christie's em um leilão em outubro.

82. Stefan Simchowitz
Tanto admiração quanto aversão fizeram do conselheiro publicitário, negociante de arte e advogado de jovens artistas uma figura conhecida no mundo das artes.

83. Steve McQueen
O artista visionário e agora cineasta de Hollywood teve um aumento de público após dirigir o filme de sucesso “Twelve Years a Slave” (“12 Anos de Escravidão”).

84. Suzie Kim
Kim é filha da galerista Hyun-Sook Lee, diretora da Kukje Gallery, em Seul, que se expandiu para três locais nos últimos anos e realizou exposições de artistas como Jenny Holzer e Jean-Michel Basquiat.

85. Tad Smith
O homem de negócios com experiência em mídia e entretenimento foi nomeado CEO da Sotheby's e está agitando o mundo das artes neste ano.

86. Takashi Murakami
O prolífico artista japonês é tanto uma influência quanto um dos preferidos dos colecionadores. Neste ano, ele teve exposições no Japão, na galeria
Gagosian, em Nova York, e em Ibiza.

87. Thaddaeus Ropac
O antigo galerista de Salzburg expandiu seus negócios para Paris e Alpine City ao longo dos anos, enquanto continuou explorando ideias existenciais de morte e espaço na programação. Neste ano, ele organizou uma exposição na Áustria para levantar fundos para refugiados sírios.

88. The Rubells
A família de Miami coleciona há tempos e recentemente adotou artistas como Keith Haring e Jean-Michel Basquiat. A fundação Rubell apresenta a grande coleção privada e o perfil dela continua o de crescer ao lado da feira Miami Basel.

89. Theaster Gates
O artista engajado socialmente abriu o Stony Island Arts Bank em Chicago neste ano, um híbrido de centro cívico e de arte destinado à promoção da cultura afro-americana.

90. Thelma Golden
Neste ano, ela retornou à posição de diretora do Studio Museum no Harlem, onde trabalhou nos últimos 15 anos. O plano dela é de expandir a galeria em 50%.

91. Thierry Raspail
O diretor artístico da Bienal de Lyon encabeçou o crescimento do evento, elevando-o ao posto de mais importante atração do gênero na França, caracterizado pela participação de importantes curadores e pesados temas filosóficos.

92. Tim Blum e Jeff Poe
O par de galeristas de Los Angeles se estabeleceu em Nova York e Tóquio nos últimos anos. Eles são conhecidos por terem introduzido artistas japoneses no ocidente e neste ano organizaram uma exposição de Murakami em dois espaços em Ibiza.

93. Trevor Paglen
O artista norte-americano comprovou sua relevância e versatilidade nos últimos anos. O trabalho dele foi exibido tanto em museus quanto em galerias comerciais. Ele também é figura-chave no movimento de ativistas, jornalistas e filmmakers na luta contra a cultura de vigilância.

94. Udo Kittelmann
O diretor da Nationalgalerie de Berlim supervisionou neste ano o início da renovação da Neue Nationalgalerie, previsto para quatro anos e estimado em € 101 milhões.

95. Victoria Siddall
A nova diretora da Frieze tomou as rédeas do evento recentemente.

96. Wang Yannan
Cofundadora e CEO da China Guardian, uma das mais importantes casas de leilão do país. Ela liderou a casa em vendas recorde e estabeleceu um alto nível de credibilidade, trabalhando para mudar a tendência dos colecionadores chineses de comprar no exterior.

97. Xin Li
A emergente e poderosa vice-presidente da Christie's Asia é especializada em vendas para bilionários chineses.

98. Yayoi Kusama
Kusama é a artista mulher que mais fatura. As icônicas bolinhas dela são reconhecidas na hora e estão desde em bolsas Louis Vuitton até em gigantes anúncios em ônibus para a retrospectiva dela em 2012 no Whitney Museum. As pessoas aguardam horas em filas para ver as salas infinitas da artista.

99. Yoko Ono
A artista, ativista e celebridade japonesa teve uma retrospectiva de sucesso no MoMA neste ano e continua sendo uma potência no mundo da arte e da música.

100. Zaha Hadid
Neste ano, a arquiteta iraquiana-britânica projetou o que será o maior aeroporto de Pequim e foi anunciado que ela será a primeira mulher a receber a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects. Os projetos e cosntruções de Zaha estão entre os mais icônicos do mundo.

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Texto originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 01/12/15.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Incêndio atinge Museu da Língua Portuguesa | 2015

O fogo toma conta de boa parte do museu e não há informações sobre as causas do incêndio e vítimas. +

Um incêndio de grandes proporções atinge o Museu da Língua Portuguesa, na região da Praça da Luz, centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (21/12/15). Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo toma conta de boa parte do museu. A Estação da Luz do Metrô está fechada. Não há informações sobre as causas de incêndio e se há vítimas.
Inaugurado oficialmente no dia 20 de março, o Museu da Língua Portuguesa abriu suas portas ao público no dia 21 de março de 2006. Em seus três primeiros anos de funcionamento mais de 1,6 milhão de pessoas já visitaram o espaço, consolidando-o como um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul.
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fonte: site do G1 (www.g1.globo.com).