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Expectativa é arrecadar até US$ 25 milhões com tela

Doado por Nelson Rockefeller em 1954, o óleo “Nº 16” (1950) sobreviveu ao incêndio do prédio em 1978. E terá o valor de sua venda (estimado entre US$ 23 milhões e US$ 25 milhões) transformado num fundo administrado por uma instituição financeira, com seu uso gerido por um comitê e auditado pela PricewaterhouseCoopers. # Artigo publicado no jornal carioca "O Globo" em 20/03/2018. +

A tela tem apenas 56,7 centímetros em cada lado. É pequena para as dimensões das obras mais célebres do americano Jackson Pollock (1912-1956), mas pode significar a sobrevivência do MAM pelas próximas décadas. Doado por Nelson Rockefeller em 1954, o óleo “Nº 16” (1950) sobreviveu ao incêndio do prédio em 1978. E terá o valor de sua venda (estimado entre US$ 23 milhões e US$ 25 milhões) transformado num fundo administrado por uma instituição financeira, com seu uso gerido por um comitê e auditado pela PricewaterhouseCoopers. Segundo o museu, a escolha do quadro se deu por alguns motivos. Um é seu valor de mercado. Afinal, desfazendo-se de uma única obra, a arrecadação garantiria recursos por um longo período. Outra razão é o fato de ela não estar relacionada com o foco da coleção: arte brasileira moderna e contemporânea. Outras obras de maior valor, como “Mademoiselle Pogany”, de Constantin Brancusi, e “Quatre femmes sur socle”, de Alberto Giacometti, permanecem no acervo por sua ligação com outras esculturas do período mantidas pelo MAM. Na visão da instituição, portanto, o desfalque seria maior.
— Exibi o Pollock umas quatro vezes enquanto estive no museu — recorda Luiz Camillo Osório, curador da casa entre 2009 e 2015. — É uma pena que saia do acervo, mas é uma discussão a ser levantada diante das dificuldades financeiras, que existem desde que o MAM é o MAM. Pelo que sei, é o único Pollock de coleção aberta ao público da América do Sul.
Curador da exposição “Estados da abstração no pós-guerra”, Paulo Venâncio Filho aposta que o museu conseguirá o preço almejado pela tela:
— São raras as obras dele no mercado, então a procura deve ser alta. Outras instituições têm a prática de se desfazer de um item para investir na aquisição de mais acervo. Mas geralmente isso é feito quando o museu tem mais de uma obra do mesmo artista. A crise, infelizmente, leva a esse quadro.
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Artigo publicado no jornal carioca "O Globo" em 20/03/2018.

Órgão federal quer impedir que MAM-RJ venda obra de Pollock

“Os preceitos éticos que norteiam a gestão dos museus acolhem a possibilidade de venda de obras unicamente se a renda obtida for integralmente destinada à aquisição de outras obras, dentro de uma política de aprimoramento de acervos”, afirma a nota do Ibram. # Artigo de Isabella Menon para o jornal "Folha de S. paulo" em 20/03/18. +

A fim de arrecadar dinheiro e montar um fundo, o MAM Rio quer vender a obra “No.16” (1950) do artista plástico Jackson Pollock (1912-1956).
Entretanto, em nota publicada nesta segunda (19), o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), autarquia ligada ao Ministério da Cultura, pede que a decisão seja suspensa.
“Os preceitos éticos que norteiam a gestão dos museus acolhem a possibilidade de venda de obras unicamente se a renda obtida for integralmente destinada à aquisição de outras obras, dentro de uma política de aprimoramento de acervos”, afirma a nota do Ibram.
“No caso presente, a situação é ainda mais delicada, por tratar-se da única obra do artista no acervo do MAM Rio”, diz ainda o texto.
Segundo Carlos Alberto Chateaubriand, presidente do museu carioca, estima-se que o quadro valha cerca de US$ 25 milhões (R$ 82 milhões).
O plano de venda da obra foi publicado pelo jornal O Globo neste domingo (18).
“Nós somos uma instituição privada, sem fins lucrativos, não temos acervo tombado e não recebemos nenhuma ajuda de governo federal e nem municipal, ou seja, nós temos que cuidar de todos os nossos custos”, diz Chateaubriand à Folha, comentando a decisão.
Em entrevista à Folha, Marcelo Araujo, presidente do Ibram, ressalta a grande relevância da obra, uma das poucas que sobreviveram ao incêndio do museu em 1978.
“É a única pintura do Pollock em acervo público no Brasil. Em uma eventual venda de uma obra de acervo de museu, a renda tem que ser integralmente utilizada para a compra de outras obras.”
Ele afirma ainda que pediu ao MAM suspender a decisão para que, juntos, o museu e o Ibram, procurem outras soluções, que ele ainda não sabe ao certo quais seriam.
O órgão não tem poder jurídico para suspender o leilão. “É minha iniciativa ao fazer esse pedido e solicitação para que possamos pensar em uma alternativa”, diz Araújo.
Chateaubriand diz que não “discutirá esse assunto com a imprensa”. “Isso tudo [discutir medidas alternativas] é muito bonito, mas como se pagam as contas? É preciso ver se essas medidas alternativas envolvem recursos significativos ao museu.”
Por sua parte, o Ministério da Cultura informou que é favorável à decisão do museu.
“Ao buscar o modelo de endowment [fundo] para a construção de uma base financeira mais sólida, a instituição demonstra estar olhando para o futuro, alinhando-se com as tendências internacionais de excelência em gestão de museus”, diz o MinC em nota.
Para que a venda aconteça, o Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) precisa aprovar a decisão do MAM, já que a obra pode ser vendida a alguma instituição internacional ou colecionador estrangeiro.
Procurado pela reportagem, o órgão não respondeu até a conclusão desta edição.
LEILÃO
A obra em questão foi doada por Nelson Rockefeller, em 1954. Em nota, o MAM explica os motivos para a venda de um quadro de Pollock.
Entre eles, está o fato de o artista não ser brasileiro, a obra não estar entre os carros-chefes da instituição e se tratar de uma pintura requisitada por museus no exterior, tendo relevância, portanto, no mercado internacional.
Além disso, o museu acredita que a verba que seria arrecadada com o leilão pode ser utilizada para a manutenção a longo prazo do MAM.
Segundo a assessoria de imprensa do MAM, a manutenção do museu exige ao menos, R$ 6 milhões anuais. Em 2017, o museu arrecadou pouco mais de R$ 4 milhões.
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Artigo de Isabella Menon para o jornal "Folha de S. paulo" em 20/03/18.

Arte e resistência

O ano afro-atlântico no MASP vai contar com nove exposições, oito individuais e uma geral. "Imagens do Aleijadinho" e "Maria Auxiliadora – Vida Cotidiana, Pintura e Resistência", abertas no dia 10 de março, além da individual de Emanoel Araújo, que será inaugurada em abril, são as primeiras. Melvin Edwards, Rubem Valentim, Sonia Gomes, Pedro Figar e Lucia Laguna ganham mostras no segundo semestre. +

Como faz já há alguns anos, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), inicia neste mês mais um ano temático. Em sequência a Histórias da Loucura e Histórias Feministas (2015), Histórias da Infância (2016) e Histórias da Sexualidade (2017), o museu apresenta em 2018 uma série de mostras com narrativas afro-atlânticas.
A série é uma tentativa do museu de fugir da centralização europeia do acervo do Masp, explica o diretor artístico Adriano Pedrosa. “Redefinimos a missão do museu para ser mais diverso, inclusivo e plural”, diz ao Estado. “A coleção europeia é excepcional, mas temos proposto olhar para outras narrativas.”
Pedrosa, no Masp desde 2014, confessa que, há pouco tempo, quase não havia trabalhos de artistas negros no museu. “O processo para aumentar a coleção, porém, demora, ainda mais por não termos orçamento para aquisições, trabalhamos com doações.” Oportunidades surgiram, com fundos de terceiros, e o Masp agora tem Maria Auxiliadora e Heitor dos Prazeres.
A preocupação vai além da questão racial. Após receber as Guerrilla Girls no ano passado, o museu decidiu colocar em sua exposição permanente, Acervo em Transformação, uma obra criada e doada pelo grupo, feita para criticar a baixa quantidade de artistas femininas em exibição no Masp no período. “Sabemos dos números e deixamos a obra em display para chamar a atenção para esse desequilíbrio”, afirma Pedrosa.
O ano afro-atlântico vai contar com nove exposições, oito individuais e uma geral. Imagens do Aleijadinho e Maria Auxiliadora – Vida Cotidiana, Pintura e Resistência, abertas no dia 10 de março, além da individual de Emanoel Araújo, que será inaugurada em abril, são as primeiras. Melvin Edwards, Rubem Valentim, Sonia Gomes, Pedro Figar e Lucia Laguna ganham mostras no segundo semestre. Outra exposição, Basquiat afro-atlântico, foi cancelada, por conta da mostra sobre o artista no Centro Cultural Banco do Brasil, iniciada em janeiro. “Apesar de ter sido concebida em 2016 e contar com a confirmação de importantes empréstimos, acreditamos que duas exposições do mesmo artista no mesmo ano seria um desserviço a São Paulo e um maluso de recursos incentivados”, diz comunicado do museu.
Histórias Afro-Atlânticas, a exposição geral, entre junho e outubro, vai contar com diversos núcleos, como ocorreu em Histórias da Sexualidade, e percorrer diferentes períodos da história da arte – do século 16 aos dias atuais – para abordar as narrativas que ligam três continentes, a África, a Europa e as Américas. Em uma parceria, o Instituto Tomie Ohtake vai receber dois dos núcleos da exposição. “Somos ensinados que a arte brasileira está ligada a vanguardas europeias, mas nossas influências passam também pela África e por pares na América”, opina um dos curadores convidados para a mostra, Ayrson Heráclito. “É um desafio interessante pensar em rotas de influência artística diferentes.”
Em exposição. Com cerca de 50 obras, a mostra de Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, mais conhecido artista brasileiro do barroco e rococó, traz esculturas devocionais da época do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, além de obras complementares de outros nomes, como mapas e fotografias. Evita polêmicas, como a teoria de que ele nunca teria existido, e textos explicativos. “Não quisemos um texto por obra para não tirar a atenção”, esclarece o curador Rodrigo Moura.
As figuras religiosas, de vários lugares do País, estão expostas em estruturas de vidro. “Pensamos em algo que ecoasse os cavaletes de vidro da Lina (Bo Bardi), com todas as figuras apontadas para o mesmo lado”, explica. “São peças que vieram até mesmo de altares. Pensamos em deixar o deslocamento presente na maneira de expor.”
Para Rodrigo, a ligação de Aleijadinho com a temática afroatlântica vai além do sangue – o artista era filho de pai português com uma escrava. “Ele se destaca num contexto de artistas que trabalhavam em pequenas vilas, urbanizadas rapidamente, com uma população de maioria africana ou mestiça.”
Também mineira e descendente de escravizados, Maria Auxiliadora (1935-1974) ganha a primeira grande mostra em 37 anos – a última no próprio Masp. “Temos revisitado a história do museu. Encontramos o trabalho dela e nos chamou a atenção o ostracismo”, diz o curador Fernando Oliva. “Ela viveu num contexto em que a cultura afro-brasileira estava muito presente”, explica sobre a relação com o tema deste ano no Masp. “Ela tem um elo produtivo com festas de bairro na zona norte de São Paulo e com manifestações religiosas, como candomblé e umbanda.” As diferentes temáticas da pintora ganharam núcleos na mostra.
A exposição inclui ainda fotografias históricas e recortes de jornais da época, quando a artista era tratada como “primitiva”. “O museu tem revisto a nomenclatura, principalmente por muitas vezes vir carregada de preconceito. Adotamos o termo ‘autodidata’.” Oliva credita o “esquecimento” de Auxiliadora à falta de documentação sobre ela. Para mudar a situação, o Masp convidou 14 historiadores para colaborar no catálogo.
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Artigo de Pedro Rocha para o jornal "O Estado de S. Paulo" em 18/03/18.

Tribunal francês diz que Facebook estava errado ao censurar "A Origem do Mundo"

Após conflito de sete anos, um tribunal francês decidiu que o Facebook estava errado ao fechar a conta do educador Frédéric Durand das redes sociais sem aviso prévio, depois de publicar a pintura “A Origem do Mundo” (1866) de Gustave Courbet. O gigante das redes sociais não terá, no entanto, que pagar os US $ 25mil sugeridos pelos danos. +

Depois de um conflito de sete anos, um tribunal francês decidiu que o Facebook estava errado ao fechar a conta das redes sociais do educador Frédéric Durand sem aviso prévio, depois de publicar uma imagem da pintura de 1866 de Gustave Courbet, “A Origem do Mundo”.

Enquanto o tribunal concordou que o Facebook era culpado, o gigante das redes sociais não será obrigado a pagar a penalidade de US$ 25 mil sugerida pelo advogado de Durand para cobrir os danos de seu cliente.

O advogado de Durand, Stéphane Cottineau, disse à artnet News que o tribunal reconheceu que o Facebook cometeu um erro ao desconectar o cliente sem aviso prévio. Mas, como Durand conseguiu abrir outra conta, o tribunal decidiu que não havia danos. "Estamos refutando isso, estamos fazendo um apelo, e argumentaremos no tribunal de recurso que, na verdade, houve danos", disse ele.

Cottineau explicou que, quando a rede social eliminou a conta de Durand em 2011, perdeu toda a história do Facebook, que ele não usou para fins sociais, mas sim compartilhou seu amor pela arte, particularmente da arte de rua e do trabalho de pintores vivos contemporâneos. Ele ia às exposições, escrevia e tirava fotos, e as compartilhava com seus 800 seguidores, que ele só conseguiu recuperar nos últimos sete anos. "Então, há o dano de ter sido julgado como alguém que não era decente o suficiente para fazer parte de uma rede social, um pouco como um pornógrafo porque compartilhava imagens que tinham que ser censuradas pela rede social", acrescentou.

De acordo com Cottineau, o Facebook argumentou que a conta de Durand não foi censurada porque ele publicou The Origin of the World, mas por causa de uma questão contratual separada em torno de seu uso de um pseudônimo, que quebra os termos de uso da rede social. Cottineau refuta isso e diz que será abordado no apelo.

Quando contatado pela artnet News, o diretor de assuntos públicos da Facebook na França e na Europa, Delphine Reyre, disse em um comunicado: "Tomamos nota da decisão tomada hoje e desejamos lembrar a todos que "A Origem do Mundo" é uma pintura que tem uma lugar perfeitamente válido no Facebook ".

Conversando com a Artnet News, Durand disse que era uma pena que o Facebook não envolveu seu processo e lamentou que não houvesse uma oportunidade para resolver por que ele estava sendo censurado. Então, há a questão do conteúdo que ele compartilhou antes que sua conta fosse encerrada: "Tenho certeza de que o Facebook ainda possui meus textos e minhas fotos, e poderia muito bem restituí-los, mas, bem, aparentemente eles não querem, e estamos perguntando por que não? ", ele disse.
Durand diz que conhece muitos artistas cujo trabalho é censurado na rede social e referenciou a “Vênus” de Willendorf em Viena, que recentemente também caiu em flagrante à política de nudez do Facebook. "Mesmo com isso, o sistema não aproveitou a oportunidade para dizer ao Facebook ‘Você não pode censurar a arte’", disse ele.

Durand acrescentou que estava desapontado com o fato de o sistema de justiça ter deixado a oportunidade de defender a cultura francesa, o que ele disse que é particularmente livre tanto na nudez quanto na arte por suas raízes greco-romanas. Ele disse que havia muita gente na França - artistas, autoridades locais e amantes da arte - que estavam aguardando a decisão do tribunal porque viviam e trabalhavam em bairros onde "não é fácil" aceitar a liberdade da cultura francesa.

"Eu gostaria que continuássemos com essa liberdade da cultura francesa. Isso poderia surpreender”, disse o educador. "É essa liberdade que eu quero defender. Quero que meus alunos e meus filhos possam ver as mesmas obras de arte que pudemos ver. Agora, eles podem não representar um problema, mas podem apresentar um problema mais tarde. Estou aproveitando essa oportunidade para defender a Vênus de Willendorf, ou as fotos de Man Ray, ou uma pintura de Courbet ".
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Matéria de Naomi Rea, publicada no artnet News (artnet.com), em 15/03/18.

Manifestantes formam uma greve de morte no Louvre

Manifestantes do projeto 350.org eitaram no chão em frente a “The Raft of the Medusa”, uma icônica pintura do século 19 de Theodore Gericault, que mostra o naufrágio de uma fragata da marinha francesa. A ação é uma reivindicação contra o patrocínio da gigante do petróleo, a Total, para o museu de Paris. Matéria publicada originalmente no site da revista Dasartes, em 15/03/18. +

O Louvre evacuou brevemente um dos lugares mais movimentados do museu na segunda-feira (19/03), depois de ativistas ambientais vestidos de preto realizarem um protesto contra o patrocínio da gigante do petróleo, a Total, para o museu de Paris.

Cerca de uma dúzia de manifestantes se deitaram no chão em frente a “The Raft of the Medusa”, uma icônica pintura do século 19 de Theodore Gericault, que mostra o naufrágio de uma fragata da marinha francesa.

Os manifestantes entraram discretamente antes de deitarem-se diante da pintura cantando slogans contra a Total.

O Louvre confirmou que evacuou os visitantes do museu em cerca de 10 minutos após o protesto às 10h30 da manhã.

O grupo ativista 350.org, que combate o uso de combustíveis fósseis em favor das energias renováveis, afirmou que organizou a manifestação para “simbolizar as vítimas da indústria do petróleo”.

O mesmo grupo realizou um protesto semelhante no Louvre em março do ano passado, em frente a uma antiga estátua grega, a “Victory Alada” de Samotraça.

Cerca de 30 ativistas haviam colocado um longo trecho de tecido preto na base da estátua para simbolizar um rio de petróleo, exortando o Louvre a finalizar sua colaboração de duas décadas com o Total.

A Fundação Total, o braço filantrópico do gigante da energia, apoia uma série de causas da educação para as artes.

Ativistas realizaram protestos similares contra a gigante petrolífera BP em Londres pelo patrocínio da Galeria Tate, da Galeria Nacional de Retratos e do Museu Britânico.

Um grupo de ativistas liderados pela 350.org lançou a campanha “Free the Louvre”.

O grupo fundado nos Estados Unidos leva em seu nome o numero “350 partes por milhão”, o que diz ser a concentração segura de dióxido de carbono na atmosfera.
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Matéria publicada originalmente no site da revista Dasartes, em 15/03/18.

Foto viral de Stephen Hawking em manifestção anti-Vietnã é falsa

Uma foto de uma manifestação anti-Guerra do Vietnã, em 1968, em Londres, virou um viral nas redes por acreditar que um homem com muletas e óculos era Stephen Hawking. O ativista e jornalista britânico Tariq Ali, que também aparece na foto, foi o primeiro a apontar em sua página do Facebook que a imagem na verdade não mostra Hawking. A fotografia está no site da Galeria Nacional de Retratos em Londres, que confirmou não saber quem seria o homem, mesmo tendo em sua legenda “Stephen Hawking; Tariq Ali; Vanessa Redgrave.” O autor da imagem, Lewis Morley, morreu em 2013. Matéria publicada originalmente no site da revista Dasartes, em 15/03/18. +

Você viu esta foto de Stephen Hawking protestando contra a Guerra do Vietnã em 1968? É uma imagem poderosa, mas na verdade não é Hawking.

O site Gizmodo confirmou com a Galeria Nacional de Retratos em Londres que na verdade não sabe quem seria o homem com muletas e óculos.

“A Galeria Nacional de Retratos pede desculpas por uma fotografia tirada de uma manifestação anti-Guerra do Vietnã em Londres, em outubro de 1968, anteriormente identificada erroneamente como Stephen Hawking”, disse a Gizmodo um porta-voz da Galeria Nacional.

“O fotógrafo, Lewis Morley, indicou que Hawking estava na imagem, mas a Galeria desde então confirmou que isso estava incorreto”.

O ativista e jornalista britânico Tariq Ali, que também aparece na foto, foi o primeiro a apontar em sua página do Facebook que a imagem na verdade não mostra Hawking .

Então, como foi que as pessoas começaram a pensar que era o famoso cientista? A Galeria Nacional de Retratos vende impressões da foto em seu site. A imagem à venda lista claramente as pessoas na foto, clicadas por Lewis Morley, como “Stephen Hawking; Tariq Ali; Vanessa Redgrave.”

Mas se olharmos mais de perto essa foto, não é o mesmo homem. O homem sem nome na foto e Hawking podem ter óculos semelhantes com o físico, mas existem muitas maneiras de distingui-los. Como apenas uma diferença física, o homem na foto de protesto da Guerra do Vietnã anexou lóbulos das orelhas, enquanto Stephen Hawking havia separado as lóbulos das orelhas.

Para tornar as coisas ainda mais confusas, os meios de comunicação também marcaram a foto como Hawking, como o The Guardian fez nesta galeria de fotos a partir de 2013. O fotógrafo, Lewis Morley, morreu em 2013.
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Matéria publicada originalmente no site da revista Dasartes, em 15/03/18.

Véio traz demônios do sertão para SP

Véio – A Imaginação da Madeira faz um passeio por vários temas trabalhados por Cícero Alves dos Santos em seus 70 anos de vida. Dividida em três andares – e três temáticas principais, o assombro, a nação lascada e o Museu do Sertão – a mostra conta com cerca de 250 peças das mais de 17 mil que Véio produziu ao longo de sua vida. +

O sertão brasileiro tem os seus demônios. Pelas mãos e imaginação do artista sergipano Véio, alguns deles são trazidos para a Avenida Paulista, em São Paulo, em exposição que será aberta ao público nesta quartafeira, 14, às 20h, no Itaú Cultural, onde fica até 13 de maio.

Véio – A Imaginação da Madeira faz um passeio por vários temas trabalhados por Cícero Alves dos Santos em seus 70 anos de vida. Dividida em três andares – e três temáticas principais, o assombro, a nação lascada e o Museu do Sertão – a mostra conta com cerca de 250 peças das mais de 17 mil que Véio produziu ao longo de sua vida.

O artista sergipano recorda ter começado a brincar com formas aos 6 anos. Na época, construía a partir da sua imaginação, utilizando cera de abelha. Sua família, porém, não via essa atividade com bons olhos. “Achavam que estava brincando de boneca, e aquilo não era permitido”, diz Véio ao Estado. “Meus pais achavam que estava seguindo por um lado feminino.” Impedido pela família, Véio continuou por muito tempo brincando escondido com a cera. “Fazia as obras, mas quando via alguém chegando, desmanchava.”

O artista acredita que, por isso, desenvolveu um tipo de trauma, que serviu, porém, para estimular a construção de seu gigantesco acervo pessoal, que nunca foi movido, ele reforça, por motivos comerciais ou capitalistas. “Por muito tempo pensei que nunca teria a minha coleção.” A família, ainda hoje, ele relata, não aceita sua arte. “Admiram o meu nome, pelo degrau que alcancei. O destaque é o artista, mas não a arte.”

Véio ganhou o apelido ainda criança, por estar sempre na companhia de pessoas mais velhas, a quem dava atenção e ouvia suas histórias. Preocupado em conservá-las, criou em seu sítio, em Feira Nova (SE), o Museu do Sertão, que é lembrado em um dos andares da exposição, a única documental. Lá, as próprias obras se misturam com objetos adquiridos na região ao longo do tempo – peças comuns, mas que representam a história do homem sertanejo. “O sertão é praticamente esquecido, só é lembrado em períodos eleitorais”, analisa o artista. “O sertanejo deveria ter mais oportunidade, de crescer e de valorizar sua própria cultura.”

Não por acaso, outra seção da mostra tem o nome de “nação lascada”, um duplo sentido para falar da situação do sertão e também da matéria-prima, a madeira morta. “A primeira impressão é que algumas dessas obras são descritivas, mas não são”, explica Carlos Augusto Calil, que assina a curadoria com Agnaldo Farias. “Não é artesanato. As peças comentam, transcendem.” Algumas obras são minúsculas, em milímetros. Na mostra, quatro são feitas num palito de fósforo. “A arte não é pelo tamanho, é pela arte em si”, opina Véio. “A obra pequena faz você se aproximar dela, abrir os olhos.”

Ainda neste andar, estão presentes vários “cães”, como denomina o artista – estes sim demônios mais literais que metafóricos. “Um corredor de demônios e da morte, a forma como Véio lida com eles”, esclarece Calil. As obras se relacionam também com a do terceiro nicho, o “assombro”. “São peças que causam a sensação de estranhamento e fascínio, que falam alto”, descreve o curador.

Em suas obras de maior tamanho, Véio se aproveita das formas da natureza. “Vejo as curvas e os galhos tortos. A natureza já fez, cabe a você aperfeiçoar”, diz o artista. “Ele é um conservador no melhor sentido da palavra, ele retém. Possui um olhar extraordinário, vê a peça de madeira como a gente não vê”, explica Calil sobre o nome da exposição.

Os curadores buscaram peças não só da casa de Véio, como de colecionadores por todo o Brasil. “Eles emprestam com a maior alegria, têm orgulho”, conta Calil, que acompanha o trabalho de Véio já há alguns anos. “As pessoas já perceberam que Véio é um dos grandes. Ele ainda carece de reconhecimento, mas acho que essa exposição é de consagração.”
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Artigo de Pedro Rocha para o jornal "O Estado de S. Paulo" em 14/03/18

Caixa Cultural inaugura exposição da artista plástica Anna Bella Geiger

A partir desta quarta-feira (14/3), serão exibidos 12 gavetas com mapas e estudos cartográficos da artista carioca, além de um vídeo no qual ela explica seu processo de criação +

Anna Bella Geiger faz mapas desde 1975. Mas sua técnica, que consiste em despejar cera de abelha em suportes de metal acomodados em gavetas, foi desenvolvida somente em 1995.
“Foi como se eu tivesse passado 20 anos andando pelo deserto à procura de um contêiner ideal para segurar meus mundos”, diz a artista sobre o período que guardava os mapas sem transformá-los em obras de arte.
A partir desta quarta-feira (14), 12 gavetas com mapas e estudos cartográficos da artista carioca, além de um vídeo no qual ela explica seu processo de criação, serão exibidos na Caixa Cultural de SP.
Na mesma data da abertura, Geiger fará uma palestra no instituto, às 12h30, a fim de apresentar e explicar os propósitos de seu trabalho.
A artista atribuiu à série desenvolvida na década de 1990 o nome “Fronteiriços”.
Ela lembra da advertência que recebeu de uma amiga ao comentar-lhe sua intenção de intitulá-los assim: “Ela disse para eu pensar em outro nome, pois este remetia ao borderline [doença relacionada a um tipo de transtorno de personalidade]”.
A observação fez a artista gostar ainda mais do apelido, já que seus mapas são cerceados por moldes de países e pelas paredes das gavetas, e borderline, em tradução literal para o português, significa justamente limite.
A artista começou a trabalhar com mapas na mesma época em que seu marido, Pedro Geiger, atuava como geógrafo do IBGE em projetos de estados brasileiros.
Ela, porém, refuta a ideia de que tenha sido exclusivamente influenciada pela atuação do marido.
“Até os anos 1960, eu trabalhava com formas de corpos viscerais e não era casada com um médico”, diz Geiger, que relembra ter se fascinado com mapas ainda nos anos 1950, quando viu sua irmã desenhando cartografias.
Prestes a completar 85 anos, Geiger tem obras expostas em museus do Rio de Janeiro e de Buenos Aires. Ainda neste mês, suas obras serão exibidas em mostras em Bruxelas e em Nova York.
MAPA-MÚNDI
Para a artista, seus mapas retratam ideologias —como quando usa molas para traduzir tensões entre os países.
Fascinada por retratar a América Latina, ela afirma que sua obra foi influenciada pela ditadura militar, vigente no início de sua carreira.
Suas representações trazem topografias que permitem a problematização de costumes, culturas e políticas sociais delimitadas pelas fronteiras.
Anna Bella Geiger: Gavetas de Memórias
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Artigo de Isabella Menon para o jornal "Folha de S. Paulo" em 14/03/18
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ONDE Caixa Cultural São Paulo, pça. da Sé, 111, tel. (11) 3321-4400
QUANDO a partir desta quarta (14) até 13/5; ter. a dom. das 9h às 19h
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Arte contemporânea ganha galeria online

O Google lançou no seu novo aplicativo Google Arts and Culture, criada em 2011, uma coleção de arte contemporânea totalmente digitalizada, disponível para internautas de todo o mundo, e que reúne obras de 51 museus de 25 países. Entre os brasileiros está o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e o Museu Arte Moderna de São Paulo, bem como as quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil. Matéria de Leonardo Sanchez publicada no jornal "Folha de São Paulo", em 07/03/18. +

O Google lança nesta quarta (7) uma coleção de arte contemporânea totalmente digitalizada, disponível para internautas de todo o mundo, e que reúne obras de 51 museus de 25 países.

A página está disponível no Google Arts and Culture, plataforma de arte e cultura criada em 2011. Nela, é possível ter acesso a cerca de 6 milhões de fotos e vídeos de quadros, esculturas, instalações e documentos históricos de forma gratuita.

É a primeira vez que o Google lança uma página dedicada exclusivamente à arte contemporânea dentro do serviço. O objetivo, segundo Alessandro Germano, diretor de parcerias estratégicas da empresa, é tornar esse tipo de arte mais acessível.

"Nós estamos sempre abertos a todas as formas artísticas", diz. "O Google disponibiliza a plataforma, e os centros culturais, a curadoria."

Câmeras e outros equipamentos necessários para a digitalização dos acervos são oferecidos pela gigante de tecnologia, embora os museus tenham autonomia para decidir o conteúdo que querem disponibilizar no Arts and Culture.

Na coleção de arte contemporânea, os internautas têm à disposição recursos como imagens, vídeos, vídeos em 360°, artigos e experiências em realidade virtual e no Street View —função em que se "caminha" pelos corredores dos museus.

Muitas das obras foram captadas por meio da Art Camera, uma câmera fotográfica desenvolvida pelo Google que é capaz de registrar até os mínimos detalhes de uma tela —de pinceladas a rachaduras.

Mas Germano deixa claro que a experiência não substitui a visita aos acervos: a plataforma serve, na verdade, como um atrativo.

"O grande benefício é o de chamar pessoas para os museus", define Germano.

Ele cita a possibilidade de observar as obras com mais calma e de forma mais aprofundada como alguns dos benefícios do Arts and Culture.

ACESSIBILIDADE

A educação, porém, é o objetivo central da ferramenta.

De acordo com Germano, a ideia por trás da plataforma é justamente descentralizar o acesso à cultura, permitindo que as pessoas conheçam obras e documentos históricos de diversas partes do mundo mesmo estando a quilômetros de distância dos grandes centros culturais.

"A arte está tão em evidência hoje em dia e, ao mesmo tempo é tão combatida e centralizada, que essa plataforma acaba se mostrando útil".

Ele diz ainda acreditar que a nova coleção serve como instrumento de desmistificação para a arte.

"As pessoas têm aquela ideia errada de 'isso [ir a museus de arte contemporânea] não é para mim'", explica.

Conhecer as coleções pela internet, segundo ele, incentiva as pessoas a visitá-las, pois mostra que o ambiente dos museus não é hostil.

BRASIL

Dos 51 parceiros que disponibilizaram seus acervos na coleção de arte contemporânea, 15 são brasileiros.

O Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e o de Museu Arte Moderna de São Paulo estão entre eles, bem como as quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil.

Entre as mostras disponibilizadas pelo CCBB São Paulo está a instalação "Nemo Observatorium", do belga Lawrence Malstaf, que esteve em cartaz na edição de 2017 do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica.

Um vídeo em 360º dá ao internauta a chance de se sentir dentro da obra, reproduzindo a experiência de quem viu a instalação ao vivo.

Na obra de Malstaf, partículas de isopor flutuavam em volta do visitante, que ficava sentado no centro de um grande cilindro de vidro.

O grande destaque da nova coleção, porém, é o Instituto Tomie Ohtake, que selecionou 50 quadros da artista plástica para serem digitalizados pela primeira vez.

Como o centro cultural não tem acervo fixo, as obras vieram de coleções privadas e da própria família da artista. Algumas delas nunca foram exibidas ao público.

"São obras que as pessoas não poderão ver de outra forma. A ideia é que se tenha acesso a elas através dessa plataforma do Google", diz Ivan Lourenço, diretor de negócios do instituto.

Duas exposições temporárias do Tomie Ohtake também foram digitalizadas e ganharam sobrevida: "Os Muitos e Um" e "Osso".

Elas podem ser vistas no link artsandculture.google.com/project/contemporary-art.
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Matéria de Leonardo Sanchez publicada no jornal "Folha de São Paulo", em 07/03/18.

Escultor Kazuhiro Tsuji ganhou o melhor Oscar de melhor maquiagem

O artista e maquiador recebeu o 90º prêmio do Academy Awards para transformar Gary Oldman em Winston Churchill. Tsuji já havia deixado Hollywood para se concentrar em sua escultura, mas o ator britânico disse que não havia mais ninguém em quem confiar este trabalho senão ele. Matéria de Sarah Cascone, publicada originalmente no site do ArtNet (artnet.com), em 05/03/18. +

Na noite passada do Academy Awards, o Oscar de melhor maquiagem e beleza foi para o escultor Kazuhiro Tsuji por seu trabalho em “The Darkest Hour”. É uma honra que muito facilmente poderia ter escapado dele: em 2011, Tsuji abandonou a indústria cinematográfica, voltando-se para a arte e dedicando-se a fazer esculturas hiperrealistas gigantes, de artistas famosos e outras figuras notáveis. Até Gary Oldman o chamou.

Oldman estava em negociação para atuar no papel de Winston Churchill em “The Darkest Hour”, mas ele sabia que suas próprias habilidades de atuação eram apenas parte da batalha. (Os prêmios da noite passada também viram Oldman levar para casa o prêmio de melhor ator.) Ele já havia se aproximado de Tsuji enquanto eles estavam trabalhando no remake de Tim Burton de “The Planet of the Apes”, em 2001, e não havia mais ninguém para o qual o ator britânico confiava em fazer o trabalho.

Tsuji - cujo currículo inclui “Norbit” (2011), “Men in Black” (1997) e “The Curious Case de Benjamin Button” (2008) - tinha sido queimado no passado, com uma experiência supostamente traumatizante no set com o temperamental Jim Carrey em “How the Grinch Stole Christmas” (2000). O estresse desse experimento o enviou à terapia e Tsuji mais tarde abandonou a indústria para se tornar um escultor em tempo integral.


"Meu objetivo é esculpir retratos que vão além de capturar semelhança. Eu crio essas cabeças de dentro para fora, trazendo à vida a aparência de pensamento e emoção interior a cada camada de silicone", escreveu Tsuji em uma declaração de artista sobre seu trabalho. "A quietude e os detalhes permitem um exame minucioso de cada poro com um nível de escrutínio nem permitido aos amantes. As esculturas permitem um momento compartilhado incrivelmente próximo com a pessoa”.

Transformar Oldman em Churchill foi um desafio que levou seis meses de testes de maquiagem e mais de três horas na cadeira todo dia. "Eles não se parecem um ao outro", disse Tsuji à New York Magazine. "As proporções do rosto, a colocação dos olhos e nariz e boca, se eles são parecidos um do outro, é fácil fazê-lo parecer Churchill. Mas é quase totalmente oposto. Os olhos de Churchill são arregalados e mais distantes, os olhos de Gary são profundos e juntos”.

Tsuji atingiu um equilíbrio delicado, criando próteses para as bochechas de Oldman, a garganta, o pescoço, o nariz e o queixo, mas deixando os olhos, a cabeça e a boca do ator livres para permitir que suas expressões brilhassem. O cabelo fino de Churchill era uma peruca frágil, feita parcialmente com os caros cabelos de bebê, que tinham que ser substituídos a cada dez dias, e seu tom de pele cor-de-rosa manchada foi replicado com maquiagem.

Voltando a Hollywood, Tsuji estabeleceu novos limites para si mesmo. "Eu percebi que há uma maneira de trabalhar em um trabalho de cinema sem me estressar", disse ele. "Enquanto eu fizer o teste de maquiagem e design e tudo funciona corretamente, não preciso estar no set." Talvez, com isso em mente, ele possa dividir seu tempo entre os mundos da arte e do cinema, abraçando ambas as carreiras.
Outros indicados no mundo da arte não tão foram justos como Tsuji, que compartilharam seu prêmio com David Malinowski e Lucy Sibbick. “Loving Vincent”, o primeiro filme pintado a óleo do mundo, perdeu para o desenho da Pixar “Coco”. Enquanto isso, o “Ícaro” de Bryan Fogel, documentário sobre doping no atletismo russo, superou a dupla de diretores JR e Agnes Varda, em “Faces Places” (Visages Villages) na melhor categoria documental.

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Matéria de Sarah Cascone, publicada originalmente no site do ArtNet (artnet.com), em 05/03/18.

Facebook censura Vênus de Willendorf de 30 mil anos como pornográfica

A estátua nua da Idade da Pedra, que representa uma mulher voluptuosa com lábios proeminentes, foi descoberta na Áustria em 1908. Apesar de quatro tentativas de apelo pela decisão, a obra é a mais recente obra de arte para ser considerada inadequada na rede social. Matéria de Aimee Dawson publicada no site do The Art News Paper (www.theartnewspaper.com/news). +

Casos de censura de arte no Facebook continuam a surgir. O último trabalho considerado "pornográfico" é a estátua nua de 30 mil anos conhecida como a Vênus de Willendorf, parte da coleção do Museu Naturhistorisches (NHM) em Viena. Uma imagem do trabalho publicado no Facebook por Laura Ghianda, um auto denomina "artivista", foi removido como conteúdo inapropriado, apesar de quatro tentativas de apelo pela a decisão.

A estátua da Idade da Pedra, que representa uma mulher voluptuosa com lábios proeminentes, foi descoberta na Áustria em 1908 e é famosa por sua escultura detalhada e realismo. O post de Ghianda foi denunciado à censura do Facebook em dezembro do ano passado e compartilhado mais de 7.000 vezes.

Um caso sobre a censura da arte no Facebook foi ouvido em um tribunal de Paris no início deste mês. Frédéric Durand-Baïssas, professor de francês, tenta processar o gigante das redes sociais, desde 2011, que fechou sua conta depois de publicar uma fotografia da pintura de Gustave Courbet, “L'Origine du monde” (1866), que traz uma representação realista de os órgãos genitais de uma mulher. Apesar do Facebook mudar sua política de nudez para permitir "fotografias de pinturas, esculturas e outras obras que retratam figuras nuas", ainda persiste as instâncias de censura artística.

O NHM reagiu ao post do Facebook de Ghianda em janeiro, pedindo que o Facebook permitisse que a Vênus permaneça nua. "Nunca houve uma queixa dos visitantes quanto à nudez da figurinha", diz Christian Koeberl, diretor-geral da NHM. "Não há motivo para [...] cobrir a Vênus de Willendorf e esconder sua nudez, nem no museu, nem nas mídias sociais".
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Matéria de Aimee Dawson publicada no site do The Art News Paper (www.theartnewspaper.com/news).

Arqueólogos descobrem as mais antigas pinturas rupestres, feitas por neandertais

Ao contrário do que se acreditava anteriormente, um estudo sobre as capacidades mentais entre os primeiros humanos e os neandertais podem ter sido "indistinguíveis". Isso contradiz uma teoria recentemente publicada que trata fala sobre a vantagem que teríamos em arte sobre os neandertais. Eles foram creditados a não ter inteligência necessária para fazer arte, mas eram, de fato, a primeira espécie humana a criar a Arte. Confira mais em Notícias no site do Mapa. +

Um novo estudo de pinturas rupestres na Espanha identificou as mais antigas obras de arte do mundo. De acordo com essas novas descobertas, os neandertais, que por muito tem foram creditados a não ter inteligência necessária para fazer arte, mas eram, de fato, a primeira espécie humana a criar a Arte.

As paredes das cavernas La Pasiega, Maltravieso e Ardales apresentam um estêncil manual rudimentar e um desenho de uma escada, bem como outras marcas. As obras de arte pré-históricas têm sido atribuídas aos humanos, mas esse novo relatório prova que as pinturas são muito mais antigas do que se pensava anteriormente. (Uma escultura Neanderthal, já conhecida anteriormente, parecida com uma hashtag, foi descoberta em Gibraltar em 2014.)

Em vez de usar o datado carbono, os novos estudos, que foram publicados nesta semana nas revistas Science and Science Advances, usaram radioisótopos de urânio e tório. As formações de rocha e carbonato de cálcio no topo das marcas ocre indicam que a obra de arte tem impressionante 65 mil anos de idade – uns bons 15 mil anos antes dos stêncils manuais indonésios, que pensavam serem as mais antigas obras de arte do mundo.

"As únicas espécies que estavam por aí eram Neandertais", disse Alistair Pike, arqueólogo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, e membro da equipe de pesquisa. "Então, portanto, as pinturas devem ter sido feitas por eles".

Os primeiros humanos não chegaram à Espanha por cerca de 20 mil anos para que pudessem ser responsáveis pelas pinturas. O stêncil manual, em particular, teria que ter sido feito intencionalmente, com o artista fazendo o pigmento e pulverizando-o sobre sua mão. As cavernas também contêm muitas conchas pintadas escondidas que são ainda possuem impressionantes 115 mil anos de idade. Algumas apresentaram perfurações, sugerindo que eram usadas como jóias.

Saber que os neandertais fizeram arte muda totalmente a visão que se tinha sobre o parente mais íntimo de Homo sapiens. Durante muito tempo acreditavam ter sido uma espécie mais primitiva e menos inteligente do que os humanos modernos, mas os neandertais podem ter sido nossos antepassados mais diretos do que se imaginava.

Como nós, de forma independente eles começaram a fazer arte - o que sugere também que eles podiam ter mesmo uma linguagem falada. Em suas descobertas, a equipe de pesquisa observou agora que "os neandertais e os primeiros humanos modernos eram cognitivamente indistinguíveis". Isso contradiz uma teoria recentemente publicada que nossa capacidade de arte nos deu uma vantagem sobre os neandertais, que foram extintos há cerca de 40 mil anos, logo após o Homo sapiens chegar na Europa.

"Eu acho que devemos aceitá-los como parte de nós", disse Pike. "Eles são parte de nossa linhagem, eles são humanos, eles são apenas uma população humana diferente".

As descobertas são atraentes, mas nem todos confiam na nova tecnologia. "Infelizmente, não estou totalmente convencido", disse a arqueóloga humana, Joseba Ríos Garaizar, do Centro Nacional de Pesquisa sobre Evolução Humana da Espanha, à BuzzFeed News.

Wil Roebroeks, um especialista em Neanderthal na Leiden University na Holanda, não estava envolvido no projeto, mas, no entanto, disse ao Washington Post que a descoberta "constitui um grande avanço no campo dos estudos de evolução humana".

"O que temos aqui", disse Pike à Reuters, "é uma arma fumegante que realmente derruba a noção de que os neandertais eram homens das cavernas arrastando as armas".
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Matéria de Sarah Cascone publicada originalmente no site artNet News (www.artnete.com), em 23/02/18.

O que seres humanos tiveram vantagem sobre os neandertais? Era a arte

Uma pesquisa recentemente divulgada liga os desenhos nas cavernas com desenvolvimento de habilidades de caça. Ou seja, a arte faz você mais inteligente. Matéria de Henri Neuendorf para o artnet (artnet.com), em 14/02/18. +

Um novo estudo sugere que os seres humanos pré-históricos evoluíram para se tornarem as espécies dominantes do mundo, em parte, porque criaram a arte. As habilidades evoluídas de coordenação e visualização entre as mãos e os olhos que criavam os desenhos pré-históricos ajudaram à maestria em habilidades essenciais de caça do Homo sapiens, segundo o estudo, dando aos humanos uma vantagem sobre seus primos sem arte, os neandertais.

O artigo foi escrito pelo psicólogo Richard Cross da University of California-Davis, um especialista em arte e evolução humana, e um ex-instrutor de desenho. Foi publicado no periódico Estudos Evolutivos na Imaginativa Cultura.

No documento, Cross sustenta que há "uma relação causal entre a habilidade desenvolvida anatomicamente do humano moderno para usar lanças com precisão, enquanto caça, e sua capacidade de desenhar imagens representacionais".

O pesquisador argumenta que, embora os neandertais usassem lanças para caçar presas domésticas na Eurasia, o Homo sapiens era um caçador de lanças muito mais perigoso e uma presa alerta na África. Como resultado, ele supõe que o Homo sapiens desenvolveu um córtex parietal maior - a região do cérebro que controla imagens visuais e coordenação motora.

"Os neandertais podiam mentalmente visualizar previamente os animais dos seus trabalhos de memória, mas eles não conseguiram traduzir essas imagens mentais efetivamente na coordenação de movimentos das mãos necessários para o desenho", escreve Cross.

Por outro lado, o Homo sapiens estavam realmente afiando suas habilidades de caça criando os desenhos nas cavernas, ele diz: "Uma vez que o ato de desenhar aumenta as habilidades observacionais, talvez esses desenhos sejam úteis para conceituar caças, avaliar a atenção do jogo, selecionar áreas corporais vulneráveis como alvos , e promover a coesão do grupo através de cerimônias espirituais".

Para pesquisar sua hipótese, Cross estudou desenhos de 30 mil anos na Caverna Chauvet-Pont-d'Arc no sul da França e concluiu que os movimentos nas garras são semelhantes ao arco que uma lança jogada poderia levar. Em outras palavras, os humanos pré-históricos não estavam apenas curiosos em paredes de cavernas; eles estavam elaborando planos, estratégias e representações que mostravam uma consciência aguda de seu jogo.

O nexo entre as técnicas de caça e a proeza de desenho pode não ser intuitivo, mas se o estudo estiver correto, o vínculo entre as habilidades poderia ser um dos motivos pelos quais o Homo sapiens prosperou enquanto os neandertais morriam.
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Matéria de Henri Neuendorf para o artnet (artnet.com), em 14/02/18.

Mural do pioneiro do Pop Art Eduardo Paolozzi é descoberto em Berlim

Uma demolição de um banco ao lado do prédio revelou o trabalho escondido na antiga Berlim Ocidental, mas a pintura permanecerá em exibição? Matéria de Kate Brown publicada originalmente no site artnet (www.artnet.com), em 23/02/18. +

Um mural vibrante do pioneiro do pop art britânico, Eduardo Paolozzi, foi revelado recentemente após uma demolição de um edifício em Berlim.

Paolozzi (1924-2005) completou o mural, o maior trabalho público do artista, em 1976, ao lado de um prédio próximo à Estação Zoo, no que era então o centro de Berlim Ocidental. Mas ficou escondido quando um grande banco foi construído no local na década de 1980.

Durante anos, o mural "perdido" só podia ser visto em certas janelas dentro do edifício do banco, que agora foi demolido. A composição em preto e branco de Paolozzi, que mede mais de 3m², foi revelada novamente. No entanto, seu futuro é incerto, já que existem planos para um novo edifício em andamento.

Uma grande pesquisa sobre o trabalho do artista, a mostra "Lots of Pictures - Lots of Fun", está em exibição na Galeria Berlinische em Berlim até 28 de maio. É a primeira exposição monográfica dedicada a Paolozzi na Alemanha em mais de 30 anos, e que foca em sua produção entre as décadas de 1940 e 1970, incluindo esse período decisivo que passou em Berlim em 1974, tempo em que este mural foi criado.

O escultor e gravador escocês é mais conhecido por suas obras vibrantes e futuristas e é amplamente considerado como um dos fundadores do movimento britânico de pop art. Ele lecionou em várias faculdades em Hamburgo, Colônia e Munique, bem como o Royal College of Art em Londres.
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Matéria de Kate Brown publicada originalmente no site artnet (www.artnet.com), em 23/02/18.

Arte africana floresce na primeira edição da 1-54 em Marrakech

A edição em Marrakech da 1-54 Feira de Arte Africana Contemporânea teve fortes vendas, com exceção de algumas estrelas em ascensão, mas ainda abaixo do que outros mercados. E muitos se perguntam o que a cena de arte africana ainda precisa para florescer o mercado completamente. Matéria de Naomi Rea publicada no site do artNet (artnet.com), em 26/02/18. +

A 1-54 Feira de Arte Africana Contemporânea fez sua estreia na África em Marrakesh, Marrocos, no Grand Salon da badalada La Mamounia, um dos hotéis favoritos de Winston Churchill. Realizada no último fim de semana, a 1-54 acolheu 4 mil visitantes para ver obras de arte de 17 galerias internacionais, que exibiram mais de 60 artistas contemporâneos de toda a África e sua diáspora. As vendas foram fortes, mas, com exceção de algumas estrelas em ascensão, os preços geralmente variaram de US $ 1.000 a US $ 20.000, ainda abaixo do que outros mercados, dos quais muitos se perguntam o que a cena de arte africana ainda precisa para florescer o mercado completamente.

A feira estava lotada de colecionadores internacionais, enquanto grandes diretores e curadores de museus também viajaram à Marrakech. O diretor do Museu de Arte Moderna de Nova York, Glenn Lowry e Zoe Whitley, da Tate, que co-organizou a mostra "Alma de uma Nação" com Mark Godfrey, foram vistos percorrendo os estandes da feira, além da aparição também dos diretores e curadores de The Smithsonian, Zeitz MOCAA e Centre Pompidou.

Nos últimos dez anos, tem crescido o interesse pelo mercado de arte africana contemporânea. Muitas galerias consolidadas representam agora artistas africanos, e iniciativas como 1-54, lançada em Londres em 2013 e se ampliou para Nova York até 2015, estão atraindo muitos colecionadores internacionais.

Marrakech é tradicionalmente um elo entre África, Europa e Oriente Médio. Como o francês é a segunda língua do marroquino, a localização atrai inúmeros expositores e colecionadores francófonos que não são presenças garantidas nas edições da feira de Nova York na primavera e em Londres no outono.

"Eu acho que há uma alta correlação entre a economia de um país e a forma como a cena artística está se desenvolvendo", disse o diretor da feira, Touria El Glaoui, quando foi perguntado sobre as diferentes cenas em todo o continente. "Estamos lidando com todo o continente, não só um país, e eles estão todos em níveis diferentes de desenvolvimento".

De acordo com El Glaoui, que também é filha do pintor marroquino Hassan El Glaoui, o norte da África desenvolveu uma forte cena artística nos últimos 20 anos, com casas de leilões surgindo em torno de Marrocos e dezenas de galerias em grandes cidades, e muitos artistas estão fazendo feiras internacionais de arte agora, e os marroquinos estão cobrando valores mais altos por sua arte.
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Matéria de Naomi Rea publicada no site do artNet (artnet.com), em 26/02/18.

Escultura de Sérvulo Esmeraldo é levada pelo mar em Fortaleza

A obra "La Femme Bateau" movia-se na Ponte dos Ingleses, em Fortaleza, e a viúva do artista Dodora Guimarães lamenta: "Em que banco de areia estará nossa sereia?” Matéria publicada originalmente no jornal “O Povo”, em 03/03/18. +

La Femme Bateau" movia-se na Ponte dos Ingleses, orientada pela direção dos ventos. Escultura foi arrancada pela força das ondas durante a ressaca.

A viúva do artista plástico Sérvulo Esmeraldo, Dodora Guimarães comentou neste sábado, 3, sobre a escultura de Sérvulo Esmeraldo carregada pelas ondas durante a ressaca que atingiu a orla de Fortaleza. Dodora Guimarães publicou a matéria do O POVO Online em seu perfil no Instagram e comentou: "Em que banco de areia estará nossa sereia?"

A instalação ficava na ponta da Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema. Foi construída em 1994, a partir de fibras. Em formato de barco, ela se movimentava conforme a direção dos ventos.

Oito mergulhadores do Corpo de Bombeiros iniciam às 8h30min da segunda-feira, 5, as buscas pela obra. A escultura foi levada da Ponte dos Ingleses pelas ondas na última sexta-feira, 2. A responsabilidade da operação é do tenente coronel Holdayne. A ação é feita em conjunto com a Prefeitura de Fortaleza.

“O horário foi escolhido porque o mar vai estar secando”, afirma Heraldo Pacheco, comandante-geral dos Bombeiros. Segundo ele, ainda não é possível ver a escultura devido a altura do mar, que continua alta. “ De um jeito ou de outro, vamos tirar”, garante o comandante. A obra tem dimensão de 5 metros por 1,5m.

Além do corpo de bombeiros, trabalhadores da Prefeitura ajudarão nas buscas. O comandante classifica a operação como “delicada”. “Encontrar vai ser fácil, mas é preciso saber em qual posição a escultura vai estar”, adianta. Segundo Heraldo não se sabe se a escultura vai ser retirada pela praia ou se será levada pela ponte dos ingleses. “Só vai ser decidido na hora, depende da situação do mar”, diz. Se encontrada, a Prefeitura levará a escultura para o reparo. Depois, a obra retorna para Ponte dos Ingleses.
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Matéria publicada originalmente no jornal “O Povo”, em 03/03/18

Met Museum oferece cães guia aos visitantes para comemorar o ano do Cão Chinês

O The Metropolitan Museum of Art de Nova York comemora o Ano Novo Chinês com mostra especial voltada ao melhora amigo do homem, com passeios especiais com cães-guias. Matéria de Sarah Cascone para o artNews, em 23/02/18. +

Os museus de arte não são tipicamente o melhor lugar para sair com nossos amigos peludos, mas isso mudará esse fim de semana, quando The Metropolitan Museum of Art de Nova York recebe alguns convidados especiais em comemoração ao Ano Novo Lunar: cães-guia.

Para marcar o início do Ano Novo Chinês, que começou em 16 de fevereiro, “A Fundação de Cães-Guia, Veterinários de Cachorros da América e Orientando Olhos para Cegos trará cães e filhotes em treinamento", diz Rebecca McGinnis, educadora gerencial de acessibilidade do museu. "Eles ajudarão as pessoas a entender o trabalho importante que eles realizam para pessoas com deficiências visuais".

Esta não é, no entanto, a sua chance de trazer seu próprio cão para a instituição. Conforme o Americans with Disabilities Act, os cães-guia são sempre bem-vindos no Met, mas, caso contrário, você deve deixar seus animais de estimação em casa.

O Festival de Ano Novo Lunar do Met, que acontecerá sábado, das 11h às 5h da manhã, foi parcialmente inspirado na programação do 25º aniversário da ADA, no museu em 2015. "Nós realizamos passeios especiais para cães-guia e seus donos entre mostras de obras de arte da coleção Met", disse McGinnis. "Há tantos cães representados em muitas culturas, e então é um ótimo tema que nos leva por todas as partes do museu através dos séculos”.
Ao entrar no Ano do Cão, ela acrescenta, o Met saltou na chance de mais uma vez "destacar e mostrar o que os cães fazem por nós ... Foi uma ótima oportunidade para honrar as diferentes maneiras pelas quais os cães foram representados e imortalizados na arte. "

Uma exposição especial, "Comemorando o Ano do Cão", em cartaz entre 19 de janeiro e 4 de julho, pretende mostrar a importância dos cães na vida chinesa diária ao longo dos séculos. De serem enterrados com seus donos durante a dinastia Shang (cerca de 1500-1046 aC) para suas muitas representações em pinturas, cerâmica, metalurgia e outros meios de comunicação nos últimos dois milênios. O cão há muito tempo tem um lugar importante na sociedade chinesa - acrescenta uma prova de que todos amam o melhor amigo do homem.

A programação do Ano Novo Lunar incluirá um desfile, apresentações musicais e um show de marionetes, bem como atividades de arte, uma demonstração de macarrão manual e narração de histórias. Com base no tema canino, também haverá um "o que o seu nariz sabe" do passeio do museu. "Você segue seu nariz no museu", disse McGinness.

É fácil ver a sabedoria ao prestar especial atenção ao feriado, amplamente celebrado na Ásia, já que o Met viu um aumento nos visitantes da China nos últimos anos. No ano fiscal de 2017, 37% do visitante era internacional. Os visitantes chineses representaram 15% desse total, um aumento de dois por cento em relação ao ano anterior. Em linha, o aumento ano-a-ano foi ainda maior, com 18% mais sessões da China no site do museu durante 2017.
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Matéria de Sarah Cascone para o artNews, em 23/02/18.

Espaço do Estado do RJ ganhará nome da mãe de ex-secretário

No apertado orçamento da Secretaria Estadual de Cultura do RJ para 2018, um investimento chama a atenção: R$ 327.800 para a implantação de uma galeria de arte. A criação de um novo equipamento cultural, no momento em que os já existentes têm cada vez menos recursos para ser mantidos, sobressai ainda mais por causa do nome que ganhou: Dalva Lazaroni. Dalva, que morreu em julho passado, era historiadora e colecionadora de arte sacra. Era também mãe do ex-responsável pela pasta André Lazaroni, que ficou à frente da secretaria de fevereiro a novembro de 2017. Artigo de Paula Autran para o jornal "O Globo". +

No apertado orçamento da Secretaria Estadual de Cultura do RJ para 2018, um investimento chama a atenção: R$ 327.800 para a implantação de uma galeria de arte. A criação de um novo equipamento cultural, no momento em que os já existentes têm cada vez menos recursos para ser mantidos, sobressai ainda mais por causa do nome que ganhou: Dalva Lazaroni.
Dalva, que morreu em julho passado, era historiadora e colecionadora de arte sacra. Era também mãe do ex-responsável pela pasta André Lazaroni, que ficou à frente da secretaria de fevereiro a novembro de 2017. Em seu lugar, assumiu o coronel dos Bombeiros Leandro Sampaio Monteiro, seu subsecretário de Planejamento e Gestão. O atual secretário afirma, no entanto, que, do total previsto, pretende investir R$ 300 mil na galeria.
A ideia do governo do estado é montar a galeria no térreo do Convento de Nossa Senhora do Carmo, um prédio tombado em âmbito federal e estadual que marca a história do Rio desde o século XVII, quando foi erguido, em frente ao Paço Imperial. Fechado desde 2009, o edifício será reformado com recursos da Procuradoria Geral do Estado (PGE) — que vai ocupar uma parte do imóvel —, sem onerar o orçamento, segundo o procurador Nicola Tutungi Júnior, secretário geral de Gestão e Planejamento Institucional da PGE-RJ.

“IDEIA FOI MINHA”, DIZ DIRETOR DO INEPAC

Segundo o procurador, a empresa gerenciadora ainda está finalizando o orçamento da obra, cujo projeto inicial já foi aprovado tanto pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) quanto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Acreditamos que até meados de 2018 tenhamos a obra licitada, e seu início está previsto para o segundo semestre”, disse ele, em nota. O projeto executivo da obra deve receber o ok do Inepac já na semana que vem, pois a intenção do instituto é inaugurar a galeria até o fim do ano, antes da conclusão da reforma completa do prédio.
— A previsão orçamentária é para acervo, instalação e a montagem da galeria — diz Marcus Monteiro, diretor-geral do Inepac, que se apressa em explicar: — Não tem nada de nepotismo. A ideia foi minha.
Dalva e Marcus fizeram muitos trabalhos juntos. Entre eles, a exposição “Devoção e Esquecimento — Presença do Barroco na Baixada Fluminense”, na Casa França-Brasil, em 2001, quando ela presidia a instituição, e ele, que foi o curador, era Superintendente da Baixada da então secretária de Cultura Helena Severo.
Historiador e especialista em arte sacra fluminense, Marcus conta que sua ideia inicial era transformar o Convento do Carmo num museu de arte sacra. Tudo começou em meados de 2004, quando ele dirigiu o Inepac pela primeira vez e descobriu que o convento, que é do governo do estado, estava cedido para a Universidade Cândido Mendes em troca do aluguel de algumas salas. Entrou na Justiça e conseguiu desocupar o local.
— Minha proposta era ter como base principal o acervo do museu de arte sacra da Arquidiocese, que fica no subsolo da Catedral, escondido — relembra Marcus, que foi exonerado em 2009, mesmo ano em que o prédio retornou às mãos do estado. — Voltei para o Inepac em março do ano passado e fui procurar a Arquidiocese, mas eles não se interessaram pela proposta. Seu plano B foi, então, a galeria. — Claro que o museu não teria o nome dela. Mas uma galeria de arte, não vejo problema.
A galeria vai ficar localizada à direita de quem entra no prédio principal do convento, com frente para a Rua Primeiro de Março. Os outros dois andares serão ocupados pela equipe do Inepac. Já a PGE ficará com todo o bloco voltado para a Rua Sete de Setembro.
Hoje deputado pelo PMDB, Lazaroni afirma que não sabia da homenagem, mas não vê problema em ter o nome da mãe batizando uma galeria prevista ainda na sua gestão:
— Mas por quê (haveria)? É merecida a homenagem. Eu ter sido secretário não diminui o legado dela. De qualquer forma, estou sabendo por você.
Já o secretário, Leandro Sampaio Monteiro, afirma que não tem medo de críticas:
— Dalva teve brilho próprio: foi ativista ambiental, advogada e colecionadora de arte.
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Artigo de Paula Autran para o jornal "O Globo".

Modernidade de Gio Ponti ganha mostra no Museu da Casa Brasileira

O documentário “Amare Ponti” será exibido nesta quarta (28) na sede do Istituto Italiano di Cultura. Além do filme, o arquiteto milanês, considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura italiana no pós-Guerra, ganha uma mostra a partir de quinta (1º) no Museu da Casa Brasileira. Artigo de Isabella Menon para o jornal "Folha de S. Paulo". +

“Ele não pertencia à sua época”. Assim o colecionador Benedikt Taschen define o arquiteto Gio Ponti (1891-1979) no documentário “Amare Ponti”, que será exibido nesta quarta (28) na sede do Istituto Italiano di Cultura.
Além do filme, o arquiteto milanês, considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura italiana no pós-Guerra, ganha uma mostra a partir de quinta (1º) no Museu da Casa Brasileira.
A exposição reúne desenhos e fotografias relacionadas a projetos arquitetônicos, como a sede da Pirelli, em Milão, e peças de mobiliário pensadas pelo designer entre os anos 1935 e 1970.
Para o diretor do instituto, Michele Gialdroni, a maior contribuição de Ponti foi pensar na leveza de edifícios, em uma época em que a arquitetura e o design era, majoritariamente, composto por peças carregadas com muitos elementos.
MULTIFUNCIONAL
Mas Ponti não foi “apenas” arquiteto e designer. Multifuncional, trabalhou como editor de revistas e foi cronista, além de ter tido vida acadêmica, como professor.
“Ele transitou por uma época que o design era meramente decorativo para um design funcional”, explica o Gialdroni, que acredita que esse fator tenha contribuído para aproximar o design à população, que antes de Ponti era mais elitizado.
Segundo Gialdroni, o período de reconstrução da Itália, após a derrota do país na Segunda Guerra, foi “essencial” para o desenvolvimento comercial do design.
Entre os nomes da reconstrução, Gio Ponti colaborou, com seus projetos, a romper com a orientação clássica que marcou a arquitetura do período fascista.
Gialdroni, que classifica o arquiteto como um precursor da modernidade na Itália, pondera, ainda, que a forma de projetar de Ponti possa ter frutificado no Brasil —por meio de uma ilustre pupila do arquiteto, Lina Bo Bardi, responsável por projetos como o Masp e o Sesc Pompeia.
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Artigo de Isabella Menon para o jornal "Folha de S. Paulo"
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Amare Gio Ponti
QUANDO quarta (28) às 19h30
ONDE Istituto Italiano di Cultura San Paolo, av. Higienópolis, 436
QUANTO grátis

Vivere alla Ponti-maneiras de morar e trabalhar de Gio Ponti
QUANDO a partir de quinta (1º); de ter. a dom. das 10h às 18h
ONDE Museu da Casa Brasileira, av. Brig. Faria Lima, 2.705
QUANTO R$ 10; (grátis sáb. e dom.)

Feira Condo quer destacar galerias no mundo inteiro. Está funcionando?

O evento colaborativo para galerias internacionais temperou o Ano Novo em Londres e está indo para a Cidade do México, e em abril chega à São Paulo. Matéria de Naomi Rea & Javier Pes, publicada no site do artnet News (www.artnet.com), em 15/02/18. +

A Condo, evento inovador de compartilhamento em galerias, está se expandindo. Além de seus empreendimentos estabelecidos em Nova York, Cidade do México e Londres, uma versão menor será lançada em São Paulo em abril. Outra edição do projeto cada vez mais popular está prevista para Xangai no final deste ano.

No momento, entretanto, a iniciativa original da Condo em Londres foi firmemente adotada. A terceira edição do evento de um mês, que encerrou o fim de semana passado, hospedou 46 galerias internacionais em 17 espaços locais. São mais 11 galerias sendo visitadas e mais dois espaços de hospedagem do que no ano passado. Muitos dos participantes apresentaram artistas para colecionadores e curadores na capital britânica pela primeira vez.

Os relatórios de vendas foram sólidos, embora não esmagadores. Mas os negociantes dizem que as vendas não são realmente o ponto. A estrutura da Condo permite-se concentrar na promoção de longo prazo e evitar infusões de dinheiro rápidas - uma vantagem distinta sobre modelos mais caros de feira de arte.

O novo formato da Condo convida as galerias hospedeiras em uma cidade a compartilham seus espaços de exposição com galerias visitantes, sem impor nenhuma comissão ou taxas de aluguel no hóspede. Enquanto o evento começou como uma plataforma para pequenas e médias empresas, os negociantes estabelecidos, incluindo Maureen Paley, Sadie Coles e Johann König, abriram seus espaços para galerias menores do exterior em Londres este ano - um sinal do crescente papel da Condo no circuito de arte da cidade.

Condo aumentou a proeminência em contraste com o pano de fundo da proliferação das feiras de arte, um número cada vez menor de galerias de nível médio, e indicações de que os concessionários estão reduzindo o número de stands que alugam em tendas periféricas ou centros de convenções vagos.

Mas para os participantes da Condo, o elemento mais preocupante do status quo é a queda no tráfego de pessoas para as galerias. Alguns podem dizer que a Condo engana as pessoas em tratar o antigo estilo de roteiro entre galerias como uma feira de arte: um evento pelo qual se deve ter tempo. A principal diferença, no entanto, é que a Condo procura encorajar um ritmo mais lento para olhar e apreciar a arte.

"Levar as pessoas de volta à galeria para se envolverem e comprarem arte é importante para nós, aqueles que não estão na minoria e visam fins lucrativos, geralmente são os que controlam demais o que é importante", diz Jeffrey Rosen, do Misako & Rosen, de Tóquio, que retornou para a Condo em Londres, apesar de não ter colocado nenhuma obra no ano passado. Sua galeria também participará da próxima Condo Cidade do México e Condo Xangai, que será inaugurado em 7 de julho.

A fundadora da Condo, Vanessa Carlos, da galeria londrina Carlos/Ishikawa, disse à artnet News que existe um equívoco de que a Condo é apenas uma alternativa mais barata para feiras de arte para galerias mais novas. "O projeto é muito mais sobre uma reação a uma estrutura mundial de arte, que imita o que está acontecendo no mundo em geral agora: uma pirâmide neoliberal onde tudo parece apontar para corporações", diz ela.

Na verdade, os negociantes dizem que a Condo representa também uma oportunidade de correr riscos e apresentar artistas que não seriam exibidos em uma feira comum. Gigiotto del Vecchio, que co-dirige Supportico Lopez de Berlim, planeja participar da Condo da Cidade do México, que deve abrir em 14 de abril. Ele diz que exibir em uma feira de arte significa "trazer mais ou menos o que se pode vender." Na Condo, devido aos menores custos de participação, "você pode promover um artista e fazer uma exposição que não poderia fazer em uma grande feira".

Galerias Hospedeiras também se beneficiam

O galerista Johann König, radicado em Berlim, que abriu um espaço em Londres no outono passado, disse que participou da Condo este ano porque "somos novos na cena de Londres e a Condo parece ter se tornado uma parte crucial disso".

König hospedou uma galeria brasileira, a Jaqueline Martins, e os dois alinharam seus programas, concentrando-se na linguagem do Minimalismo. Martins mostrou Lydia Okumura, uma artista brasileira ativa nos anos 1970, e König apresentou o trabalho dos artistas contemporâneos Jeppe Hein e José Dávila, inspirados pelo minimalismo.

Enquanto os concessionários concordam que a Condo não é principalmente sobre vendas, isso não significa que as vendas não são importantes - ou que elas não estão acontecendo. Em Maureen Paley, no leste de Londres, visitando galerias joségarcia, mx da Cidade do México e a belga dépendence vendeu o trabalho dos artistas Eduardo Sarabia e Michaela Eichwald, respectivamente.

"Eu gosto que Condo traz energia e interesse para o espaço da galeria", diz Maureen Paley. "Não deve ser equiparado a uma ideia ou abordagem ‘justa’. Durante a Condo, a Paley vendeu duas obras de Wolfgang Tillmans.

Katy Green, a diretora da Rodeo Gallery, um veterano da feira, disse que ficou surpresa com a quantidade de visitantes que compareceram e até decidiu estendê-la por mais uma semana. Ela também vendeu um grande trabalho de Ian Law para Collezione La Gaia em Turim, entre outras vendas para colecionadores particulares.

A diretora da galeria Mother’s Tankstation de Londres e Dublin, Finola Jones, chamou a Condo de "brilhante, simples, [um] triunfo". Os números dos visitantes estavam "fora das tabelas" para sua mostra co-curada com a Galeria Edouard Malingue de Hong Kong e Xangai, em que as duas galerias apresentaram três artistas cujo trabalho nunca foi mostrado em Londres.
"A economia mais suave da Condo Londres, em relação como os imperativos financeiros mais duros, aplicados durante a semana da Frieze, permitem que este excelente projeto seja essencialmente sobre experimentação, apresentações e o envolvimento do público com espaços de galeria reais", diz ela. "É tanto sobre o cotidiano comum e compartilhado de seguir mapas, descer vielas, entrar em elevadores, falar com pessoas, sentir paredes rústicas e participar de mailings, como experimentar uma boa arte".

Antídoto para fadiga de Feiras
No geral, os relatórios positivos de vendas e o calendário cheio no preview no final de semana da feira indicaram que os colecionadores estão entusiasmados com o modelo Condo, até mesmo se acontecer uma inversão de valores, que está cada vez mais dirigida por eventos, possa estar fora do alcance.
"Eu acho realmente que boas feiras de arte que fazem seu trabalho, como a Art Basel, são absolutamente essenciais para a ecologia da galeria", diz Vanessa Carlos. "Mas eu acho que há uma proliferação excessiva de feiras que não estão muito bem alinhadas".
Will Jarvis da The Sunday Painter, uma galeria hospedeira que acaba de abrir um novo espaço em Vauxhall, prevê que a Condo apenas continuará a encontrar favor entre os revendedores.

"Uma vez que o ápice foi alcançado, as pessoas se sentem forçadas a fazer parte da experiência por medo de perder", diz ele. O evento deste ano gerou vendas razoáveis e "uma boa quantidade" de publicidade para a galeria. "Você precisa trabalhar duro quando 80 por cento do mercado de arte é dominado por cinco por cento das galerias", diz ele.

Dawid Radziszewski, da Galeria Dawid Radziszewski de Varsóvia, que exibiu no The Sunday Painter em Londres, já está planejando voltar com mais, e já se inscreveu no evento da Cidade do México. Sem eventos como a Condo, diz ele "o mercado de arte é sem graça - para galeristas, artistas, colecionadores".
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Matéria de Naomi Rea & Javier Pes, publicada no site do artnet News (www.artnet.com), em 15/02/18.