destaques
conteúdo
publicidade
notícias

Massacre na boite Pulse, em Orlando, ganha memorial em Nova York

O trabalho do artista plástico Anthony Goicolea foi instalado no Hudson River Park, em Nova York, e consiste de nove “pedras" de bronze cortados e com vidro reflexivo arco-íris. +

O artista plástico Anthony Goicolea completou o primeiro monumento comissionado pelo Estado de Nova York em homenagem às 49 pessoas que morreram e às 53 que ficaram feridas na boate Pulse, em Orlando, em 2016. O trabalho instalado no Hudson River Park, em Nova York, consiste de nove “pedras" de bronze cortados e com vidro reflexivo arco-íris. Eles estão inscritos com duas citações de Audre Lorde: "A diferença é aquela conexão crua e poderosa da qual nosso poder pessoal é forjado" e "Sem comunidade não há libertação... Mas a comunidade não deve significar um derramamento de nossa diferença".
A encomenda foi feita em junho de 2017 pelo governador Andrew M. Cuomo , quando Anthony Goicolea foi escolhido para projetar o primeiro monumento oficial do estado em homenagem a lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, uma maneira de lembrar a tragédia ocorrida um ano antes, em 26/7/2016.
Logo após o ataque, o governador formou a Comissão Memorial LGBT para honrar a luta pela igualdade de direitos e lembrar vítimas de ódio, intolerância e violência.

O local escolhido, no Hudson River Park, perto dos cais à beira-mar, foiemscolhido por se tratar de um local fundamental na história da cidade, um ponto de encontro e refúgio para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

“De Stonewall à igualdade no casamento, Nova York sempre foi um farol para a justiça", disse o governador Cuomo na época. "Tenho orgulho de anunciar o design estonteante de Anthony Goicolea para este monumento, selecionado pela forma como complementa a paisagem e comunica uma mensagem atemporal de inclusão", disse.
Goicolea nasceu no estado da Georgia, filho de pais que haviam fugido de Cuba, mas vive com seu marido no bairro do Brooklyn. O artista disse que as pedras foram inspiradas em locais como Stonehenge e Ilha de Páscoa, além de túmulos e círculos de pedra africanos. "Eu queria criar um espaço que pareça familiar, mesmo que seja novo." O artista disse ainda que sua identidade sexual e a maioridade são temas recorrentes em suas obras de arte. Crescendo na Geórgia, ele disse que "nunca viu minha comunidade refletida de volta para mim". Quando visitou pela primeira vez o West Village (sede do Stonewall e do Centro Comunitário de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e os piers do rio Hudson, “aquilo realmente abriu meus olhos".

Governador de SP promulga lei que institui classificação indicativa em mostras

Com a medida, as exposições terão seis possíveis classificações: livre ou não recomendada para menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. Artigo de Isabella Menon para o jornal “Folha de S. Paulo” editado em 15/7/18. +

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), sancionou na quinta (12) uma lei que institui a classificação indicativa em mostras de artes visuais e exposições no estado.
Com a medida, as exposições terão seis possíveis classificações: livre ou não recomendada para menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos.
A tabela toma como base a legislação federal em vigor para produções de TV e de cinema, jogos de videogame, aplicativos e RPG.
De autoria do deputado estadual Celso Nascimento (PSC), o projeto foi publicado e entrou em regime de tramitação urgente em outubro de 2017, em meio à onda de protestos de movimentos conservadores disparada pelo caso “Queermuseu”, em Porto Alegre.
A exposição na capital gaúcha foi fechada em setembro pelo Santander Cultural, que a abrigava, após ser alvo de acusações de apologia à pedofilia e à zoofilia —esta última presente em obras como “Cena de Interior 2”, de Adriana Varejão, na visão dos acusadores.
No mês seguinte, houve retaliações contra o MAM-SP após a divulgação de um vídeo feito dentro da instituição no qual uma criança interage com o artista Wagner Schwartz nu, em sua performance intitulada “La Bête”.
Segundo o governo paulista, as novas classificações etárias não irão restringir o acesso de uma criança ou de um adolescente às mostras, apenas servem como indicação.
“Oferecer acesso à informação e à indicação etária permite, sem ferir a liberdade de expressão e de forma democrática, uma decisão mais qualificada dos pais ou responsáveis”, informou a Secretaria do Estado da Cultura.
De acordo com a lei, o responsável legal pela mostra deve se autoclassificar de acordo com os critérios do “Manual da Nova Classificação Indicativa”, elaborado pelo Ministério da Justiça e disponível online.
Devem ser levados em conta, essencialmente, o grau de incidência de conteúdos relacionados a sexo e nudez, violência e drogas.
Qualquer pessoa pode, no entanto, atuar como fiscal e remeter uma queixa às autoridades caso avalie que a classificação não está de acordo com a norma.
Se confirmada a infração administrativa, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estabelece multa de 3 a 20 salários mínimos —podendo aumentar o valor no caso de reincidência. Além disso, a exposição pode ser interrompida até que a irregularidade seja sanada.
O governo federal está trabalhando em parâmetros especiais para classificar mostras e exposições.
Alessandra Gotti, do grupo Advogados pela Arte, disse à coluna Mônica Bergamo que a lei estadual viola o artigo que diz que compete à União “exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão”. A assessoria de Celso Nascimento informou que exposições não são “diversões públicas”, termo “muito subjetivo”.
A lei estadual passou a valer desde a publicação no Diário Oficial, na sexta (13), e será regulamentada em até 60 dias.
#
Artigo de Isabella Menon para o jornal “Folha de S. Paulo” editado em 15/7/18.

Funarte lança edital em que o artista paga tudo

A Fundação Nacional de Artes, lançou em 2/7/18 edital para ocupação de galerias em suas unidades de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte em que o artista ou proponente deve pagar tudo, pois não haverá prêmio em dinheiro ou transferência de recursos financeiros da parte da Funarte. A instituição é presidida pelo ator Stepan Nercessian. As inscrições são online, até 16/8/18, às 17h , pelo horário de Brasília... +

A Funarte (Fundação Nacional de Artes lançou no 2/7/18 um edital para ocupação de galerias em suas unidades de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. O diferencial deste edital é que o artista ou proponente deve pagar tudo, pois não haverá prêmio em dinheiro ou transferência de recursos financeiros da parte da Funarte. Ou seja, o proponente arcar com todo e qualquer custo de seu projeto/programa de ocupação, sem ônus para a Funarte. A Funarte é presidida atualmente pelo ator global Stepan Nercessian, que tem se destacado recentemente personificação do Chacrinha, o velho guerreiro Abelardo Barbosa.
O edital acessível no site da Funarte (www.funarte.gov.br ) propõe a ocupação dos espaços em São Paulo (Galerias Flávio de Carvalho, Mario Schenberg, Centro de Convivência Waly Salomão e área externa), Brasília (Galeria Fayga Ostrower e Marquise/Entorno) e Belo Horizonte (Galeria Fayga Ostrower e Marquise/Entorno). As inscrições são online, até 16/8/18, às 17h , pelo horário de Brasília. Mais informações podem ser obtidas pelo email pav@funarte.gov.br.

Secretário de Cultura fala sobre a polêmica do Parque Lage e é rebatido

Leandro Monteiro questiona destino de recursos e assessoria do conselho da Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais responde: "De transparência, a associação não tem medo". Artigo publicado originalmente na revista “Veja Rio” em 13/07/2018. +

Após toda a polêmica dos últimos dias envolvendo a exoneração do economista Fabio Szwarcwald da direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), o secretário estadual de Cultura Leandro Monteiro finalmente se pronunciou sobre o caso. Em entrevista para o jornal O Globo, ele explicou o motivo: aparentemente haveria um conflito de posicionamentos em relação aos recursos obtidos com o aluguel do Parque Lage para eventos privados, que atualmente são revertidos diretamente para a Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais (Ameav). “Há um entendimento dos órgãos estaduais de que este procedimento não deve ser feito assim. Estes aluguéis deveriam ser pagos ao Estado, para que depois estes recursos sejam repassados ao Parque Lage”, disse ele ao veículo.
Em uma nota à imprensa, a assessoria do conselho da Ameav explica que os envolvidos emprestam seu tempo, sem qualquer retorno financeiro, para salvar a instituição de um “fim melancólico” a que estaria destinada por conta da crise. “O admirável trabalho de gestão de Fabio Swarcwald à frente da EAV, combinado com a credibilidade e respeitabilidade da administração da AMEAV, permitiu que se arrecadassem doações que permitiram que a EAV voltasse a dar bolsas de estudo, reformasse as cavalariças (que estão como novas), organizasse a mostra Queermuseu no Rio de Janeiro e voltasse a ter o merecido destaque no cenário nacional. É curioso, portanto, que o Secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, com tantos problemas de gestão que há de ter em outras searas, volte seus olhos com cupidez para talvez o único equipamento que poderia ser considerado bem-sucedido em sua gestão, exatamente pelo fato de suas receitas e despesas estarem longe do caixa do Estado. As contas da AMEAV são enviadas de forma detalhada à Secretaria de Cultura, mensalmente, na forma do Acordo de Cooperação. Para que não pairem quaisquer dúvidas, a AMEAV está contratando uma auditoria completa de suas finanças e fará publicar em seu site todas as contas enviadas ao Estado”, afirma. A nota termina dizendo que a associação não teme a transparência.
#
Artigo publicado originalmente na revista “Veja Rio” em 13/07/2018.

Shu Lea Cheang representará Taiwan na Bienal de Veneza em 2019

Conhecida por suas instalações de net art, filmes e ações artísticas, que repensam o meio termo entre tecnologia e humanidade, Cheang se considera um “nômade digital”. Notícia divulgada no site da revista norte-americana de arte !”Artforum” (www.artforum.com/news) em 12/7/18. +

O Museu de Belas Artes de Taipei anunciou que a artista Shu Lea Cheang foi escolhida para representar Taiwan na 58ª Bienal de Veneza, que ocorre a partir de maio de 2019. Ela é a primeira mulher a exibir seu trabalho no pavilhão de Taiwan desde que começou a realizar apresentações de artistas. "Nos últimos anos, artistas taiwaneses e instituições de arte aumentaram sua participação na comunidade artística global, gerando uma rede de conexões mais refinada e complexa", disse Ping Lin, diretor do Museu de Belas Artes de Taipé, em um comunicado. “Por essa razão, o comitê de nomeações empregou um nível maior de pensamento estratégico, colorindo suas recomendações de artista com fortes implicações da estratégia global. Shu Lea Cheang, uma pioneira da web art, não apenas em Taiwan, mas em todo o mundo, emergiu como a primeira escolha”.
Mais conhecida por suas instalações de net art, filmes e ações artísticas, que repensam o meio termo entre tecnologia e humanidade, Cheang se considera um “nômade digital”. Embora ela tenha nascido em Taiwan em 1954, ela iniciou sua carreira como artista enquanto morando em Nova York na década de 1980. Ela também viveu e trabalhou no Japão, Holanda, Reino Unido e França. Co-fundadora do Kingdom of Piracy, um espaço de trabalho on-line que promove o compartilhamento gratuito de conteúdo digital e idéias como uma forma de arte, Cheang muitas vezes republica como a Internet pode ser usada no serviço da arte e utiliza a tecnologia para derrubar barreiras e sexualidade.
Por seu trabalho “Brandon, 1998–99”, a primeira obra da Web encomendada e colecionada pelo Museu Solomon R. Guggenheim em Nova York, Cheang desenvolveu um site e uma plataforma acadêmica e social que incorporava imagens em movimento e salas de bate-papo ao vivo, bem como física. eventos, a fim de envolver as pessoas com a trágica história de Brandon Teena, que foi estuprada e assassinada em Nebraska, em 1993, quando foi divulgado que era um homem transexual.
Em 2017, dirigiu o filme “Fluidø”, produção alemã de ficção científica exibida na seção Panorama do 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim. O fime é ambientado em um futuro pós-AIDS, em 2060, vírus mutantes da AIDS dão origem ao Zero Gen, seres humanos que evoluíram geneticamente de uma forma muito original. Esses gêmeos de gases Zero Gen são transportadores de biofármacos cujo fluido branco é a droga rquico para o século XXI, tomando os mercados do pó branco do século XX. O gozoo desses seres é inebriante e a nova forma de mercadoria sexual no futuro. A nova droga, codinome “Delta”, se difunde através do contato com a pele e cria uma alta dependência. Uma nova guerra contra as drogas começa e o Zero Gen é declarado fora d a lei. O governo despacha replicantes resistentes a drogas para missões de captura. Quando a imunidade de um desses andróides do governo é quebrada e seus centros de prazer são ativados, a história ganha um enredo mirabolante e os Zero Gens são enredados entre traficantes subterrâneos, super agentes, corporações e um governo corrupto.
O filósofo espanhol Paul B. Preciado, que serviu como curador de programas públicos da Documenta 14, foi escolhido para curar o pavilhão. Educador que trabalhou na Université Paris VIII, Saint Denis e na Universidade de Nova York, Preciado atuou como chefe de pesquisa no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e é especialista em questões relacionadas a gênero, identidade, sexualidade e pornografia. . Comentando sobre a prática de Cheang, Preciado disse: “Reunindo muitas tradições clandestinas, do trans-feminismo, política queer e anti-racista, bem como narrativa de ficção científica, videoarte e performance, a obra de Shu Lea Cheang é uma reflexão sobre o que significa ser livre, agir livremente dentro da sociedade contemporânea ”.
#
Notícia divulgada no site da revista norte-americana de arte !”Artforum” (www.artforum.com/news) em 12/7/18.

Políticos criticam veementemente bandeira americana manchada de Josephine Meckse

Universidade do Kansas retira a bandeira manchada da artista alemã, que fazia parte de projeto da organização Creative Time: "Pledges of Allegiance" (Promessas de Fidelidade). Artigo de Sarah Cascone para o portal de arte Artnet (www.artnet.com) editado em 12/7/18. +

Sob pressão de políticos locais, funcionários da Universidade do Kansas, na cidade de Lawrence, retiraram a bandeira americana da artista alemã Josephine Meckseper, que estava hasteada no campus. A peça, que os republicanos denunciaram como uma profanação do símbolo nacional era uma das obras da série de bandeiras encomendadas pela Creative Time, uma organização sem fins lucrativos de Nova York, para um projeto de um ano intitulado “Pledges of Allegiance” (Promessas de Fidelidade).
O trabalho de Meckseper, “Untitled (Flag 2)”, combina listras e estrelas da bandeira americana com uma imagem abstrata do mapa dos EUA dividido em duas partes para simbolizar o estado profundamente dividido do país. A universidade removeu o trabalho depois de uma enxurrada de críticas do governador do Estado Jeff Colyer, um republicano que atualmente busca a reeleição; seu principal desafiante, o Secretário de Estado do Kansas, Kris Kobach; e o candidato do Congresso do Kansas, Steve Watkins, também republicano.
A bandeira estava programada para permanecer em exibição até o final do mês. A Creative Time está por trás do projeto. “'Pledges of Allegiance' foi realizado para gerar diálogo e chamar atenção para as questões urgentes do dia”, disse a organização em um comunicado fornecido à Artnet News. “O direito à liberdade de expressão é um dos valores mais valorizados da nossa nação e também está sob ataque. Estamos orgulhosos de estar ao lado de artistas que se expressam. Os eventos de hoje ilustram as mesmas divisões em nosso país que a série enfrentou de frente”.
Logo depois de ter sido hasteada em 3/7/18, a obra de Meckseper chamou a atenção dos meios de comunicação de direita, incluindo o “Washington Examiner”, o “Campus Reform” e a “Fox News”. Alguns alunos e ex-alunos também expressaram sua desaprovação ao trabalho. Em pouco tempo, os políticos locais se uniram em torno dele como um ataque desagradável a um símbolo sagrado americano. "O fato de que eles chamam de arte não faz menos de uma profanação de nossa bandeira", disse Kobach em um comunicado à “Associated Press”.
Em um comunicado, Colyer disse sobre o trabalho: “Homens e mulheres lutaram e sangraram por essa bandeira e usá-la desta maneira está além do desrespeito. Falei com a liderança para exigir que ela seja retirada imediatamente”. Após a reclamação do governador, o chanceler da KU, Douglas Girod, concordou em remover a obra, que estava voando no salão Spooner da universidade.
Agora ela está sendo transferida para uma exposição dentro do Museu de Arte Spencer da escola, de acordo com o “Lawrence Journal-World”. “Ao longo do dia, a conversa em torno dessa exibição gerou preocupações de segurança pública para a comunidade do campus. Embora nós queiramos nos abster desse diálogo difícil, não podemos permitir que esse diálogo coloque nosso pessoal ou propriedade em perigo”, disse Girod em um comunicado no site da universidade.
A natureza dessas preocupações de segurança não foi divulgada. A bandeira do Meckseper ainda está voando em 12 locais em todo o país, incluindo o telhado da sede da Creative Time, em Nova York. Outros locais incluem o 21C Museum Hotel em Durham, Carolina do Norte; a Aliança de Artes da América Central em Kansas City, Missouri; e as Galerias do Estado do Texas em San Marcos, Texas.
O Spencer Art Museum e o centro de artes liberais da universidade, o Commons, participavam do projeto desde o início de novembro e exibiam bandeiras de 10 artistas sem problema. Embora a Universidade do Kansas seja uma instituição pública, a instalação foi financiada pelo setor privado.
“Promessas de Fidelidade”, segundo a Creative Time, foi “concebido em resposta ao atual clima político” e muitas vezes enfrentou as políticas de Donald Trump. O projeto começou em 14/6/17, Dia da Bandeira, e, apropriadamente, o aniversário do presidente - com a criação da bandeira “Resist”, de Marilyn Minter, na sede da Creative Time. Ao todo, 16 artistas participaram, incluindo Yoko Ono, Trevor Paglen e LaToya Ruby Frazier.
“Vimos trazer essas bandeiras para Lawrence como uma oportunidade única para modelar o apoio ao intercâmbio democrático, permitindo que a comunidade se reunisse em uma série de tópicos”, disse Joey Orr, curador de pesquisa do Spencer Art Museum, em um comunicado divulgado pela universidade. Orr não respondeu ao pedido de comentários da Artnet News.
Em uma declaração sobre o trabalho, o artista explicou que ele funde uma de suas próprias pinturas, “Goodbye to Language”, e um gráfico impresso de uma bandeira americana (em oposição a uma bandeira real de estrelas e listras costuradas). "Eu dividi a forma do país em dois para o desenho da bandeira refletir um país profundamente polarizado em que um presidente se gabou abertamente de assediar mulheres e está se retirando do protocolo de Kyoto e do Conselho de Direitos Humanos da ONU", disse Meckseper.
Alguns ativistas da liberdade de expressão criticaram rapidamente a decisão da universidade. "A Primeira Emenda não existe para proteger o discurso politicamente popular", disse Peter Bonilla, vice-presidente de programas da Fundação para os Direitos Individuais na Educação, à Inside Higher Ed. "Ele existe para proteger o discurso, o que provavelmente suscita controvérsia, e é um teste crucial contra o poder do Estado de silenciar as vozes dissidentes." Meckseper não estava imediatamente disponível para comentar, mas, dada a declaração de seu artista sobre o trabalho, é fácil imaginar o que ela pode dizer: "Está na hora de nossas diferenças nos unirem em vez de nos dividir".
#
Artigo de Sarah Cascone para o portal de arte Artnet (www.artnet.com) editado em 12/7/18.

Sociedade Histórica de NY lança programa sobre história afro-americana

O programa se concentrará em tópicos que vão desde o movimento dos direitos civis até as definições em evolução da cidadania. Artigo de Henri Neuendorf para o portal de notícias Artnet (www.artnet.com) editado em 11/7/18. +

A Sociedade Histórica de Nova York lançou um novo programa de exposições dedicado a explorar a experiência de grupos historicamente marginalizados nos EUA. A partir do setembro de 2018, o cronograma de exibição do museu vai abarcar uma série de mostras que destacam a história afro-americana, da escravidão ao movimento pelos direitos civis à luta pela igualdade que persiste hoje.
“Nós vemos evidências da persistência do legado da escravidão e da persistência do legado da violação dos direitos dos afro-americanos todos os dias”, disse a presidente da NYHS, Dra. Louise Mirrer, à Artnet News. “Pensamos que devíamos nos dedicar a contar essa história em todo o nosso prédio de forma mais permanente”.
A mostra inaugural, “Cidadania Negra na Era de Jim Crow”, será inaugurada em setembro e se concentrará nos 50 anos seguintes ao fim da Guerra Civil e ao surgimento das leis de Jim Crow, que codificaram e ordenaram a segregação racial no sul dos EUA.
Os curadores Dr. Marci Reaven e Lily Wong estão montando uma exposição cronologicamente organizada de arte, artefatos e fotografias. O programa, segundo eles, tem dois objetivos: ilustrar a vasta escala da oposição institucional ao avanço dos negros na era de Jim Crow e traçar como os afro-americanos lutaram para conquistar seus direitos em face dessa oposição. Juntamente com a mostra, o NYHS está organizando uma série de exibições de filmes e palestras históricas com os principais acadêmicos de história negra para discutir e palestrar sobre os tópicos examinados na exposição.
Para realizar o programa, o NYHS garantiu uma doação de US$ 4 milhões do New York City Council, além de US$ 6 milhões de doadores individuais e uma doação de US$ 1 milhão do Estado de Nova York (que ainda está sendo negociada). O esforço de arrecadação de fundos de US$ 11 milhões alocará recursos para reformas de museus e planejamento de exposições nos próximos cinco anos.
Como parte do programa plurianual, as próximas séries do NYHS se concentrarão em outros grupos historicamente marginalizados. A comunidade gay de Nova York, por exemplo, será o tema de uma exposição especial no próximo verão para marcar o 50º aniversário das manifestações de Stonewall de 1969. Em um momento em que a imigração está dominando o debate nacional e é assunto de um debate político acirrado, “nosso programa estará focado na cidadania”, disse Mirrer. “Nós temos uma história neste país de amplificar a definição de quem pode ser um americano, e isso aconteceu progressivamente em nossa constituição. Vimos uma ampliação da definição de quem pode ser um americano e devemos entender por que nossos antepassados pensaram que era importante estender a definição tão amplamente quanto tem sido”.
#
Artigo de Henri Neuendorf para o portal de notícias Artnet (www.artnet.com) editado em 11/7/18.

Fujiko Nakaya e Pierre Alechinsky ganham japonês Praemium Imperiale

Escultor japonês conhecido por seus trabalhos com névoa e artista belga membro do Grupo Cobra vencem prestigioso prêmio anual apoiado pela família imperial japonesa. +

O artista belga Pierre Alechinsky (1927), uma das principais figuras do grupo expressionista de vanguarda europeia COBRA, e o escultor Fujiko Nakaya, conhecido mundialmente por suas esculturas/instalações de névoa, ganharam o japonês Imperiale Praemium e receberão 15 milhões de ienes cada (cerca de R$ 510 mil cada).
como destinatários do 2018 Prêmios Imperiale Praemium.
O Praemium Imperiale foi lançado em 1989 e é concedido anualmente em cinco áreas (teatro ou cinema, música, pintura, escultura e arquitetura) pela Japan Art Association, em Tóquio. O prêmio, apelidado de Prêmio Nobel de Artes, é apoiado pela família imperial do Japão.
Alechinsky, que ganhou o prêmio de pintura, nasceu em Bruxelas e recentemente recebeu a cidadania francesa. Ele foi um membro fundador do grupo Cobra (Copenhague-Bruxelas-Amsterdã), que foi lançado no final dos anos 1940, e o artista mudou-se para Paris para estudar gravura em 1951. O Museu de Arte Moderna de NY possui mais de 230 de suas obras.
Nakaya venceu na categoria de escultura. Suas famosas esculturas de nevoeiro são feitas com água pura, a primeira das quais foi revelada no Pavilhão Pepsi da Osaka Expo 70. eis noites. O artista disse ao jornal “Financial Times” que conheceu Robert Rauschenberg em 1964, quando veio ao Japão com a Merce Cunningham Dance Company. “Nós nos tornamos amigos. Ele foi a primeira pessoa a comprar minha escultura de névoa ”, disse ela. A primeira retrospectiva em grande escala de seu trabalho será realizada neste outono na Art Tower Mito, Ibaraki, Japão (outubro-janeiro de 2019).
Catherine Deneuve (teatro/filme), Riccardo Muti (música) e Christian de Portzamparc (arquitetura) foram os outros vencedores do Praemium Imperiale.

Red Bull expande suas iniciativas artísticas em Detroit, nos EUA

A gigante mundial das bebidas energéticas oferece pequenas bolsas anuais para artistas, curadores e escritores Os participantes dos novos programas baseados em Detroit da Red Bull podem receber até US$ 12 mil por ano. Artigo de Henri Neuendorf para o portal de notícias Arte (www.artnet.com) editado em 11/07/18. +

A gigante mundial de bebidas energéticas Red Bull está incrementando suas iniciativas de arte nos EUA com uma expansão em Detroit. A empresa planeja estabelecer um programa expandido de residência artística, um programa de micro-subsídios para artistas locais e novas bolsas para curadores e escritores visitantes.
A Red Bull Arts Detroit, como a iniciativa será conhecida, deverá ser lançada em 2019. As vantagens para os vencedores incluem bolsas de US$ 12 mil anuais para artistas, US$ 10 mil para curadores e US$ 2 mil para escritores. Os artistas residentes receberão espaço no estúdio por três meses, além de acomodações para viagem e hospedagem.
A bolsa curatorial, por sua vez, oferece aos curadores 10 visitas mensais para pesquisar e desenvolver uma exposição de arte contemporânea em Detroit. Os escritores terão a oportunidade de viajar para a cidade duas vezes para desenvolver um texto e um programa público. Por fim, a iniciativa de concessão de microempréstimos oferece vários subsídios de US$ 1.000 ao mês a artistas sediados em Detroit, para que possam dedicar menos tempo aos trabalhos diurnos e dedicar mais atenção à sua prática. As bolsas são acompanhadas por aconselhamento de carreira da equipe da Red Bull Arts Detroit.
Os candidatos aos novos programas serão escolhidos por um comitê de seleção formado por membros de Detroit, incluindo o presidente e CEO da United States Artists Deana Haggag; a poeta natural de Detroit Airea D. Matthews; a professora do museu da Universidade de Illinois, Lucy Mensah; a ex-diretora do Queens Museum, Laura Raicovich; e o dançarino e coreógrafo John Michael Schert. O prazo para as inscrições para bolsas de redação e curadoria e residência artística é 24/8/18.
A expansão em Detroit segue uma série de exposições bem-sucedidas em Nova York, onde a Red Bull Arts organizou mostras de artistas como Mel Chin, Bjarne Melgaard e Rammellzee e outros.
#
Artigo de Henri Neuendorf para o portal de notícias Arte (www.artnet.com) editado em 11/07/18.

Dragões voltam ao pagode chinês do londrino Kew Gardens depois de 200 anos

Os oito dragões do térreo foram esculpidos à mão em cedro, mas os 72 instalados nos andares superiores foram feitos em uma impressora 3D. O retorno deles faz parte da restauração do prédio localizado no mais espetacular jardim da Inglaterra, orçada em 5 milhões de libras. Artigo de Maev Kennedy para o jornal inglês “The Guardian” ( www.theguardian.com/science/2018/jul/10/dragons-return-kew-gardens-pagoda-200-year-absence). +

Os dragões estão de volta a Kew Gardens, em Londres. Depois de mais de dois séculos de ausência, as caudas enroladas, as asas cuidadosamente dispostas, os olhos brilhantes mirando para baixo e em direção à vastidão do jardim e aos milhares de visitantes logo abaixo.
A grande loucura do jardim mais espetacular na Inglaterra, o grande pagode eleva-se a 50 metros sobre Kew Gardens. Foi projetado por Sir William Chambers em 1762, depois de visitar a China. Foi construído em um ano como presente de aniversário para a Princesa Augusta, que foi uma grande influência na concepção e desenvolvimento do que era originalmente o quintal real no modesto Kew Palace. Aberto ao público pela Rainha Vitória, tornou-se a peça mundialmente famosa da Royal Horticultural Society.
Polly Putnam, curadora do Historic Royal Palaces, que subiu muitos quilômetros dos 253 degraus do pagode, disse que, embora os dragões fossem originalmente uma característica tão famosa do prédio, empoleirados em todas as elevações dos 10 andares, eles tiveram uma vida curta.
As lendas insistem que eram feitos de bronze esmaltado ou mesmo de ouro maciço e que foram retiradas do pagode para liquidar as dívidas de jogo do príncipe de Gales ou para decorar seu extraordinário pavilhão real de estilo oriental em Brighton.
A verdade é mais tediosa. Chambers retirou-os quando restaurou o edifício em 1784, porque, embora parecessem magníficos, eram feitos de pinheiro barato e, após um período de tempo atroz (o rio Tamisa congelou em 1783), eles estavam podres.
Suas substituições, brilhando em verde, azul, vermelho e dourado, guardam um segredo. Os oito no nível do solo foram esculpidos à mão em madeira de cedro, mas os 72 dragões nos andares mais altos foram produzidos em uma impressora 3D. “O maior problema de engenharia que tivemos foi prender os dragões aos telhados", disse Putnam. “Eles não se preocuparam muito com saúde e segurança no século 18. Os maiores impressos em 3D pesam menos de 10 quilos, e os de madeira pesam um quarto de tonelada. Para fazê-los todos em madeira, teríamos que perfurar a estrutura original através de hastes de reforço de aço para segurá-las ”.
A torre, que já apareceu nos registros de prédios em eminente risco de cair em ruínas, provou estar em excelente forma. A restauração de 5 milhões de libras levou à substituição de apenas 60 tijolos e, na cúpula, não encontraram a esperada chapa do século XX, mas o telhado de cobre original, muito mais caro, exigido por Chambers.
A elegante escadaria em espiral de madeira ainda é a que ele projetou. Um painel de vidro no meio do edifício dá uma visão magnífica, mas vertiginosa, do mesmo. O painel preenche um dos buracos cortados em cada andar pelo Royal Aircraft Establishment quando eles usaram o prédio para testar cortinas de fumaça usadas para camuflar aeronaves de baixa altitude na Segunda Guerra Mundial.
"Este edifício mudou a paisagem", disse Putnam. "Assim que terminou, todos os príncipes da Europa queriam um pagode próprio."
O Grande Pagode em Kew Gardens reabre ao público a partir de sexta-feira, 13/8/18, com ingresso separado, além de admissão para os jardins.
#
Artigo de Maev Kennedy para o jornal inglês “The Guardian” ( www.theguardian.com/science/2018/jul/10/dragons-return-kew-gardens-pagoda-200-year-absence).

Dragões “chinoiserie” retornam aos Kew Gardens de Londres

Craig Hatto disse ao “Global Times” que, entre 1761 e 1784, o tempo na Grã-Bretanha foi particularmente ruim: as erupções vulcânicas na Europa tiveram um enorme impacto no sistema meteorológico da Grã-Bretanha, causando o clima mais úmido jamais registrado. "Naquele momento, a ‘chinoiserie’ saiu de moda e os dragões não foram substituídos", acrescentou Hatto. Artigo de Sun Wei, em Londres, para o “Global Times”, editado em 19/11/2017 (www.globaltimes.cn/content/1075994.shtml). +

Perdidos por mais de 200 anos, os dragões “chinoiserie” que decoraram o Grande Pagode em Kew Gardens, em Londres, retornarão aos seus locais de descanso após um projeto que vai restaurar sua glória original.
Projetado no século 18, no auge da moda “chinoiserie”, o Grande Pagode era adornado com 80 dragões coloridos esculpidos em madeira. Estes dragões foram removidos mais tarde, quando o pagode sofreu reparos, cerca de 20 anos depois de ter sido construído, enquanto o próprio pagode foi fechado ao público por quase 50 anos devido ao seu mau estado de conservação.
Agora, um projeto de restauração lançado durante o segundo semestre de 2016 trabalha para restaurar o pagode e substituir os dragões desaparecidos.
Enquanto o trabalho no pagode ainda está em andamento, os dragões foram revelados em um evento de mídia em Londres na semana passada. O projeto foi financiado pela loja de departamentos House of Fraser, que faz parte do Sanpower Group, com sede em Nanjing.
O projeto de renovação fará com que o pagode retorne à sua antiga glória, com telhados verdes e brancos, um arremate dourado e 80 dragões de madeira. Se tudo correr como planejado, o pagode será reaberto ao público em 2018. O Kew Gardens foi listado em 2003 pela UNESCO como patrimônio cultural mundial.
Xiang Xiaowei, conselheiro cultural da embaixada chinesa no Reino Unido, disse que acha que o Grande Pagode será um grande símbolo para transmitir a amizade histórica de mais de 200 anos entre a China e o Reino Unido.

Réplica do Pagode de Nanjing
Acredita-se que o Grande Pagode tenha sido inspirado no Pagode de Porcelana do século XV, localizado em Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste da China.
O Pagode de Porcelana foi projetado durante o reinado do Imperador Yongle (1402-1424) durante a Dinastia Ming (1368-1644). Localizada na margem sul do rio Qinhuai, foi uma das maravilhas do mundo antigo, mas foi destruída no século 19 durante a Rebelião Taiping.
Subindo nove andares a uma altura de 97 metros de uma base octogonal de 30 metros de largura, a torre era um ícone importante da cidade. Visitantes do Ocidente relataram sua beleza quando voltaram para suas terras natais. Um desses viajantes foi o arquiteto inglês Sir William Chambers. Chambers projetou o Grande Pagode para a família real britânica depois de visitar a China duas vezes em 1743 e 1748. Concluído em 1762, o pagode de 10 andares e 50 metros de altura era o edifício mais alto de estilo chinês na Europa. Craig Hatto, líder do projeto nos Palácios Reais Históricos, disse ao “Global Times” que o Grande Pagode oferecia a primeira e melhor visão aérea de Londres. "O rei George III o usava como uma torre de prospecção", disse Hatto. Isso era bem diferente do papel dos pagodes na China, onde esses edifícios são reverenciados como repositórios de relíquias ou escritos sagrados e lugares de contemplação.

Dragões de alta tecnologia
O Grande Pagode era originalmente muito mais colorido do que é hoje e já foi adornado com 80 dragões de madeira esculpidos à mão. Os dragões eram atraentes e muito famosos, mas foram removidos em 1784, quando reparos foram feitos no telhado do pagode. Os historiadores não sabem exatamente por que os dragões foram removidos e o que aconteceu com eles depois. Alguns especialistas acreditam que os dragões originais foram esculpidos em pinho e foram removidos porque começaram a apodrecer.
Craig Hatto disse ao “Global Times” que, entre 1761 e 1784, o tempo na Grã-Bretanha foi particularmente ruim: as erupções vulcânicas na Europa tiveram um enorme impacto no sistema meteorológico da Grã-Bretanha, causando o clima mais úmido jamais registrado. "Naquele momento, a ‘chinoiserie’ saiu de moda e os dragões não foram substituídos", acrescentou.
A parte principal do atual projeto de renovação é restaurar esses 80 dragões para que os visitantes possam ver como era o pagode quando foi construído pela primeira vez. No entanto, recriar uma cópia exata desses dragões não é uma questão simples.
Os curadores têm que confiar em recursos arquivísticos e realizar pesquisas sobre o estilo chinoiserie do período, a fim de recriar as esculturas e obter as cores certas. Hatto disse ao “Global Times” que o peso combinado dos dragões originais era de cerca 2,5 toneladas, assim o impacto no edifício teria sido fenomenal. Isso criou um desafio difícil para a equipe de restauração. "Temos que encontrar uma forma diferente de engenharia. Do ponto de vista da conservação, algo que não danifique o prédio. Esse é o nosso principal objetivo", disse Hatto. "Optamos por dragões impressos em 3D, que são incrivelmente leves. Cada dragão passou de 45 a 50 quilos para 4,5 quilos", disse Hatto, ao mostrar os dragões no evento. "Eles são possivelmente o maior projeto de impressão 3D do mundo", acrescentou.
#
Artigo de Sun Wei, em Londres, para o “Global Times”, editado em 19/11/2017 (www.globaltimes.cn/content/1075994.shtml).

Fabio Szwarcwald é exonerado da Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Em seu lugar, assume a arquiteta Dinah Guimaraens. A mostra 'Queermuseu' está mantida, segundo secretário estadual de Cultura. Artigo de Paula Autran e Nelson Gobbi para o jornal “O Globo” editado em 11/07/18. +

O diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira. Colecionador de arte contemporânea e atuante no mercado financeiro, Szwarcwald foi escolhido para assumir o cargo pelo então secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, em março de 2017.
Em seu lugar, de acordo com o "Diário Oficial" do Estado do Rio, assume Dinah Guimaraens, que é arquiteta e urbanista. Técnica em museus desde 1983, Dinah é ex-vice-diretora do Museu Nacional de Belas Artes do Rio e foi arquiteta e antropóloga do Instituto Nacional do Folclore — Museu Edison Carneiro.
Segundo o secretário de Cultura, Leandro Monteiro, a exoneração foi por “motivos administrativos”. Ele garante que a exposição “Queermuseu”, marcada para 18 de agosto, está mantida. Após ser censurada em Porto Alegre, a mostra foi vetada no Museu de Arte do Rio (MAR) pelo prefeito Marcelo Crivella, no ano passado, e acabou custeada por uma campanha de financiamento coletivo recorde para acontecer no Parque Lage. Com arrecadação de R$ 1,08 milhão, a campanha teve também doações realizadas por 1.677 colaboradores, vendas de obras doadas por 70 artistas e ingressos para show de Caetano Veloso.
— A gente lutou muito para trazer a “Queer”. Isso começou quando eu ainda era subsecretário do Lazaroni. Foi ele quem me pediu para ligar para o Fábio e começar esta movimentação para trazê-la — diz Monteiro.
— A exposição foi planejada na época em que eu era secretário. Sofri pressão, sim, de políticos evangélicos. Mas nunca foi cogitado cancelá-la, assim como está fora de cogitação cancelá-la agora — acrescenta o deputado André Lazaroni (MDB).
Ainda que o secretário de Cultura garanta a montagem da “Queermuseu” no prazo, tanto o ex-diretor da EAV quanto Gaudêncio Fidélis, curador da exposição, têm dúvidas sobre a sua realização neste contexto. Fidélis, que afirma não ter sido procurado por ninguém da Secretaria, teme que a etapa final da produção seja prejudicada com a mudança.
— A exposição já passou por muitas coisas neste caminho, mas eu realmente não imaginava que uma mudança desta grandiosidade pudesse acontecer a quase um mês do seu início — destaca o curador. — Já estamos com o calendário de coleta das obras fechado, temos toda uma agenda com os convidados que participarão do ciclo de palestras, não dá para mudar nada na logística a esta altura. Seria uma volta à estaca zero. Se o catálogo não for para a gráfica na próxima segunda-feira, ele não ficará pronto a tempo da abertura.
Para Fidélis, caso a mudança inviabilize a montagem, será um novo episódio de censura à “Queermuseu”:
— Há várias maneiras de se fazer censura, pode ser explícita como o Santander Cultural fez em Porto Alegre ou como a proibição do Crivella para a montagem da mostra no MAR. Me recuso a acreditar que a Secretaria de Cultura pudesse fazer algo para inviabilizar a exposição, até porque há uma responsabilidade não só com o dinheiro do contribuinte quanto de quem participou da campanha. Mas caso algo aconteça, com o histórico da mostra, certamente seria um novo episódio de censura.
DINAH GUIMARAENS NÃO RETORNOU PEDIDO DE ENTREVISTA
Graduada pela Universidade Santa Úrsula, com mestrado em Antropologia Social e em História Antiga e Medieval, além de doutorado e pós-doutorado em Antropologia, Dinah publicou, com Lauro Cavalcanti, "Arquitetura Kitsch Suburbana e Rural" (1979, 2006) e "Arquitetura de Motéis Cariocas: Espaço e Organização Social" (1980, 2007). Também organizou os livros "Estética Transcultural na Universidade Latino-Americana" (2016) e "Museu de Artes e Origens: Mapa das Culturas Vivas Guaranis" (2003).
Procurada pela reportagem, ela não retornou os pedidos de entrevista. (colaborou Berenice Seara, do "Extra")
#
Artigo de Paula Autran e Nelson Gobbi para o jornal “O Globo” editado em 11/07/18.

"Foi uma surpresa total", diz Fabio Szwarcwald, exonerado da EAV-Parque Lage

Ex-diretor da escola disse que soube da demissão por uma de suas funcionárias. Artigo de Nelson Gobbi para o jornal “O Globo” editado em 11/07/18. +

A exoneração da direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage pegou Fabio Szwarcwald de surpresa. Ele soube da demissão por sua secretária, que leu a decisão publicada no "Diário Oficial" do Estado do Rio desta quarta-feira.
‘Se houve algum incômodo pela minha atuação, isso nunca me foi passado.’
— Não recebi nenhuma comunicação do Leandro ou do Lazaroni, foi uma surpresa total, ainda mais a quase um mês da abertura da exposição ("Queermuseu", cancelada em Porto Alegre e custeada, no Rio, após campanha de financiamento coletivo) — comenta Szwarcwald. — Não tenho ideia do motivo, uma vez que a Secretaria acompanhava de perto o trabalho e apoiava a gestão do Parque Lage e a realização da exposição. Saí do mercado financeiro para ganhar um décimo do que ganhava por entender que poderia dar uma contribuição à cidade. Fiz muito além do que me foi pedido. Em um ano e quatro meses conseguimos transformar o Parque Lage em uma referência em gestão, sem precisar recorrer apenas à dotação econômica do Estado, em um momento de crise nas finanças.
O ex-diretor da instituição garante sempre ter mantido bom trânsito com o atual e o antigo secretário, e não imagina que a decisão possa passar por algum incômodo em relação à projeção que a realização da exposição no Parque Lage possa ter lhe trazido:
— Sendo franco, minha atuação estava focada em criar um modelo de gestão para o Parque Lage. Nos últimos meses estava trabalhando dez horas por dia para resolver questões relacionadas à “Queer” e à EAV, temos uma série de outros projetos aqui dentro. E nunca deixamos de destacar o papel da Secretaria dentro deste processo. Se houve algum incômodo pela minha atuação, isso nunca me foi passado.
MANIFESTAÇÕES DE APOIO
Durante as horas em que recebeu O GLOBO no Parque Lage, nesta quarta-feira, Fabio Szwarcwald recebeu ligações e manifestações de apoio de conselheiros da instituição e de artistas. Um deles, Ernesto Neto, foi um dos que doaram obras para a realização da “Queermuseu”, em março deste ano:
— Foi uma enorme surpresa esta substituição súbita, fico muito desconfiado. Não posso avaliar o trabalho da Dinah, que nem conheço, assim como suas propostas. Mas a EAV é um patrimônio cultural da sociedade carioca, e precisamos pensar como gerir um lugar tão importante. Acho que, para não dependermos de governos que mudam de quatro em quatro anos, o diretor da escola deveria ser escolhido por um conselho formado por artistas. Se não, ficamos à mercê de um secretário que nem o aval da classe artística tem.
A reportagem solicitou entrevista com Dinah Guimaraens, mas não obteve retorno.
#
Artigo de Nelson Gobbi para o jornal “O Globo” editado em 11/07/18.

Diretora indicada desiste de assumir Parque Lage

Segundo nota enviada pela Secretaria, a desistência se deu pela impossibilidade de a arquiteta e antropóloga conciliar a direção do Parque Lage com sua condição de funcionária da Universidade Federal Fluminense. Artigo editado no jornal “O Globo” em 12/07/18. +

Após o anúncio da exoneração de Fabio Szwarcwald da direção do Parque Lage, nesta quarta-feira, a diretora indicada pela Secretaria de Cultura, Dinah Guimaraens, anunciou nesta quinta a sua desistência em assumir a função na instituição.
Segundo nota enviada pela Secretaria, a desistência se deu pela impossibilidade de a arquiteta e antropóloga conciliar a direção do Parque Lage com sua condição de funcionária da Universidade Federal Fluminense.
Nesta quinta, o Movimento #342Artes enviou a Leandro Monteiro uma carta manifestando preocupação com o afastamento de Szwarcwald, como noticiou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois. A carta lembrava que Szwarcwald foi o responsável, ao lado da empresária Paula Lavigne e de um grupo representativo de artistas, críticos, curadores e pesquisadores, pela campanha de financiamento coletivo que assegurou a realização da exposição “Queermuseu” no Rio, e solicitava o cancelamento da exoneração.
LEIA ABAIXO A NOTA DA SEC NA ÍNTEGRA

"Após inúmeras manifestações favoráveis vindas principalmente da classe artística, e da recusa momentânea da Sra Dinah Guimaraens, o secretário de cultura do Estado Leandro Monteiro optou por reconsiderar o ato de exoneração do Sr. Fabio do cargo de diretor do Parque Lage.
'Infelizmente não poderei aceitar a indicação por parte da secretaria de cultura para o cargo por ser funcionária pública federal com dedicação exclusiva à universidade federal fluminense. Agradeço tal indicação e espero colaborar com a secretaria em outros projetos culturais futuros' — Dinah Guimaraens
'Fiquei honrado com as manifestações favoráveis e agradeço a reconsideração do secretário Leandro Monteiro, que vem fazendo uma bela gestão. Agora é tocar o 'Queermuseu' que está confirmado para o mês que vem e olhar para frente. Só tenho a agradecer' — Fabio Szwarcwlad."
#
Artigo editado no jornal “O Globo” em 12/07/18.

Secretaria do Rio volta atrás e reconvoca diretor do Parque Lage

Após exonerar o diretor Fábio Szwarcwald, nesta quarta-feira (11), ao cargo de diretor do Parque Lage, o secretário de Cultura do Rio Leandro Montei voltou atrás e reconsiderou a sua decisão. Artigo editado no jornal "Folha de S. Paulo" em 13/07/18. +

Após exonerar o diretor Fábio Szwarcwald, nesta quarta-feira (11), ao cargo de diretor do Parque Lage, o secretário de Cultura do Rio Leandro Montei voltou atrás e reconsiderou a sua decisão.
Em nota, a secretaria diz que a reconsideração foi ocasionada por "inúmeras manifestações favoráveis vindas principalmente da classe artística, e da recusa momentânea da Dinah Guimaraens [nome indicado para o lugar de Szwarcwald]".
Até a publicação desta nota, a secretaria não informou o que ocasionou a exoneração de Szwarcwal.
A tradicional escola, por onde passaram nomes importantes da arte brasileira contemporânea, como Beatriz Milhazes, Adriana Varejão e Ernesto Neto, é um equipamento estadual.
Recentemente, a escola realizou uma campanha de financiamento coletivo para abrigar a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira" —foram arrecadados mais de R$ 1 milhão. A estimativa é que a exposição seja reaberta em agosto.
A iniciativa ganhou corpo após o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, proibir a exposição de ser exibida no MAR (Museu de Arte do Rio), em outubro de 2017.
Um mês antes, o Santander Cultural suspendeu a mostra em Porto Alegre após pressão de grupos que a consideram ofensiva. Contra recomendação do Ministério Público, a instituição decidiu não reabrir a exposição.
#
Artigo editado no jornal "Folha de S. Paulo" em 13/07/18.

Taxação de armazenagem de obra de arte em aeroporto será discutida em 19 e 26/7

Para elaborar proposta que visa solucionar problema das taxas de armazenagem de obras de arte em aeroportos, um grupo de Trabalho formado pelos Ministérios da Cultura, Transportes e Anac se reunirá com o setor cultural na próxima quinta (19/7) e com concessionárias de aeroportos dia 26/7. Informe enviado pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura em 13/07/2018. +

Solução para taxas de armazenagem de obras de arte em aeroportos será proposta em agosto

Para elaborar proposta, Grupo de Trabalho formado pelos Ministérios da Cultura, Transportes e Anac se reunirá com o setor cultural na próxima quinta (19) e com concessionárias de aeroportos dia 26

13.07.2018
Está prevista para a segunda quinzena de agosto a conclusão de uma proposta de regulação para a cobrança de taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais pelos aeroportos. Desde o dia 4 deste mês, um grupo de trabalho (GT) formado pelos Ministérios da Cultura, dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vêm se reunindo semanalmente para elaborar uma solução para a questão. Na próxima quinta-feira (19), o GT se reunirá com representantes de museus, de feiras internacionais de arte, e outros centros culturais para debater o tema. Na semana seguinte, será a vez das concessionárias dos aeroportos.
A forma como vem sendo feita a cobrança pelos aeroportos, que considera o valor de mercado das obras e não o peso das mesmas, pode inviabilizar a realização de grandes eventos culturais este ano, alertaram representantes do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), do Instituto Tomie Ohtake, da Bienal de São Paulo, do Itaú Cultural, da SP-Arte, do Teatro Cultura Artística, da Pinacoteca do Estado e da Arte 3. O grupo se reuniu nesta quinta-feira (12) com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em seu gabinete em Brasília, para pedir celeridade na solução da questão.
A proposta do MinC é que haja a regulamentação do conceito de atividade cívico-cultural, de modo a garantir a clareza necessária sobre quais atividades podem se beneficiar do regime especial de tarifas garantido pela tabela 9 do contrato de concessão dos aeroportos (que estabelece a cobrança por peso, e não pelo valor de mercado).
Em abril, Sá Leitão já havia defendido a cobrança da tarifa por peso junto à Anac. Para o ministro, o aumento da taxa devido à cobrança por valor de mercado, pode trazer um prejuízo irreparável para a economia criativa brasileira, que atualmente responde por 2,64% do PIB nacional e contribui de forma significativa para o desenvolvimento do país, gerando emprego, renda e inclusão.
Por isso, o MinC e o MTPA decidiram, em maio, criar o grupo de trabalho encarregado de propor regras mais claras para a cobrança de tarifas de armazenagem sobre obras de arte e instrumentos musicais por aeroportos. A comissão já realizou duas reuniões, a primeira no dia 4 de julho e outra no dia 11 de julho.
Arbitrariedade
O setor cultural avalia que a mudança no critério de cobrança foi realizada de forma arbitrária e que os novos valores inviabilizam a realização dos eventos. De acordo com o diretor executivo do Instituto Tomie Ohtake, Roberto de Souza Leão Veiga, com a nova taxação, o valor cobrado para o armazenamento do conjunto de obras de uma exposição passa de R$ 3 mil para R$ 4,5 milhões. O custo é maior que o orçamento geral para a montagem da mostra; cerca de R$ 3 milhões.
A medida também pode afetar a imagem do País no exterior. O diretor Administrativo e Financeiro da Pinacoteca de São Paulo, Marcelo Dantas, ressaltou que as instituições brasileiras têm trabalhado para construir uma imagem sólida junto a museus e outros parceiros internacionais, que será abalada caso haja cancelamento de mostras e exposições.
Imbróglio
O impasse sobre a mudança na cobrança de tarifas de armazenagem para bens culturais teve início em outubro de 2017, quando houve tentativa de mudança na tarifação dos instrumentos da Orquestra Nacional do Conservatório de Toulouse, que se apresentou no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. Na ocasião, a direção do teatro conseguiu junto à Justiça impedir a mudança tarifária e garantiu a realização do concerto.
Desde então, outros eventos sofreram com o desenquadramento de obras de arte, instrumentos musicais e outros itens da tabela utilizada para bens “cívico-culturais”. O caso de maior repercussão foi o da feira SP-Arte, um dos mais importantes eventos do mercado global de artes, que anualmente traz consagradas galerias brasileiras e estrangeiras, museus e instituições culturais, para um encontro criativo entre colecionadores, profissionais e amantes da arte. Em abril deste ano, várias galerias participantes tiveram suas obras taxadas por tabelas que consideram o valor e não o peso da obra, como era feito anteriormente.
A mudança de interpretação também atingiu o Masp, que ingressou com mandado de segurança contra a cobrança de tarifas de armazenagem abusivas sobre seis obras emprestadas do museu britânico Tate Museum para a exposição "Acervo em Transformação - Tate no MASP".

Mais informações:
Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
imprensa@cultura.gov.br
(61) 2024-2256/2456/2412
#
Informe enviado pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura em 13/07/2018.

Desenho para “O Ursinho Puff” bate recorde para ilustração de livro

O mapa do Bosque dos Cem Acres, um dos cinco desenhos que serviram de ilustração para o livro “O Ursinho Pooh” ("Winnie-the-Pooh"; 1926), foi vendido emLondres por US$ 570 mil. Juntos, os cinco desenhos arreecadaram US$ 1,2 milão. Artigo de Sarah Cascone para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 10/7/18. +

Um desenho de para o livro “O Ursinho Puff” (Winnie-the-Pooh) se tornou a ilustração de livro mais cara já vendida em leilão ao ser vendida na Sotheby's de Londres por 430 mil libras (cerca de US$ 570 mil) em 10/7/18. O desenho do Mapa do Bosque dos Cem Acres é de E.H. Shepard, que forneceu as ilustrações para a amada série infantil de A.A. Milne. "Eu suspeito que não há uma criança sequer que não reconheça instantaneamente essa maravilhosa representação da Bosque dos Cem Acres. Este é o primeiro desenho que você encontra no livro e é o guia visual de todo o universo de Winnie-the-Pooh”, disse Philip W. Errington, diretor de livros impressos e manuscritos da Sotheby's.
O mapa, que mostra Puff e seus amigos e todos os lugares favoritos da floresta, apareceu nos jornais no lançamento do livro em 1926. Inclui erros ortográficos infantis como o Cem Wood "Akre" e uma nota que o mapa foi "Drawn por mim e Shepard helpd". Quando a Disney adaptou duas histórias de Puff em um curta-metragem de animação, “Winnie-the-Pooh” e “A Árvore de Mel”, em 1966, o mapa serviu de inspiração para a sequência de abertura do filme. O recorde ultrapassou outro desenho de Shepard, do segundo livro de Milne, “The House at Pooh Corner”, que foi vendido por 314.500 libras (US$ 493 mil) na Sotheby's em Londres em dezembro de 2014.
A venda incluiu quatro outros desenhos de “O Ursinho Puff”, todas eles mantidos em uma coleção particular e não foram exibidas publicamente por quase 50 anos. Coletivamente, os cinco desenhos de tinta foram vendidos por 917.500 Libras (US$ 1,2 milhão).
#
Artigo de Sarah Cascone para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 10/7/18.

Getty Museum adquire rara Torá de 700 anos

Manuscrito judaico com iluminuras datado de 1296, conhecido como o “Pentateuco Rothschild” é um dos mais espetaculares manuscritos hebraicos medievais que chegou ao mercado em mais de um século. Artigo de Jori Finkel editado no site do “New York Times” em 11/7/18. www.nytimes.com/2018/07/11/arts/design/getty-museum-torah-rothschild-pentateuch.html +

O Museu Getty tem sido um destino para os fãs de manuscritos com iluminuras, com um tesouro que inclui livros de orações cristãos da Idade Média. Agora também possui um raro manuscrito judaico com iluminuras datado de 1296, conhecido como o “Pentateuco Rothschild”. “Este é o mais espetacular manuscrito hebraico medieval que chegou ao mercado em mais de um século. É incomum nesta fase tardia no desenvolvimento de coleções encontrar algo assim, que ainda não pertence a um grande museu”, disse o diretor do Museu Getty, Timothy Potts, que finalizou a aquisição no mês passado. “Ele também preenche uma lacuna nas propriedades do Getty”, disse Potts. “Temos muitos manuscritos cristãos e pelo menos um Alcorão, e agora também temos um manuscrito hebraico”.
Como uma Torá tradicional, o manuscrito consiste nos Cinco Livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Ao contrário de uma Torá tradicional, apresenta ilustrações extensas: três pinturas de página inteira, 56 grandes painéis de texto iluminados, 72 pequenos painéis de texto iluminados e centenas de imagens nas margens. O visual apresenta feras e animais fantásticos, bem como floreios caligráficos mais abstratos, com uma cena de Moisés dirigindo-se aos israelitas, acrescentada mais tarde pelo escriba Joel ben Simeon (século 15).
Potts disse que o texto do “Pentateuco Rothschild” sugere uma origem inglesa, enquanto elementos estilísticos indicam que provavelmente foi feito na Alemanha ou na França. “Desde que os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1290, e a data é 1296, o pensamento é que isso foi criado por ou para judeus emigrados da Inglaterra”, disse ele. Com o orçamento de US$ 7,2 bilhões da Getty Trust, que permite competir com colecionadores privados de alto nível em vários campos de aquisição, o Museu Getty adquiriu o manuscrito de vendedores particulares identificados como "os herdeiros de uma família judia de Frankfurt".
A família recebeu a Torá em 1950 como parte de uma troca de terras com a cidade. Anteriormente, a biblioteca da universidade em Frankfurt manteve a obra, doação feita pela Baronesa Adelaide de Rothschild, sua proprietária mais ilustre, no início de 1900. Embora o Getty não divulgue o valor da compra, Potts confirmou que Ronald S. Lauder, fundador da Neue Galerie, que se tornou conselheiro do Getty Museum em 2016, e sua esposa, Jo Carole Lauder, deram “uma contribuição muito significativa” para a aquisição. O departamento de manuscritos do museu está organizando uma pequena exposição para mostrar sua nova aquisição. A mostra “A Arte das Três Fés: uma Torá, uma Bíblia e um Alcorão" estará em exibição de 7/8/18 a 3/2/19.
#
Artigo de Jori Finkel editado no site do “New York Times” em 11/7/18. www.nytimes.com/2018/07/11/arts/design/getty-museum-torah-rothschild-pentateuch.html

Corte dos EUA nega a artistas royalties por obras de arte vendidas em leilão

Após disputa de sete anos, a 9ª Vara do Tribunal de Apelações dos EUA decidiu que a lei de direitos autorais dos EUA é superior a uma lei da Califórnia que exige o pagamento de royalties aos artistas. Texto de Eileen Kinsella para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 9/7/18. +

Artistas que esperavam receber algum pagamento quando seu trabalho fosse vendido por milhões de dólares em leilões podem esquecer disso, pelo menos nos EUA. A 9ª Vara do Tribunal de Apelações dos EUA derrubou uma lei estadual da Califórnia que exigia que os artistas recebessem royalties quando seu trabalho fosse revendido em uma casa de leilão. O painel de três juízes disse que a lei, chamada de Lei de Royalties de Revenda da Califórnia de 1977 (CRRA), é precedida pela Lei de Direitos Autorais federal.
A decisão encerra uma batalha legal de sete anos sobre royalties de revenda, que oferecem aos artistas visuais uma parte dos lucros quando suas obras são revendidas por galerias ou em leilões.
Em um conto agora apócrifo, diz-se que o debate sobre os royalties começou quando o artista Robert Rauschenberg intimou o colecionador Robert Scull depois que ele obteve um grande lucro vendendo uma de suas obras em um leilão. Rauschenberg continuaria defendendo que a Califórnia adotasse o Royalties da Revenda, a única lei desse tipo nos EUA.
Sob o CRRA, os artistas tinham direito a cinco por cento do preço de revenda de suas obras de arte, sob certas circunstâncias. A lei aplicava-se apenas a obras vendidas na Califórnia ou vendidas por um residente da Califórnia. Alguns argumentaram que a lei restringia injustamente o mercado de arte na Califórnia.
A última decisão praticamente anula a lei californiana, limitando seu escopo a uma janela de um ano. Agora, só funciona para obras revendidas entre 1/1/1977 e 1/1/1978, quando o Copyright Act entrou em vigor. O tribunal decidiu que as reivindicações de royalties feitas após 1/1/1978 “foram expressamente esvaziadas” pela Lei de direitos autorais, que não reconhece o direito de um artista de revender os royalties.
A decisão rejeita uma ação coletiva levada pelos artistas Chuck Close, Laddie John Dill e Sam Francis Foundation em 2011. O grupo entrou com a ação para cobrar pagamentos de royalties da Sotheby’s, da Christie's e do gigante do e-commerce eBay. (Nenhum dos acusados respondeu imediatamente ao pedido da Artnet News para comentários no momento da publicação.) "Não estou surpreso, mas estou decepcionado", disse Dill ao jornal “San Francisco Chronicle”.
#
Texto de Eileen Kinsella para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 9/7/18.

National gallery de Londres compra uma pintura de Artemisia Gentileschi

A pintura da pioneira do renascimento italiano é apenas a 21ª obra de arte de uma artista mulher a entrar na coleção de mais de 2.300 obras do museu. Texto de Eileen Kinsella para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 6/7/18. +

A National Gallery de Londres adquiriu um raro autorretrato recentemente redescoberto de Artemisia Gentileschi, “Auto-Retrato como Santa Catarina de Alexandria (cerca de 1615-17) por cerca de US$ 4,08 milhões, poucos meses depois de ter sido vendida em um leilão em Paris. A pintura é apenas a 21ª obra de arte de uma artista mulher a entrar na coleção de mais de 2.300 obras do museu.
A aquisição “realiza um sonho antigo de aumentar a coleção de pinturas da National Gallery com obras de importantes mulheres artistas", disse o comunicado de Hannah Rothschild, que em 2015 se tornou a primeira mulher a presidir o conselho de administração da National Gallery.
“Gentileschi foi uma pioneira, uma mestre contadora de histórias e uma das pintoras mais progressistas e expressivas do período”. A pintura pertencia à mesma família francesa há séculos, mas sua autoria foi obscurecida ao longo dos anos.
Ele foi vendido na casa de leilões de Paris Christophe Joron-Derem em dezembro passado por € 1,85 milhão (US$ 2,9 milhões), muito acima da estimativa de € 350 mil. É o preço mais alto já pago em leilão para uma obra da artista, mas preços muito mais altos foram pagos em transações particulares, como quando o Getty pagou US$ 30,5 milhões por uma pintura Gentileschi, no início de 2016.
A curadora de arte barroca do museu, Letizia Treves, disse em um comunicado que o museu há muito queria adquirir uma pintura de Gentileschi. “O fato de que este é um autorretrato aumenta enormemente o apelo da pintura e a importância histórica da obra”, disse ela. A artista teve uma vida dramática, superando enormes desafios pessoais e profissionais como resultado de seu gênero. Ela foi estuprada pelo pintor Agostino Tassi e depois submetida a intensos questionamentos e tortura física durante o julgamento de sete meses que se seguiu. Embora sua habilidade como artista tenha sido muitas vezes ofuscada pelos detalhes de sua vida, ela agora é considerada uma das pintoras mais importantes de sua geração.
Das cerca de 60 pinturas atribuídas a Gentileschi, muitas se concentram em uma forte heroína feminina, e muitas foram interpretadas como autobiográficas. O auto-retrato de Santa Catarina mostra uma figura feminina voltada para o espectador. “Uma auréola é visível logo acima de sua cabeça, indicando que ela é uma santa. Sua mão esquerda repousa no topo de uma roda pontiaguda quebrada ”, de acordo com um comunicado do museu. A roda foi associada com a santa, que foi martirizada no século IV depois de ter sido condenada à morte pelo imperador Maxêncio. Ela estava ligada a rodas giratórias cravejadas com pregos de ferro e, embora conseguisse escapar, mais tarde ela foi decapitada.
Há apenas duas outras pinturas de cavalete Gentileschi conhecidas no Reino Unido: “Susannah and the Elders’, que está na Burghley House Collection em Stamford, e “Autoretrato como uma Alegoria da Pintura (La Pittura)”, na Royal Collection. O auto-retrato de Santa Catarina de Alexandria será restaurado nos próximos seis meses e será exibido na galeria no início de 2019.
#
Texto de Eileen Kinsella para o portal de artes Artnet (www.artnet.com) editado em 6/7/18.