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Se achadas, obras sumidas poderiam formar maior museu de arte do Brasil +

Sejam bem-vindos ao maior museu do Brasil! Uma coleção que reúne obras de mestres das artes plásticas, Dalí, Picasso, Monet, Aleijadinho, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Infelizmente ninguém pode ver essa coleção, porque todas essas obras estão desaparecidas.

No dia 26 de fevereiro, o maior roubo de obras de arte do Brasil completou 10 anos. O assalto ao Museu Chácara do Céu, no Rio, aconteceu durante o carnaval de 2006. Na ocasião, bandidos aproveitaram um bloco de carnaval que desfilava ali, entraram no museu armados e levaram quadros de Dalí (Os Dois Balcões), Matisse (Jardim de Luxemburgo - foto), Monet (Marinha) e Picasso (A Dança), avaliados, na época, em US$ 50 milhões.

De acordo com especialistas em segurança, a fragilidade do patrimônio artístico e histórico nacional é enorme. Prova disso são os roubos de arte sacra, um problema muito mais grave que os roubos a museus. A lista oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, registra 1.644 peças sacras sumidas no Brasil. O destino dessas obras quase sempre é desconhecido; muitas vão parar em antiquários.

O Fantástico descobriu o paradeiro de obras retiradas de igrejas, todas hoje em mãos de colecionadores. Em trabalho independente, a equipe que cuida do patrimônio histórico no Ministério Público de Minas Gerais já recuperou quase 700 obras. As peças foram redistribuídas a museus de Minas Gerais. A maioria estava no Rio ou em São Paulo.
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Fonte: site G1 – Fantástico, em 13/03/2016.

Obras de Picasso somem de fundo de arte de banco alemão +

Doze obras de arte, entre elas várias litografias de Picasso, foram supostamente roubadas de uma coleção do antigo banco alemão WestLB, segundo informações da publicação "Der Spiegel".
Trabalhadores da entidade Portigon Financial Services, que absorveu há alguns anos o banco WestLB, advertiram que alguém acessou a câmara onde eram guardadas as obras em horários pouco frequentes na passagem de 2014 a 2015.
Investigações internas posteriores levaram a descobrir que faltavam no total 12 obras, entre elas litografias de Picasso com temática taurina, assim como uma obra expressionista de Gabriele Münter.
Segundo indica o "Der Spiegel", que não precisa por que o roubo só foi descoberto agora, a coleção estava coberta por um seguro de 1,1 milhão de euros (US$ 1,2 milhão), embora o preço no mercado destas obras poderia ultrapassar amplamente esse valor.
A entidade bancária denunciou o roubo, mas por enquanto as pesquisas resultaram infrutíferas e as investigações foram mantidas em segredo.
Há poucos anos aconteceu uma polêmica pela possível venda por parte do banco WestLB de cerca de 380 obras de um valor que então foi estimado incalculável.
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Texto da agência EFE reproduzido no site http://exame.abril.com.br | 15/04/16.

Polícia da Itália recupera pinturas saqueadas por nazistas em Milão +

Três pinturas do final do século 15 que estavam desaparecidas desde que foram saqueadas por tropas nazistas há mais de 70 anos foram recuperadas. Duas pessoas foram acusadas de receber bens roubados, informou a polícia da Itália nesta segunda-feira (18/04/16).
As obras de temática religiosa, encontradas em duas residências particulares de Milão em julho, foram descritas pela historiadora da arte Paola Strada como "de imenso interesse por causa de seu caráter único, e por que são de artistas considerados raros no mercado".
Entre as peças, estão a "Trindade" (na foto acima), de Alessio Baldovinetti, influenciado pelo pintor da Renascença Fra Angelico, e a "Apresentação de Jesus no Templo", do veronês Girolamo Dai Libri, um famoso miniaturista.
Parte de uma vasta coleção de arte da Casa de Bourbon-Parma, as pinturas foram roubadas por soldados alemães em 1944 de uma vila da cidade toscana de Camaiore, onde morou o príncipe Félix, consorte da Grande Duquesa de Luxemburgo.
A maioria das peças roubadas, mantidas na vila de um membro do alto escalão da organização militar nazista SS, foi encontrada e enviada de volta a Luxemburgo pouco após o final da guerra.
As pinturas recuperadas em Milão, e mantidas na Pinacoteca de Brera da cidade desde julho, são três de quase 40 obras ainda desaparecidas.
Foi iniciada uma investigação criminal ligada à descoberta das pinturas e a duas pessoas não identificadas acusadas de receptação de bens roubados, disse o chefe do departamento de Crimes de Arte, Riccardo Targetti.
Especialistas do Ministério da Cultura italiano disseram não terem conseguido estimar o valor das obras de arte.
"Por enquanto, não há parâmetros que possamos usar para quantificar o quanto elas valem", afirmou Paola.
De acordo com Antonella Ranaldi, superintendente das artes do Ministério da Cultura, as pinturas precisam ser restauradas, já que "seu estado de conservação não é dos melhores".
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Texto originalmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo” | 18/04/16.

Panama Papers levam Justiça suíça até quadro roubado de Modigliani +

Um quadro do pintor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920), que havia sido roubado durante a Segunda Guerra Mundial, foi apreendido no porto de Genebra, no contexto das revelações dos chamados "Panama Papers", indicou nesta segunda-feira (11/04/16) a Justiça suíça.
"Foi aberto um processo criminal após revelações ligadas aos "Panama Papers", para efetuar buscas relativas à presença de uma pintura de Modigliani em Genebra", declarou o porta-voz do Poder Judiciário do país, Henri Della Casa.
"A pintura foi apreendida no final de semana nos portos francos de Genebra". Os espaços são isentos de impostos.
A tela em questão, do artista cujas obras atingem valores recordes em leilões, é o "Homem Sentado Apoiado Numa Bengala". O quadro está avaliado em US$ 25 milhões, de acordo com a imprensa suíça.
Segundo a Mondex Corp, empresa canadense especializada em encontrar obras perdidas, a pintura foi roubada pelos nazistas de um colecionador de arte judeu que fugiu de Paris em 1939.
A obra foi então adquirida em 1996 em um leilão em Londres pela companhia offshore International Art Center (IAC), criada pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonsseca.
A Mondex suspeita que a família Nahmad, que construiu sua fortuna com o comércio de obras de arte, é a proprietária da pintura. Os Nahmad têm uma coleção privada estimada em 4.500 peças, incluindo 300 Picasso, armazenadas nos portos francos de Genebra.
A empresa acionou a Justiça americana em 2011, em nome de Philippe Maestracci, um agricultor francês, neto do verdadeiro dono, para recuperar o Modigliani.
Diante dos tribunais americanos, a família Nahmad disse não ser dona do quadro e que ele era de propriedade da IAC.
No entanto, um documento publicado pelo jornal suíço "Le Matin" e pelo francês "Le Monde" na semana passada sobre os "Panama Papers" revela que a família Nahmad é a verdadeira dona da IAC.
A pintura seria de propriedade de David Nahmad, atualmente o único acionista da empresa offshore.
Entrevistado pela Radio-Canada, David, também judeu, disse que jamais aceitaria possuir uma obra de arte roubada pelos nazistas. "Eu não conseguiria dormir à noite se soubesse que tenho um objeto roubado", afirmou.
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Texto originalmente publicado na "Folha de S. Paulo" | 11/04/16.

Obras de Francis Bacon são roubadas de residência de herdeiro em Madri +

Cinco obras de Francis Bacon (1909-1992), um dos artistas contemporâneos mais famosos do mundo, foram roubadas da residência, em Madri, de um amigo e herdeiro do pintor irlandês, que faleceu na capital espanhola em 1992, informou neste domingo (13/03/16) o jornal "El País".
Segundo a publicação, este foi o maior roubo de obras de arte contemporânea ocorrido na Espanha nas últimas décadas.
O proprietário das obras, avaliadas em 30 milhões de euros, de acordo com o jornal, é identificado com as iniciais J.C.B., de 59 anos, que recebeu as pinturas como herança do artista.
O roubo, confirmado à EFE por fontes da investigação, aconteceu em junho do ano passado, e desde então um tribunal de Madri investiga o paradeiro das mesmas tanto dentro como fora da Espanha, embora acredite que ainda não tenham saído do país.
O "El País" afirma que o roubo foi muito rápido e silencioso e que os ladrões aproveitaram a ausência do dono do imóvel. Nem o porteiro ou os vizinhos viram nada suspeito, e embora o alarme estivesse conectado, os ladrões conseguiram burlá-lo.
O golpe foi obra de profissionais que não deixaram impressões digitais, e se suspeita que os autores sabiam que o apartamento abrigava esta valiosa coleção do pintor irlandês.
Bacon nasceu em 1909, em Dublin, e faleceu aos 82 anos, de um problema cardíaco, em Madri, cidade que visitava com muita frequência e onde tinha muitos amigos e admiradores, lembrou o jornal.
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Texto da agência EFE | 13/03/16.
Foto: detalhe de “Três Estudos de Lucian Freud” (1969), de Francis Bacon, vendida em 2013 por 106 milhões de Euros - à época, obra de arte mais cara do mundo negociada em leilão, e hoje, a segunda mais cara, desbancada por "As Mulheres de Argel (Versão 'O')", de Picasso, em 2015.

Jornalista desvenda maior roubo a museu do Brasil em A Arte do Descaso +

Carnaval, 24 de fevereiro de 2006. Quatro homens invadiram o Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e roubaram cinco obras de arte: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos.
Os ladrões, que portavam uma granada, renderam os três seguranças, desligaram o sistema de câmeras de vigilância e fizeram nove reféns. Depois, saíram pela mata para nunca mais serem vistos.
O crime é considerado o maior roubo de arte do Brasil e o oitavo do mundo.
Em "A Arte do Descaso", a jornalista Cristina Tardáguila conta como viajou para a Europa e mergulhou no mundo obscuro dos crimes de arte para apurar os eventos do roubo no Brasil e entender as motivações dos culpados.
A autora, que chegou a se colocar em situações de risco, apresenta uma narrativa cheia de reviravoltas construída apenas com fatos.
Cristina Tardáguila nasceu em Belo Horizonte e cresceu no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez pós-graduação na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri, e MBA na Fundação Getulio Vargas. Como repórter e editora, passou pelos jornais "O Globo" e “Folha de S. Paulo” e pela revista "Piauí".
Abaixo, leia um trecho de "A Arte do Descaso".

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Passava um pouco das quatro da tarde daquela sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006, quando dois homens magros aparentando menos de trinta anos de idade subiram, ofegantes e suados, a rampa de acesso ao Museu da Chácara do Céu, num dos pontos mais altos de Santa Teresa, na Zona Central do Rio de Janeiro. Com cerca de 1,70 metro de altura, usavam roupas semelhantes e, ao mesmo tempo, um tanto inadequadas ao calor de quase 35 graus daquele dia: calça jeans, camisa polo abotoada até em cima e tênis de cadarço. O mais novo portava ainda um boné branco do tipo safári, nada usual nas ruas cariocas.
Era Carnaval - mais precisamente o primeiro dia do feriadão que se estenderia até a Quarta-Feira de Cinzas -, e o bairro já pulsava no ritmo da festa. Por suas vielas íngremes e sinuosas, milhares de pessoas se acotovelavam, mostrando enorme disposição para beber, cantar, pular e paquerar ao som dos sambas entoados pelo bloco de rua mais tradicional da região, o das Carmelitas.
Situada no centro do terreno de número 93 da rua Murtinho Nobre, a menos de quinhentos metros do bar onde os foliões das redondezas costumam se concentrar, a Chácara do Céu é uma mansão retangular de três andares e traços modernistas. Construí- da em 1954, serviu de residência ao empresário e mecenas franco-brasileiro Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968) até sua morte. Em 1972, transformou-se em um museu. Para chegar até a Chácara, é preciso vencer a tal rampa, que, com cerca de cem metros de extensão, serpenteia por entre um farto bambuzal. Após a rampa, já no alto do terreno, o visitante encontra um pátio amplo e um belo jardim que contorna a mansão.
Vista do lado de fora, a construção parece simples. Suas paredes intercalam tons de bege com pedras aparentes e gigantescas janelas de vidro. Para entrar, é preciso cruzar pilotis de pé-direito baixo e uma porta de vidro blindado com mais de três centímetros de espessura. Antes, no entanto, vale parar e apreciar a deslumbrante vista da baía de Guanabara. Em linha reta, no horizonte ao longe, o Pão de Açúcar fica à direita, a Ponte Rio-Niterói, à esquerda, e, no centro, todo o vaivém de aviões do Aeroporto Santos Dumont. Graças ao bambuzal, que funciona como uma espécie de isolante acústico para a casa, o silêncio por ali é absoluto.
O jardim, assinado pelo renomado paisagista paulista Roberto Burle Marx, tem cerca de 25 mil metros quadrados e reúne exemplares da flora da Mata Atlântica. Respirar por suas imediações é um alívio para os pulmões e arrastar os pés por sua grama produz efeito relaxante imediato. Quem passeia pelo terreno vê pássaros que não circulam por outros pontos da cidade e insetos característicos do que, um dia, foi o Rio de Janeiro tropical.
Por dentro, os três andares da antiga casa de Castro Maya são interligados por uma escada de madeira que, dizem, foi inspirada na do palácio de Versalhes, na França. Em cada andar há, no máximo, três cômodos. No térreo, fica um vasto salão, um corredor e duas saletas; no segundo andar, o jardim de inverno, a sala de jantar e a biblioteca de Castro Maya, mobiliadas como tal até hoje. No último piso, o visitante encontra o quarto do mecenas e um cômodo que lhe servia de closet. No chão, tábuas corridas lustradas com afinco reluzem, conferindo ao ambiente um aspecto de limpeza, riqueza e nobreza.
Desde 1983, a Chácara do Céu é um museu administrado pelo Ministério da Cultura. Em seu acervo, guardam-se 22 mil peças reunidas pelo empresário e seus familiares durante oito décadas: entre 1880 e 1960. São pinturas, esculturas, azulejos, mobílias, pratarias, documentos e livros. O destaque é a maior coleção nacional de obras do francês Jean-Baptiste Debret, que esteve no Brasil na primeira metade do século XIX, com a chamada Missão Artística Francesa, e que, com seu traço inigualável, retratou como era viver no Brasil daquele tempo. De Debret, a Chácara do Céu abriga um total de 451 aquarelas, 58 desenhos e 29 gravuras - material considerado um tesouro da história nacional.
O museu conta também com um grande número de obras reunidas do pintor paulista Candido Portinari, que tem trabalhos expostos em locais como a Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Conhecido por abordar questões sociais e cenas religiosas, Portinari era amigo de Castro Maya e chegou a retratá-lo numa tela - uma das primeiras que se veem logo na entrada da casa. Mas o acervo vai além. Integram a coleção obras de pintores como Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Antônio Bandeira e Manabu Mabe, além de Modigliani, Georges Seurat, Edgard Degas e Joan Miró. Sem falar nas louças chinesas e nos móveis setecentistas, por exemplo.
Apesar da importância artística de sua coleção, o museu nunca figurou entre os principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro. Normalmente, não há mais do que dez pessoas admirando as obras de um mesmo andar. Por que os brasileiros lotam museus na Europa e nos Estados Unidos, mas não frequentam os que existem por aqui? Por que viajam horas e enfrentam longas filas para ver pinturas famosas expostas no exterior e não visitam a Chácara do Céu, que tem dezenas delas?
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“A Arte do Descaso”
Autora: Cristina Tardáguila
Editora Intrínseca
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Texto originalmente publicado no site UOL (www.uol.com.br) | 21/01/16.

Pinturas holandesas roubadas são encontradas na Ucrânia após 10 anos +

Uma coleção de obras-primas da pintura holandesa datadas da Era de Ouro do país, no século 17, foi descoberta em uma casa de campo localizada no leste da Ucrânia, atualmente sob domínio de separatistas, 10 anos depois do roubo, afirmou um museu em 07/12/15.
As 24 pinturas, avaliadas em 10 milhões de euros quando desapareceram em 2005, ressurgiram em julho, quando dois homens foram à embaixada holandesa da capital ucraniana, Kiev, querendo revendê-las.
O jornal "De Telegraaf" relatou que dois investigadores de arte holandesa roubada descobriram que as obras estavam nas mãos de uma "milícia ultranacionalista" no leste ucraniano que pedia 5 milhões de euros por elas.
"Mas nós só queríamos lhes pagar as despesas, já que estas pinturas são propriedade legal do museu, então não cabe a eles ficar com elas ou vendê-las", disse o diretor do Museu Westfries, Ad Geerdink, em Hoorn, no norte de Amsterdã, o proprietário original das obras-primas.
Ele declarou que o museu está tornando a informação pública agora pelo temor de que as telas, entre elas trabalhos dos pintores Jan van Goyen e Hendrik Bogaert, estejam em perigo.
"Há sinais muito fortes de que agora as pinturas estão sendo oferecidas a outras partes ou até tenham sido vendidas", afirmou Geerdink.
Os ladrões responsáveis pelo audacioso roubo se esconderam no museu antes do horário de fechamento em uma noite de inverno e desligaram o sistema de alarme para poderem sumir com as obras de arte.
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Texto originalmente publicado no jornal "Folha de S. Paulo", com informações da agência Reuters | 08/12/15.
Na foto, o diretor do Museu Westfries, Ad Geerdink, em conferência de imprensa sobre as pinturas roubadas.

Funcionária do Field Museum, em Chicago, roubou US$ 900 mil +

Uma funcionária do Field Museum, em Chicago, roubou US$ 900 mil da instituição no decorrer de 7 anos, revelaram responsáveis pelo museu na sexta-feira (dia 11/12/15) por meio da publicação de documentos fiscais internos.
O esquema foi realizado por uma empregada que embolsava dinheiro quando pessoas pagavam pela anuidade de sócios do museu, que custa US$ 85. Ela criava cartões provisórios de identidade para os sócios e não registrava os pagamentos.
“Sim, é embaraçoso alguém ter feito isso por 7 anos”, afirmou ao “Chicago Tribune” Ray DeThorne, diretor de marketing do museu. "Mas temos certeza de que isso não voltará a ocorrer".
Muitos roubos em museus são realizados nas próprias instituições, mas frequentemente as notícias são sobre peças roubadas.
Por exemplo, no Museu de Arte do Uzbequistão, empregados colocavam falsificações no lugar de obras originais, ou o roubo descarado do diretor e da equipe do Museu Nacional da Macedônia.
Usos impróprios de verbas de museus costumam ser mais sofisticados, como a contestação de Dede Wilsey a respeito da indenização por incapacidade do marido de uma funcionária ou o esquema Ponzi, no Museu de Letras e Manuscritos, em Paris.
O caso do roubo no Field Museum veio a público graças à publicação de documentos fiscais, por meio dos quais o museu teve de divulgar se tinha conhecimento de desvios significativos ao longo dos anos. O valor perdido será recuperado por meio de seguro.
Quando o roubo foi descoberto, em abril de 2014, por meio de uma revisão das finanças, a empregada foi imediatamente despedida.
O museu não havia divulgado essa informação anteriormente devido a investigações em curso por parte do FBI e dos EUA (a instituição recebe verbas federais).
DeThorne disse não saber porque ações penais não foram movidas contra a mulher.
Por conta desse roubo, o museu colocou câmeras nas caixas registradoras.
De acordo com os relatórios fiscais, o museu recebeu em 2014 US$ 2,8 milhões de taxas de anuidade. A instituição tem cerca de 46.000 membros.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 14/12/15.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Obra roubada de Caravaggio ganha réplica +

Em 1969, o roubo da obra “Natividade com São Francisco e São Lourenço” (1609), de Caravaggio, de uma capela em Palermo, na Itália, tornou-se um dos mais famosos crimes do gênero da história.
A pintura, de valor inestimável, foi cortada da moldura por dois ladrões no meio da noite. Enquanto existem diversas teorias sobre o furto, incluindo um rumor de que ela foi escondida em um celeiro de porcos e depois queimada,o senso geral é de que ela foi levada pela mafia siciliana.
Realizada com a famosa técnica de chiaroscuro de Caravaggio, a obra-prima do século 17 representa o Cristo recém-nascido deitado sobre feno. Ela foi pintada em Roma em 1609 e posteriormente transferida para a Sicília, onde ficou por séculos antes de ser roubada no fim dos anos 1960 (permanecendo desaparecida até hoje).
Agora, a empresa de TV Sky providenciou uma réplica da obra para ser colocada no local onde há 46 anos está uma grande fotografia da pintura.
A Sky contratou a Factum Arte (Madri e Milão) para criar a réplica, empresa renomada em reproduções impecáveis com o uso de tecnologia. O time de especialista venceu, por exemplo, o contrato para replicar a tumba de Tutancâmon.
“Estamos devolvendo ao local não a obra original, mas uma cópia fiel, muito parecida com a pintura”, disse ao “The Guardian” Roberto Pisoni, diretor da Sky Arts.
O presidente italiano, Sergio Mattarella, vai inaugurar a réplica em uma cerimônia no sábado. O irmão do político foi morto pela máfia em 1980.
A realização da réplica deu um novo foco ao desaparecimento da obra original, que continua sendo um mistério.
Lynda Albertson, chefe executiva da Arca (Association for Research into Crimes against Art / Associação de Pesquisa de Crimes contra a Arte), baseada em Roma, dissipou os rumores dobre a possível destruição da obra original.
“Tenho muita confiança de que ninguém deixou um Caravaggio em um celeiro de porcos. Você teria de ser um louco para fazer isso, mas esse roubo é algo muito melhor organizado”, disse Lynda. “É muito difícil de reaver obras em casos como esse, ainda mais depois de passados 30 ou 40 anos", acrecentou.
A Sky produziu um documentário sobre o mistério do roubo da obra e sobre a réplica. “Mistério do Caravaggio Perdido” será lançado em janeiro de 2016.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 11/12/15.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Colecionador que ficou anos com obra de Aleijadinho pagará R$ 788 mil +

O colecionador de arte Renato de Almeida Whitaker foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pagar indenização por danos morais de mil salários mínimos, cerca de R$ 788 mil, por ter ficado anos com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, que é atribuída à Aleijadinho e desapareceu em 1981 da capela de Fidalgo, em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A peça foi localizada em 2012 na casa do colecionador, em São Paulo, dando início à ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em fevereiro do ano passado, o acusado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a devolver a imagem ao presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). Na época, além da condenação de mil salários mínimos pelos danos morais, estava previsto ainda o pagamento de R$ 200 mil ao fundo para preservação do patrimônio histórico do Estado por litigância de má-fé.
Após recursos dos advogados de Whitaker, o caso chegou até o STJ, sendo que em junho deste ano o relator do processo, o ministro Herman Benjamin, decidiu por manter a decisão da Justiça mineira. Já na última terça-feira (dia 22/09/15), o recurso do réu foi negado por unanimidade pela segunda turma de ministros, tendo os magistrados Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães e Humberto Martins concordado com a decisão do relator.
Para o STJ, o ato ilícito praticado por Whitaker "causou desalentos e consternações à comunidade em face do patrimônio histórico, que restou arranhado com o ato ilícito que acarretou a retirada de obra de Aleijadinho do acervo municipal por longo período de tempo". Os danos morais caberiam por conta do fato de que o réu tinha conhecimento de que a imagem em seu poder era a mesma subtraída da igreja e, ainda assim, deixou de devolvê-la.
Além disso, o STJ manteve a decisão do TJMG de condenar o colecionador a multa por litigância de má-fé, "pela tentativa de alterar a verdade dos fatos". Conforme a Justiça, essa condenação é aplicada quando uma das partes tenta induzir os magistrados ao erro, alterando a verdade dos fatos ou interpondo recursos unicamente para atrasar o julgamento.
O advogado de Whitaker, Carlos Mario da Silva Velloso, foi procurado por “O Tempo”, porém, ainda não se posicionou sobre o caso.
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Texto de José Vítor Camilo originalmente publicado no site “O Tempo” (www.otempo.com.br) | 23/09/15.
Na imagem acima, a obra na devolução ao distrito de Fidalgo, em novembro de 2012.

Ladrões levam 1 milhão de Euros em obras do ateliê do alemão Markus Lüpertz +

Ladrões invadiram o ateliê do artista alemão Markus Lüpertz em Potsdam, nos arredores de Berlim, e roubaram cerca de 30 obras. Segundo a polícia, os trabalhos somam centenas de milhares de Euros. O artista afirma que o valor das obras é de 1 milhão de Euros.
Acredita-se que os ladrões tenham quebrado uma janela para ter acesso ao local de trabalho do artista de 74 anos, conforme reportagem da “RBB”. "Sabemos que uma janela foi arrombada. Depois, várias portas dentro do local também foram forçadas. Em seguida, as obras de arte foram transportadas", disse à “RBB” a porta-voz da polícia, Ingrid Schwarz.
Lüpertz trabalhou no ateliê até por volta das 18h30 do dia 05/12/15, então a polícia acredita que a invasão do local ocorreu entre as 19h deste dia e as 11h do dia seguinte, quando o assistende do artista, Alexander Kynch, contatou a polícia para informar sobre o roubo.
“Os ladrões quebraram várias fechaduras e em alguns casos usaram chaves-mestras. Depois, entraram no átrio do ateliê com um veículo para levar as obras”, disse ao “Bild” o porta-voz do artista, Claus Otterbein.
Segundo Otterbein, os criminosos levaram 15 pinturas à óleo ainda não finalizadas, medindo 80cm x 100cm. Eles também roubaram 15 desenhos, da mesma dimensão, da mesma série de trabalhos atualmente na exposição de Lüpertz em cartaz no Bode Museum, em Berlim, assim como uma ou duas pequenas esculturas em bronze.
“As obras não estavam nem assinadas ainda”, disse Otterbein ao “Bild”. No entanto, uma reportagem publicada no jornal local “Berliner Morgenpost”, citando fontes policiais, afirma que as obras estavam assinadas com as iniciais do artista (M.L.).
O ateliê de Lupertz foi alvo de uma outra tentativa de roubo em março, mas o artista estava no local e conseguiu espantar os ladrões.
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Texto de Henri Neuendorf originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 09/12/15.
Na foto, uma das pinturas roubadas. Crédito: Markus Lüpertz.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Ladrões que furtaram obras de arte do Masp ficarão até 5 anos presos +

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve a condenação à prisão de acusados de furtar em 2007 as telas “Retrato de Suzanne Bloch” (na foto acima), de Pablo Picasso, e “O Lavrador de Café”, de Cândido Portinari, nas dependências do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.
Os desembargadores rejeitaram o pedido dos réus pela absolvição pelo crime de furto qualificado consumado (artigo 155, parágrafo 4º, incisos I e IV do Código Penal) e também a alegação de vício nas transcrições das interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça.
“A materialidade e autoria do delito tipificado (furto) foram amplamente demonstradas pelo conjunto probatório coligido aos autos, com relação aos corréus. A interpretação foi dada pelo próprio magistrado (juiz de primeira instância), sem interferência de terceiros. Outrossim, não comprovada a alegada má-fé ou abuso de autoridade dos policiais que atuaram na interceptação”, destacou o relator do processo, desembargador federal Hélio Nogueira.
O crime ocorreu em 20 de dezembro de 2007, durante a madrugada, após outras duas tentativas frustradas realizadas no mesmo ano. Segundo o Ministério Público Federal, os réus foram encontrados após escutas telefônicas e investigações identificarem que eles haviam planejado o furto em conversas em bares da zona nordeste de São Paulo, próximo à divisa com o município de Ferraz de Vasconcelos (local onde as telas foram recuperadas pela polícia). O objetivo, segundo a denúncia, era revender as obras, provavelmente no exterior.
Para o MPF, a divisão de tarefas de cada um era bem delimitada. Um deles seria o responsável por adquirir o conhecimento das obras mais valiosas, enquanto outros tinham o papel de recrutar colaboradores, manusear equipamentos para invadir o Masp e ceder imóvel para ocultar os bens, por exemplo.
Ao reafirmarem a condenação dos réus, a 1ª Turma do TRF-3 aplicou penas de prisão que variam de três anos e seis meses a cinco anos, além de penalidade pecuniária (pagamento de dias-multa). A um dos réus foi decretada extinta a punibilidade por prescrição, mas o motivo e o acórdão não foram divulgados.
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Texto originalmente publicado no site Consultor Jurídico (www.conjur.com.br) | 05/12/15.

Polônia e Áustria disputam pintura de Bruegel de US$ 77 milhões +

Uma pintura de Pieter Bruegel, o Velho, intitulada “The Fight Between Carnival and Lent” / “A Luta entre o Carnaval e a Quaresma”, de 1559, está no centro de uma disputa entre a Áustria e a Polônia, após alegações de que a obra de arte pode ter sido fruto de roubo de nazistas.
De acordo com o “Financial Times”, documentos que vieram à tona no Museu Nacional de Cracóvia afirmam que a obra-prima renascentista, de valor estimado de US$ 77 milhões, foi apreendida por Charlotte von Wächter, a esposa do governador nazista da Cracóvia Otto von Wächter, durante a ocupação alemã da Polônia.
Isso gerou questionamentos sobre a proveniência e a propriedade da pintura, atualmente em exposição no museu Kunsthistorisches de Viena.
"Se a pintura foi levada ilegalmente de Cracóvia para Viena, isso seria uma grande história para o mundo da arte", disse Meredith Hale, da Universidade de Cambridge.
Diana Blonska, diretora do Museu Nacional de Cracóvia, apresentou uma pesquisa na qual afirma que documentos do arquivo do museu demonstram que Charlotte visitou a instituição em 1939 e levou a pintura, além de outras obras, algumas das quais "acabaram nos mercados de antiguidade de Viena."
Diana também cita uma carta de Feliks Kopera, então diretor do museu, de março de 1946, enviada a autoridades da Cracóvia:
"O museu sofreu grandes perdas nas mãos da esposa do governador da Cracóvia, uma mulher vienense com cerca de 35 anos. (...) Entre os itens que desapareceram está a pintura ‘The Fight Between Carnival and Lent’”.
O museu Kunsthistorisches, por sua vez, afirma que é proprietário da pintura desde o século 17, e que a obra de arte pilhada em 1939 era outra.
Segundo o “Financial Times”, o conflito coincide com uma campanha das autoridades polonesas de rastrear e recuperar itens roubados por nazistas de galerias e coleções privadas durante a Segunda Guerra, com valor estimado de €22 bilhões.
Conforme o jornal polonês “Rzeczpospolita”, a Polônia vai solicitar a autoridades austríacas uma investigação sobre a proveniência da pintura.
"Há evidências que sugerem sérias irregularidades e uma necessidade urgente de investigar a origem da pintura de Bruegel (...), inclusive se ela foi retirada do Museu Nacional da Cracóvia", afirmou ao “Financial Times” Philippe Sands, professor de Direito da University College de Londres.
Sands tem escrito bastante sobre a família Wächter. Ele é autor do roteiro de “My Nazi Legacy” / “Meu Legado Nazista” (2015), filme recém-lançado sobre Horst, filho de Wächter, que inspirou jornalistas poloneses a investigarem a procedência da pintura de Bruegel.
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Texto de Lorena Muñoz-Alonso originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 23/10/15.

Busto de autoria de Rodin é roubado em museu dinamarquês +

A polícia dinamarquesa anunciou que está à procura de dois suspeitos que roubaram um museu de Copenhagen em plena luz do dia e fugiram com um busto em bronze do escultor Auguste Rodin avaliado em cerca de US$ 300 mil.
O roubo, que demorou 12 minutos, ocorreu em 16/07/15 no Ny Carlsberg Glyptotek Museum e foi feito por dois homens se fingindo de turistas, segundo informações do jornal dinamarquês “Politiken”.
Os ladrões removeram o busto do pedestal, colocaram a obra em um saco de papel e foram embora.
Acredita-se que o busto, intitulado “O Homem com o Nariz Quebrado” (1863), represente um operário idoso parisiense. É uma das primeiras esculturas de Rodin.
O busto é um dos que o artista fez a partir do original em barro. O Museu Rodin, em Paris, tem uma versão dele em mármore.
“É terrível. Perdemos um importante trabalho do acervo”, disse Flemming Friborg, diretor do museu, ao “Politiken”.
Eles não são os primeiros ladrões de arte a atuar em plena luz do dia. Um homem colocou uma escultura de Elisabeth Frink avaliada em US$ 63 mil embaixo do braço e fugiu de uma galeria em Londres, em julho. Ladrões também levaram três pinturas do castelo Sforza, em Milão, em agosto passado.
“O Homem com o Nariz Quebrado” estava no museu de Copenhagen há 95 anos. Segundo o “Politiken”, uma casa de leilões de Londres avaliou a escultura em US$ 300 mil no ano passado.
A polícia divulgou imagens de segurança que mostram dois homens roubando a escultura.
“Uma semana antes do roubo, os ladrões visitaram o museu para analisar as instalações do local. Eles deveriam saber o que estavam roubando”, disse o porta-voz da polícia Ove Randrup ao “Politiken”. Autoridades da Interpol e da Europol estão investigando o caso. A suspeita é de que tenha sido uma operação de uma organização internacional.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 20/08/15.
Foto: Scanpix.
Tradução: Everaldo Fioravante.

Artista e professor Joseph Gibbons é preso por roubar bancos +

O artista e ex-professor do MIT Joseph Gibbons aprendeu nesta semana que roubar bancos, mesmo que em nome da arte, vai mantê-lo na prisão. Ele foi declarado culpado em um processo em terceira instância na corte de Manhattan.
Gibbons foi preso em janeiro pela encenação de um assalto em 31/12/14 no banco Capital One, na Chinatown de Nova York.
De acordo com documentos da corte, ele pediu de forma educada ao caixa o dinheiro para sua igreja e, em seguida, levou US$ 1 mil.
Em novembro, Gibbons foi detento na Rhode Island usando o mesmo método e levando US$ 3 mil.
Nas duas vezes, o roubo foi filmado (foto acima). “Ele estava fazendo uma pesquisa para um filme”, disse “The New York Post” Kaylan Sherrard, companheiro de cela de Gibbons. “Isso não é crime. Isso é um trabalho de arte. Ele é um intelectual”.
A autodestruição vem sendo um tema recorrente na obra de Gibbons.
O artista venceu em 2001 a bolsa de estudos Guggenheim Foundation Fellowship, assim como diversas outras bolsas e premiações de arte. Em 2006, seu semi-autobiográfico vídeo “Confessions of a Sociopath” (“Confissões de um Sociopata”) foi exibido na Whitney Biennial.
Segundo descrição no site do museu, o filme apresenta o artista "usando heroína, roubando loja, sendo aconselhado por um oficial de condicional e sendo analisado no divã de um psiquiatra".
Artistas muitas vezes entram em conflito com a lei, mas chamar assalto a banco de "arte" é algo extremo até para os padrões mundiais da arte.
As presepadas criminais-artísticas de Gibbons renderam a ele um ano atrás das grades, como parte do acordo judicial. Promotores pediram uma sentença de três anos, mas a juíza Laura Ward deu uma sentença menor.
Segundo o “The Post”, professores de arte da Columbia, Pratt, MIT e NYU levantaram cerca de US$ 6 mil para o colega preso; após a libertação de Gibbon, o Queens Museum vai mostrar o vídeo do assalto ao banco.
“Será uma grande honra para a gente”, disse a curadora do Queens Museum Larissa Harris à juíza em uma carta, uma das 26 que teriam sido enviadas por figuras do mundo da arte instando Laura Ward a liberar Gibbons.
Gibbons voltará à corte em 13/07/15 e talvez seja solto no início de setembro, graças ao bom comportamento e ao tempo de serviços prestados desde a prisão em janeiro.
Segundo o “The New York Daily News”, a juíza advertiu Gibbons de que se ele der um golpe desses de novo ele terá de enfrentar sérias consequências.
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Texto de Sarah Cascone originalmente publicado, em inglês, no site ArtNet (www.artnet.com) | 16/06/15.
Foto: NYPD.

Polícia encontra nos EUA afrescos roubados de Pompeia +

Três afrescos do século I. a.C. roubados em 1957 de Pompeia, na Itália, foram recuperados nesta terça-feira (26/05/15) nos Estados Unidos.
A descoberta foi feito por policiais da Tutela do Patrimônio Cultural (TPC), segundo os quais os afrescos pertenciam à coleção particular de um magnata norte-americano morto. As peças deveriam ir para leilão.
Os afrescos contêm a imagem de uma jovem mulher com um cupido nas costas, uma figura masculina e uma outra mulher com uma enócoa. Em 1957, as peças foram roubadas do escritório de Escavações e Superintendência Arqueológica de Pompeia junto com outros afrescos, posteriormente encontrados pela Europa e pelos Estados Unidos.
Pompeia foi uma cidade do Império Romano, localizada a 22 quilômetros de Nápoles. O local foi destruído por uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C. Considerada patrimônio mundial pela Unesco, Pompeia é uma das atrações turísticas mais famosas da Itália.
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Texto da agência Ansa reproduzido no site UOL (www.uol.com.br) | 26/05/15.

PF encontra 131 obras de arte com Renato Duque +

A Polícia Federal no Rio de Janeiro apreendeu na casa do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, na manhã de 16/03/15, 131 obras de arte. Segundo a “Folha de S. Paulo” apurou, há quadros de artistas brasileiros valorizados, como Guignard, Djanira e Heitor dos Prazeres. A coleção de telas de Guignard era de cerca de dez peças.
A PF afirmou que o grande número de peças acabou aumentando o tempo do trabalho de buscas dos agentes pela manhã, já que foi preciso "seguir o padrão" para recolhê-las.
"Tudo que foi apreendido hoje pela manhã vai ser trazido para Curitiba. Provavelmente terão o mesmo destino das demais", disse o procurador da República Roberson Pozzobon.
Desde janeiro, obras de artistas como Salvador Dalí e Romero Britto, apreendidas ao longo da Operação Lava Jato, foram encaminhadas para exposição no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Segundo o procurador, também foram recolhidas obras de arte nesta segunda-feira na casa de Adir Assad, também preso nesta segunda-feira e suspeito de ser um dos operadores do envio para o exterior de dinheiro originado de propinas.
O Ministério Público Federal não deu estimativas sobre os valores das peças apreendidas com Duque.
"São muitas obras na residência de Renato Duque e dificilmente justificável (a posse), mesmo sendo um alto executivo da Petrobras", afirmou o delegado Igor Romário de Paula.
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Prisão
Duque e Assad foram presos na décima fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.
O novo pedido de prisão do ex-diretor foi baseado em informações levantadas pelas investigação de que ele estava movimento no exterior o dinheiro obtido de maneira ilegal. Segundo a PF, a movimentação ocorreu no fim do ano passado, após ele sair de um período na prisão.
A PF afirmou que ele transferiu dinheiro de contas mantidas no exterior para contas no principado de Mônaco.
Um total de 20 milhões de euros (cerca de R$ 68 milhões) foi bloqueado por autoridades de Mônaco, segundo decisão do juiz Sergio Moro, que decretou as prisões.
"Dentre os países remetentes de recursos para as contas de Duque em Mônaco entre 2009 e 2014 pode-se citar: Suíça, Hong Kong, Bahamas, Estados Unidos, Panamá, Portugal dentre outros. Isso demonstra que o ex-diretor certamente possui disponibilidade financeira em diversos outros países e continuou a reiterar a prática delitiva de lavagem transnacional de dinheiro, mesmo depois da investigação ter sido iniciada, demostrando também inequívoco propósito de dificultar o encontro de provas", diz o Ministério Público.
O Ministério Público Federal considerou que havia grave risco ao procedimento de recuperação desse dinheiro caso o ex-diretor permanecesse em liberdade.
A defesa do ex-diretor disse que ele não transferiu o dinheiro. "A história dessas contas é muito estranha, eu não tenho conhecimento disso, acho que não aconteceu", afirmou.
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Texto de Felipe Bächtold e Mario Cesar Carvalho originalmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo” | 16/03/15.

O assalto ao Museu Castro Maya. Um crime sem solução +

O assalto ao Museu Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), é um dos dez maiores roubos de arte do mundo. Oito anos depois, ninguém foi preso, e a polícia parou de investigar.

Capítulo 1
Picassos e Matisses no meio de um bloco de carnaval
Sexta-feira, véspera do Carnaval de 2006. Dia em que o tradicional Bloco das Carmelitas reúne foliões vestidos de freira no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, e causa grande transtorno na vizinhança. No mesmo bairro, o Museu Castro Maya, fundado em 1963 com a casa e a coleção do industrial de mesmo nome, dispensa sua equipe mais cedo. Foi esse o palco do maior roubo de obras de arte da história do Brasil, considerado pelo FBI um dos dez maiores do mundo. Quatro homens com menos de 30 anos, um deles menor de idade, vestindo bonés e camisetas, entraram no museu como visitantes, renderam vigias que não estavam armados, arrancaram quatro quadros das paredes e fugiram, misturados na bagunça dos carmelitas. Aproveitaram a oportunidade para levar a bolsa de duas turistas estrangeiras que visitavam o museu. Até hoje, não foram encontrados os culpados – e a história da investigação diz muito sobre o baixo índice de solução de crimes no Brasil.
Os bandidos foram orientados por alguém a pegar o que havia de mais valioso em exposição. Subiram ao 1° andar, onde ficava a sala de jantar e a biblioteca. Retiraram da parede da biblioteca uma pintura grande de Pablo Picasso e um quadro do francês Henri Matisse. Dias depois, ele foi oferecido por US$ 13 milhões num site de leilões russo. Da parede oposta, arrancaram a obra “Os Dois Balcões”, da fase mais criativa de Salvador Dalí. Da sala de jantar, retiraram uma paisagem marinha do impressionista Claude Monet. Cortaram o fio de náilon que a sustentava usando uma faca de prata que estava sobre a mesa.
A fuga foi marcada por atropelos. Coube ao menor dos bandidos carregar o quadro “A Dança”, de Picasso, com 1 metro de altura e moldura pesadíssima. Atrapalhado com o peso e o tamanho da obra, ele caiu de costas na trilha pelo meio da mata, usada na fuga. Com a queda, a pintura de US$ 15 milhões sofreu um rasgo lateral.
Quando o perito da Polícia Federal chegou ao museu, policiais militares, civis, funcionários e até jornalistas circulavam pela cena do crime. O agente coletou impressões digitais numa travessa de louça e num vidro da estante, retirado pelos ladrões para roubar um volume de gravuras de Picasso.

Capítulo 2
Os telefones foram grampeados, mas ninguém gravou as escutas
A investigação caiu nas mãos de Isabelle Vasconcellos Kishida, uma delegada atraente que tinha 27 anos, responsável pela Delegacia de Combate a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal. Surpreendida no meio do Carnaval, Isabelle interrogou vigilantes, mandou fazer retrato falado dos bandidos e descobriu no Morro dos Prazeres, não muito longe do museu, indícios de que os ladrões haviam queimado a moldura de três quadros para facilitar o transporte das obras.
Uma denúncia anônima a levou até Paulo Gessé, motorista que ajudara na fuga dos bandidos, numa Kombi. Ele morava a 500 metros dali. Confessou sua participação e disse que foi coagido. Imediatamente, Isabelle pediu que o telefone de Gessé fosse grampeado. Era Carnaval, e não havia ninguém na central de escuta da Polícia Federal. Os agentes de plantão haviam sido deslocados para ajudar numa apreensão de 500 quilos de maconha. Isabelle improvisou. Pediu que a operadora de telefonia desviasse o grampo para seu celular pessoal. Durante os cinco dias em que o telefone de Gessé foi grampeado, só ela conseguiu ouvir as conversas. Nenhuma ligação foi gravada. Segundo Isabelle, no dia seguinte ao crime, Gessé recebeu a chamada de alguém informando que havia “dado tudo certo” e que sua Kombi retornava da “entrega”. Não foi possível localizar posteriormente o número do telefone de onde partiu a ligação. Dias depois, noutra conversa que Isabelle acompanhou, o advogado de Gessé disse que manteve contato com “o chefe”. A declaração de Isabelle foi suficiente para que o juiz decretasse a prisão preventiva de Gessé. Quando ele foi julgado, não havia provas concretas. O próprio Ministério Público Federal pediu a absolvição, alegando que “as palavras da douta Delegada Federal restam vazias” diante da ausência das gravações.

Capítulo 3
A caça aos suspeitos
As investigações prosseguiram. Um crime sofisticado como esse certamente deveria ter um mandante, possivelmente estrangeiro. Não ficou esclarecido se a oferta da pintura de Matisse no site russo era real nem se fora feita pelo próprio bandido. Quadros roubados que entram na lista da Interpol, como nesse caso, não são oferecidos em venda pública. O mandante poderia guardar em casa, para seu próprio deleite, ou vender no mercado negro a colecionadores com a mesma disposição. A polícia chegou a alguns nomes por meio de denúncias anônimas. Um deles era Patrice Charles Rouge, francês naturalizado brasileiro, interessado em arte, que costumava trabalhar no mercado de pedras preciosas. Ele morava em Santa Teresa, perto do museu e do Morro dos Prazeres. Isabelle reuniu seus homens e partiu para uma busca em sua casa. Era um dia de semana, no meio da tarde. Os agentes vestidos de preto, fortemente armados, cercaram a entrada. Um deles tocou o interfone e disse à empregada que tinha uma encomenda para entregar. Quando a moça saiu, eles a renderam e invadiram o lugar.
Dentro da casa, um homem trocava de roupa no quarto. Quando os agentes entraram, encontraram o ator Osmar Prado. O susto foi das duas partes. Osmar comprara a casa havia dois anos. Achou que os policiais fossem bandidos. Desfeito o equívoco, ele repreendeu duramente os agentes, aos berros. “Eles me acalmaram, pediram desculpas pelo erro e disseram que entraram assim, com receio de que o bandido jogasse as obras no mato. Na época, me pediram para não contar o ocorrido para ninguém, e realmente não contei”, diz Osmar.
O outro suspeito – talvez em dupla com Patrice – era o também francês Michel Cohen. Ele atuara durante 20 anos no mercado de arte americano e praticara fraudes envolvendo quadros de artistas como Picasso, Matisse e Dalí. Cohen pegava pinturas em consignação nas grandes galerias ou casas de leilão nos Estados Unidos, como a Sotheby’s, as vendia a colecionadores no mundo todo e não repassava o dinheiro recebido. Ele mudou-se para o Brasil após ser indiciado por mais de 20 casos de fraude nos Estados Unidos. Em 2003, foi preso pela Interpol no centro do Rio. O governo americano pediu sua extradição. Enquanto aguardava o julgamento, ele foi mandado para o presídio Ary Franco, onde dividia com outros presos uma cela úmida no subsolo. Alegando problemas de saúde, foi transferido para um hospital penitenciário. Um dia simulou um ataque. Precisava de transferência urgente para outro hospital. A ambulância estava quebrada, e o agente penitenciário Edmar Barbosa de Andrade o levou em seu carro. Não algemou Cohen, nem travou as portas do carro. Quando o veículo parou no sinal vermelho, Cohen abriu a porta e sumiu. Edmar foi autuado por facilitação da fuga. A extradição de Cohen foi negada pelo Supremo Tribunal Federal, porque o governo americano não enviara os documentos em português – e porque Cohen já estava desaparecido mesmo. O roubo ao museu aconteceu três anos depois de sua fuga. A delegada Isabelle tentou localizá-lo, sem sucesso.
Em 2011, cinco anos após o roubo, a delegada Simone Soares Leite substituiu Isabelle. Ela tomou uma iniciativa aparentemente óbvia, que até então ninguém tomara: pediu a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos para verificar o histórico das ligações seis meses antes e seis meses depois do crime. A quebra se referia ao período entre setembro de 2005 e setembro de 2006. As operadoras responderam que tal informação era impossível, pois a lei determina o prazo máximo de cinco anos para guardar o histórico das chamadas.
Em outubro de 2013, o procurador do Ministério Público Fernando José Aguiar enviou um despacho à Polícia Federal questionando por que, até aquele momento, sete anos depois do roubo, o resultado dos exames das impressões digitais colhidas no museu não saíra. Dois meses depois, o perito Márcio Corrêa Martins, que colhera as impressões digitais, informou que o local do crime não fora preservado e que nenhum dos vestígios coletados tinha qualidade técnica suficiente para identificar qualquer suspeito. Depois de novos trâmites burocráticos, em setembro deste ano, o delegado Éder Francis Oliveira enviou um relatório ao juiz responsável e pediu o fim das investigações.
“Época” encontrou pistas dos dois suspeitos que apareceram na investigação. Patrice tem em seu nome uma empresa chamada Brazilian Showroom, com endereço na Upper Richmond Road, em Londres. Também consta um endereço residencial na cidade de Albi, na França. Ele tem uma filha advogada, dona de um escritório no centro do Rio. Ela nega a participação do pai no assalto. O francês Cohen continua com paradeiro desconhecido. Sua mulher, Ulricke Zenkell, mora na França, com os três filhos do casal. Ela trabalha com joias numa empresa chamada Société d’Affinage et Apprêts de Métaux Précieux, com sedes nas cidades de Limonest e Lyon. Gregória, como é conhecida no Brasil, tem conta no Facebook e vários amigos brasileiros. Os filhos de Cohen visitam o Brasil todos os anos.
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Texto de Marcelo Bortoloti originalmente publicado na revista Época | 12/12/14.

Vaticano recebe pedido de resgate de dois documentos assinados por Michelangelo +

O Vaticano anunciou que recebeu um pedido de resgate de € 100.000 para o retorno de dois documentos roubados referentes ao mestre renascentista Michelangelo, informa o jornal inglês “ The Telegraph”.
Um dos itens roubados é uma carta de valor inestimável escrita e assinada pelo próprio Michelangelo. É um item extremamente raro, já que o o artista geralmente ditada cartas para assistentes e, depois, as assinava. O jornal italiano “Il Messaggero” sugere que ela pode ser o único exemplar preservado do gênero. O outro item roubado também tem a assinatura de Michelangelo.
O pedido de resgate foi enviado ao Cardeal Angelo Comastri, encarregado da Basílica de São Pedro, que o recusou, de acordo com o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
Michelangelo contribuíu no desenho da Basílica de São Pedro entre 1546 e 1564 (foi concluída em 1626). Mas foram os afrescos que ele pintou no teto da Capela Sistina, entre 1508 e 1512, que capturaram a imaginação dos historiadores e amantes da arte.
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Roubo foi mantido em segredo por quase duas décadas
Esses documentos referentes a Michelangelo foram roubados dos arquivos do Vaticano em 1997. O roubo só foi divulgado publicamente no último domingo, após o pedido de resgate.
O padre Lombardi confirmou que, em 1997, uma freira que trabalhava nos arquivos do Vaticano informou funcionários sobre o desaparecimento dos documentos. Ele não explicou o motivo de o Vaticano manter sigilo sobre esse roubo por quase 20 anos.
O jornal italiano “Il Messaggero” descreve a pessoa que enviou o pedido de resgate como um ex-funcionário do Vaticano: alguém que "conhece muito bem as salas da Basílica", que não são acessíveis ao público, e que sabe "como se mover e onde procurar".
O padre Lombardi informou que o roubo e o pedido de resgate estão sendo investigados pela polícia.
O caso tem algumas semelhanças com o desaparecimento do Código Calixtinus (manuscrito ilustrado do século 12) da Catedral de Santiago de Compostela em 2011. Em 2012, foi revelado que ele havia sido roubado por um ex-empregado da catedral, um eletricista freelancer que havia trabalhado lá por mais de 25 anos.
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Texto de Lorena Muñoz-Alonso originalmente publicado, em inglês, no portal ArtNet | 10/03/15.

Escultura é roubada no Centro de São Paulo +

Os roubos de esculturas e peças de bronze atingiram um nível insuportável nos últimos dias. Como se já não bastasse o roubo de peças cemiteriais e partes de estátuas espalhadas pela cidade de São Paulo, agora estão partindo para o roubo de obras de arte inteiras, como o que aconteceu recentemente na rua 7 de abril, na região central da cidade.
Instalada na entrada do prédio do Banco das Nações desde que o imóvel foi inaugurado, na década de 1960, a escultura representando um semeador foi roubada por dois homens que a arrancaram e a levaram em uma carroça. Apesar de o edifício ter câmeras de segurança, ainda não foi possível identificar os criminosos. Veja o vídeo em www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sJdMpLvfsvA
Na base da escultura, de granito, está o lema do banco, que diz “poupar, semear, prosperar”. O Banco das Nações foi bastante atuante em São Paulo, especialmente nas década de 1950 e 1960, quando mantinha dois edifícios na capital, este na rua 7 de abril, e outro na região da rua 25 de março.
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Texto de Douglas Nascimento originalmente publicado no site www.saopauloantiga.com.br | 12/03/15.

Polícia recupera 5 quadros de Volpi roubados de casa nos Jardins +

Policiais civis disfarçados conseguiram recuperar seis telas de dois pintores brasileiros roubadas de uma casa nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, informou o SPTV. Os quadros valem quase R$ 9 milhões e estavam desaparecidos há mais de três anos.
Cindo deles são obras do pintor Alfredo Volpi, e o outro de Ivan Serpa. A maioria deles estava escondida em uma casa em Boiçucanga, no litoral de São Paulo.
O roubo foi em 2011. Dois ladrões chegaram em um veículo com um funcionário da residência, que tinha sido sequestrado em Cotia. No total, oito quadros de Volpi foram roubados, além da tela de Ivan Serpa.
Para chegar até os quadros, os policiais se passaram por colecionadores e entraram em contato com dois homens que negociavam os quadros. O valor pedido era R$ 2 milhões. Num dos encontros, eles conseguiram que um dos vendedores mostrasse um dos quadros. Sebastião Fraga, de 52 anos, foi preso no ato.
Os registros no celular dele levaram a polícia até segundo José Tieppo Filho, comerciante de ouro na Lapa, que tem uma ficha criminal extensa e é dono da casa em Boiçucanga onde as obras foram encontradas.
A polícia também prendeu Paulo Lopes de Carvalho, com passagem por receptação.
A polícia agora procura as outas três telas roubadas e se os ladrões fazem parte da mesma quadrilha que negociavam as obras.
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Artigo divulgado em 12/3/15 no portal G1. Reportagem foi divulgada ainda no programa "SPTV", na TV Globo.

Quadro atribuído a Da Vinci é apreendido em banco suíço +

As polícias italiana e suíça apreenderam um quadro atribuído ao pintor renascentista Leonardo Da Vinci (1452-1519) –e que estava desaparecido há cerca de um ano– no cofre de um banco na cidade de Lugano (Suíça), informam agências de notícias.
A polícia italiana acredita que o trabalho, retrato de Isabella d'Este, membro da nobreza na época do Renascimento, saiu ilegalmente do país. A Itália tem duras leis para prevenir a exportação de obras de arte com mais de 50 anos.
A pintura foi encontrada ao acaso. Em 2013, a polícia italiana recebeu uma denúncia de que um advogado em Pesaro (Itália) venderia o trabalho por 95 milhões de euros (aproximadamente R$ 300), mas não conseguiu rastrear o quadro. No ano passado, uma outra investigação (de fraude de seguro) levou as autoridades a descobrirem mais detalhes sobre a pintura, chegando ao cofre do banco de Lugano. Agora, acredita-se que o trabalho seria vendido por 120 milhões de euros (cerca de R$ 390 milhões).
Após as investigações, o quadro deve retornar à Itália, onde a polícia tenta encontrar os donos da obra.
A recuperação do quadro deve reacender o debate sobre sua autenticidade. O outro retrato conhecido de Isabela d'Este é um estudo feito por Da Vinci e que hoje está no Museu do Louvre, em Paris. Mas especialistas não têm certeza se o quadro final chegou a existir.
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Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo | 11/02/15.

Obras de Ranchinho e Zezinha são levadas da Galeria Brasiliana em São Paulo +

A Galeria Brasiliana comunicou via e-mail, o roubo de duas peças na segunda-feira, 02/02/15, em sua sede, no bairro de Perdizes, em São Paulo. No dia anterior, um homem que se apresentou como conhecido do dono da galeria, Roberto Ruggiero, ligou para saber a disponibilidade de uma obra do artista Ranchinho. No dia seguinte, ele apareceu na galeria iludindo o assistente da galeria como se fosse um velho amigo do galerista. Levou duas peças, uma pintura de Ranchinho e uma boneca de cerâmica da artista naif Zezinha, pagando com um cheque do Banco Bradesco Prime em nome de Luciano Okumoto, cujo CPF 141472618-09, foi consultado no site da Receita Federal e constava regular. O cheque, contudo, demorou três dias para desvincular o valor, e a galeria recebeu a notícia que estava sem fundo. Quem souber do paradeiro da obras (foto), favor entrar em contato com a galeria nos telefones (11) 3086-4273 e 30641709 ou e-mail: galeria@galeriabrasiliana.com.br

Quadro de Volpi avaliado em R$ 400 mil é furtado +

O furto de um quadro do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896-1988) de um apartamento no Jardim Europa, em São Paulo, ocorrido em meados de outubro passado, foi revelado nesta segunda-feira (24) pela família do colecionador Oscar Pedroso Horta (1908-1975).

Horta foi ministro da Justiça em 1961, no breve mandato de Jânio Quadros como presidente da República, e tinha quatro Volpis em sua coleção, um dos quais estava com sua filha, Marcia Pedroso Horta, 81.

Há meses Marcia tem passado por internações hospitalares, deixando o apartamento vazio. A falta do quadro só foi notada por sua neta, a atriz Camila Thiré, 31, em uma das visitas que fez ao local.
Ela registrou o caso na segunda-feira na 15ª Delegacia de Polícia de São Paulo, um dia antes de outra obra do pintor modernista ser arrematada por R$ 2 milhões.

O quadro furtado da família Horta, avaliado em R$ 400 mil, foi pintado em meados da década de 1960 em têmpera sobre cartão.

"Quem levou o quadro teve acesso ao apartamento, porque não havia sinais de arrombamento nas portas, e sabia onde estava o quadro, uma área íntima do apartamento", explica Thiré.

Trata-se da 48ª obra do artista a ser registrada como furtada ou roubada pelo Instituto Volpi, entidade que tem catalogados mais de 2.400 trabalhos deste que é um dos principais nomes do modernismo brasileiro.

"Mantemos um banco de dados de todas as obras roubadas para que qualquer pessoa tenha acesso a essa informação e possa nos avisar se tiver contato com um desses quadros", explica Pedro Mastrobuono, diretor jurídico do instituto. "Queremos evitar que essas obras irregulares circulem no mercado."

As bandeirinhas de Volpi estão nos acervos de museus como o MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), na coleção Ca'Pesaro, em Veneza, e Cisneros, na Venezuela.

No passado recente, os direitos sobre a obra de Volpi foram alvo de disputa. Um dos quatro herdeiros do pintor, sua filha Eugênia Volpi, foi destituída do cargo de inventariante do artista por ter licenciado a marca Volpi sem autorização judicial e sem repassar os recursos da transação para o espólio do artista.
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Texto de Fernanda Mena publicado no jornal Folha de S. Paulo | 28/11/14

Italiano aposentado fica com obra roubada de Gauguin +

Um aposentado italiano que teve a sorte de comprar inadvertidamente uma obra-prima de Paul Gauguin roubada foi premiado com a propriedade da pintura, relatou o jornal inglês Telegraph.
As pinturas foram roubadas por vigaristas em 1970, a partir da casa de Londres de Marks e Spencer herdeira da loja de departamentos Mathilda Marks. Os ladrões levaram as pinturas para a França, e estavam em um trem com destino a Turim quando a abandonaram, temendo captura.
Depois de anos no escritório de propriedades perdidas, as telas foram parar no leilão da ferroviária nacional. Um trabalhador da fábrica da Fiat, identificado apenas como "Nicolo", comprou as telas por meros 45.000 lira, ou cerca de US $ 32 em dinheiro, atualizado o valor nos dias de hoje.
Especialistas estimam que a obra de Gauguin “Frutas em uma Tabela” ou “Ainda Viva com um Cão Pequeno”, de 1889, vale € 35.000.000 (43.500 mil dólares), enquanto “Mulher com Duas Poltronas” está avaliado em € 600.000 (747 mil dólares americanos).
"Talvez eu tive uma intuição. Eu só gostava deles. Quando os levei para casa, eu disse a mim mesmo: 'Eu não me importo quem os pintou, eu os acho bonitos'", ele disse ao jornal La Repubblica, chamando a compra "um acidente vascular cerebral de sorte. "
Depois de anos de convivência com os quadros pendurados na parede da cozinha, Nicolo e seu filho curioso com o espírito da história da arte fizeram algumas pesquisas. Logo, eles se convenceram de que eles possuíam um obra de valor, e entraram em contato com o departamento de obras de artes e antiguidades da polícia, que confirmou suas suspeitas.
Foi feito um esforço para retornar as telas ao seu legítimo proprietário, mas Marks e seu marido, Terence Kennedy, nunca teve filhos, e a polícia metropolitana de Londres não foi capaz de rastrear o herdeiro do casal.
Com tudo, Nicolo permaneceu esperançoso em ter permissão para manter as pinturas em seu poder, diz o La Repubblica ", eles foram comprados de boa-fé" e "as instituições não podem negar isso ". Agora que os tribunais decidiram a seu favor, ele iniciou conversações com potenciais compradores para o Gauguin. Aos 70 anos de idade, ele espera levar sua esposa em uma lua de mel muito adiado para Viena e Trieste, na Itália; comprar uma fazenda perto de sua casa em Siracusa, na Sicília; e ajudar seus filhos e netos. O Bonnard, no entanto, ele vai manter por razões sentimentais.
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Texto de Sarah Cascone publicado no Artnet | 12/12/14.